mens-tru-ação
fev15

mens-tru-ação

eu tô morrendo de overdose de sentimento parece que tô menstruado de afeto e não tem OB que dê jeito e o Milton cantando na esquina da minha melancolia falando em pensamento da cor do vestido dela que já não quer mais morar comigo eu que tava gravido de sonho acordo sem ter dormido rumo ao castigo de só chorar no abrigo do...

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poema na boca.
fev12

poema na boca.

  clitóris é a palavra mais poética que conheço infelizmente pouca gente gosta de poesia.

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Toque mágico
Maio12

Toque mágico

Regulo a intensidade da luz Regulo a ansiedade do momento Engulo a saliva dos beijos largados Feito uma onça, circulo na jaula de uma lado para o outro Pareço estar tão perto Te vejo do outro lado da tela De repente, surge o sentimento Real, forte e aparente Acaricio seu rosto, cheiro sua cabeça Sinto a sua pele, te abraço. Te abraço em um laço virtual Que meu corpo e mente Creem, são reais. Deixam marcas, saudades. Circulo entre um mundo Que ora parece real ora virtual O que sinto? Nem importa O que sinto é no mínimo saudades. Cidades, estados, países Continentes, mares de saudades O que nos separa não é a indiferença É talvez, quem sabe, a vontade. O que me importa? atravessar uma porta estender as mãos e tocá-la sem telas, sem vídeos,  cem...

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Revendo amigos
set10

Revendo amigos

Se me der na telha eu volto! Pra rever velhos amigos, beijar antigas bocas, com quem já tenho intimidade. Desfazer o tempo e chutar o presente. Volto pra curtir, beber aquela ardente cachaça da saudade. Acender a juventude e fuma-lá em longos tragos! Volto pra brigar, pra arruinar casamentos, pra surpreender a família. Refazer o passado e transar com o futuro. Volto pra amar quem deixei no caminho, E abraçar quem tanto caluniei, e ser abraçado, por quem tanto falou mal de mim. Mas me espera, não digo o dia, pois a cidade é careta. Se eu me perder me acha, Tô pensando aqui… Vai ser tão engraçado, só quero ver a tua cara! …se me der na telha eu...

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Talvez não fosse pra continuar sendo
ago04

Talvez não fosse pra continuar sendo

Acho que eu gostava daquelas amostras de vida a dois que tinha com ele, foi o primeiro que me levou pra almoçar, porque os jantares costumávamos passar na cama com algum delivery, tipo a pizza de frango com catupiry que virou quase tradição nos nossos domingos. Ou as idas ao mercado e o eterno dilema do que levar, na maioria das vezes só besteira e algum congelado, eu nunca fui muito boa na cozinha e ficava ainda pior sob a supervisão dele, nunca confiava nas minhas medidas, era ele quem morava sozinho mas eu parecia saber mais sobre ser só e sobre me adaptar também, eu fazia o suficiente pros dois, pra não sobrar e estragar. Mas eu não sou moça prendada e ele quem era o chef na maioria das vezes, sempre soube que se eu fosse ter um par, teria que ser um assim. Pouco saíamos, mas essas raras ocasiões eram quase testes, ele ficava do meu lado e me abraçava e beijava de repente como se soubesse que eu era dele, isso me fazia querer sair correndo por que nenhum cara pareceu se importar tanto antes, me deixavam completamente solta, coisa que não se faz com um animal selvagem. Eu andava e dançava e conversava, mas me comportava. Ele passava. Só que pra se entreter na noite ele bebia e bebia e bebia um pouco mais, eu não gostava muito disso e também não gostava de mandar parar, mas ele entendia nas minhas meias palavras, pelo menos a saideira era realmente a saideira com ele, e quando chegava em casa meio bêbado, jogando os sapatos pra um lado, celular e chave pro outro e caindo na cama, eu colocava tudo no lugar, colocava ele no lugar, tirava as meias, a calça, conversava sobre seja lá o que ele achasse interessante conversar naquela hora ou simplesmente o botava pra dormir. E eu passava. Mas não lembro de alguma vez termos andando de mão dadas, o que tivemos nunca teve nome, todo mundo parecia saber mais da gente que nós mesmos. As coisas iam simplesmente acontecendo. Saímos uma vez e só voltei pra casa no dia seguinte depois de dormirmos juntos, só dormimos. Aí no final de semana seguinte perguntou se eu não queria passar com ele de novo, assim foi por alguns finais de semana mais, até passarmos a nos ver durante a semana também e lá se foram alguns meses. A cama dele era de solteiro e o pouco espaço nunca foi problema pra nós, assistia tv deitada no colo dele enquanto fumava um cigarro, dormia tranquila dentro daquele abraço; ele tinha um sono pesado, relaxava...

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Beija-flor embriagado
Maio07

Beija-flor embriagado

Nos breves e raros dias de alegria ao lado de pessoas queridas. Momentos inesquecíveis aventuras surreais pela vaga e sútil consciência humana.  Dentro de uma barraca lágrimas escorriam dos meus olhos. Foi-se mais uma noite fugaz, capaz de deixar lembranças indeléveis em um coração inflamado. Vez apenas  uma distração sem nexo com a atmosfera propícia à abstrações. Porém, para ser franco, eu bem sei; Não se trata de uma ideia fixa!  Mas um grito interno. Um saber-se finito. Essas preocupações com o relógio do tempo. Não dos minutos nem das horas, mas da longa demora. Desses anos… Meus sorrisos mais largos, força, disposições, além do viço natural que cede às forças gravitacionais estão se esvaindo. Quero acreditar que os anos mais bonitos da minha vida ainda estão por vir. É uma crença no desconhecido! Ninguém para cobrar além de mim. Porém, mesmo com algumas cobranças atrasadas, um sentimento que inexprimível me assola. Desses anos  passados da minha juventude muitas emoções doces, salgadas, amargas, agridoces.  Algumas poucas e raras paixões. Dar-me conta que nunca vivi um grande amor provoca-me um arrepio na existência. Tanta filosofia, tantos cuidados com o corpo… Tanta coragem para ir além. Tantas histórias para compartilhar.  É impossível segurar a vontade de chorar. Cercado de paredes sem vida, uma cama vazia, uma vida vazia. Porra! – Será que tudo na minha vida tem que ser atravessado e precoce?  Sempre um atropelo. Errei demais querendo acertar, acertei demais quando devia nem me importar. Qual o saldo de tudo isso? Um coração resistente que replica dos recônditos da minha existência um amor, nem grande nem pequeno, nem tão curto ou pra vida toda. Mas um amor sem alarde, sem propaganda. Que seja apenas um eco íntimo e pleno. Um amor! Nesta era que exalta o individualismo em detrimento da individualidade –  me sinto  muitas vezes na prateleira de uma grande vitrine operada pelas teclas ON e OFF. Um beija-flor embriagado com receio de se apaixonar.  Declarar-se apaixonado nos dias de hoje parece imputar culpas e ressentimentos que não consigo aceitar, embora compreenda. Resignado e escaldado, lanço meus desejos no universo. Sem dizer uma palavra, apenas frequências perpétuas vibrando desde os recônditos da minha curta existência. Sem receitas prontas. Sem manuais de relacionamentos. Um homem na casa dos 30 com algumas experiências e paginas em brancos para completar com um grande amor. Sempre achei interessante ás ideias e reflexões de pessoas que admiro. Entre tantas, uma que cabe aqui. Chico Anysio que viveu uma longa vida diante da morte eminente  “Não tenho medo de morrer, tenho pena”. Pois eu não tenho medo de morrer, sempre tive de não viver e por isso me entreguei...

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