Corecon-AM vai apresentar três representações jurídicas contra aumento no corte do IPI que prejudica a ZFM
maio03

Corecon-AM vai apresentar três representações jurídicas contra aumento no corte do IPI que prejudica a ZFM

O Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM) apresentará três representações jurídicas contra o decreto que aumenta o corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de 25% para 35%, realizado, nesta semana, pelo Governo Federal e atingindo, diretamente, os incentivos à Zona Franca de Manaus (ZFM). A decisão foi anunciada, nesta sexta-feira, dia 29 de abril, na sede da instituição, com a presença de membros da diretoria. O conselho apresentará as representações no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça, e na Procuradoria-Geral da República (PGR) com o objetivo de reverter o decreto do governo sobre o IPI. “Vamos apresentar essas representações jurídicas em função dos constantes ataques que o nosso modelo da Zona Franca de Manaus vem sofrendo. Não só na questão de concentrados, mas todos os produtos são afetados com esses ataques. Então, se esses decretos não forem corrigidos, a situação econômica do estado do Amazonas ficará complicadíssima. Teremos fechamento de fábricas, desarticulação de linhas de produção, consequentemente um desemprego em alta escala”, informou o presidente do Corecon-AM, Marcus Evangelista. Segundo ele, a representação que será apresentada ao Conselho Federal da OAB e à PGR tem a intenção de reforçar a constitucionalidade sobre o assunto. As ações do Corecon também visam reforçar o pedido de várias entidades em busca desse controle condicional dos decretos do governo. “As indústrias só estão aqui (no Amazonas), porque têm mais lucro produzindo aqui. No momento que esse lucro diminui, simplesmente, elas desmontam suas linhas produtivas e vão para outra área. Além disso, se essas indústrias saírem daqui, elas não ficam no Brasil, elas podem ir para fora, que será um cenário pior para o nosso país”, ressaltou Marcus. Já o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, economista e membro do conselho que também participou da reunião no Corecon, informou que o jurídico da instituição vai preparar os documentos e apresentar até a próxima terça-feira (03/05). “A representação jurídica que será apresentada ao Cade terá o objetivo de analisar a parte técnica. Pois, o Cade protege a indústria nacional, analisando tecnicamente como esses decretos podem prejudicar a indústria. Todas as representantes são válidas em nosso favor”,...

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Livro-reportagem reúne personagens com diferentes visões sobre Manaus e a floresta
maio03

Livro-reportagem reúne personagens com diferentes visões sobre Manaus e a floresta

Como Manaus enxerga a floresta ao seu redor? Essa pergunta foi o ponto de partida para o livro-reportagem ‘Manaus de Frente para a Floresta’, do jornalista Sérgio Adeodato, com lançamento marcado para 17 de maio. A obra traz a visão de 60 personalidades de Manaus, anônimas e famosas, sobre a relação entre a metrópole da Amazônia, a floresta que a cerca e os desafios da região para o futuro. O livro é um dos produtos do projeto multimídia ‘Manaus de Frente para Floresta’, que tem apoio da Manauscult, Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Instituto de Conservação e Desenvolvimento do Amazonas (Idesam), Instituto Arapyaú, Uma Concertação pela Amazônia, Impact Hub Manaus e Coca-Cola Brasil. O objetivo da iniciativa é contribuir para o debate sobre as soluções e o futuro de Manaus, e de suas diferentes realidades. Personalidades como o músico Celdo Braga, o empresário Denis Minev, o artista plástico Luiz Antonio Vieira e a ambientalista Érika Schloemp, ao lado de mais de 60 outros personagens, entre pesquisadores, lideranças sociais, gestores públicos e empreendedores, compartilharam suas visões sobre a relação entre a capital amazonense e os desafios da Amazônia. De acordo com o autor, o objetivo do livro é criar um espaço de fala para “sensibilizar, promover o diálogo, empoderar os atores locais”. “Normalmente se fala que Manaus é uma cidade que vive de costas para a floresta e isso sempre me deixou intrigado. Como uma cidade no meio da Amazônia vive de costas para a floresta? Resolvi fazer um projeto mostrando o oposto, a Manaus de frente para a floresta, com seus desafios e positividades, em uma abordagem construtiva: apresentar os problemas e debater as soluções”, explica Sérgio Adeodato. O livro-reportagem traz textos, fotos, dados e análises sobre os aspectos econômico, social e ambiental da maior metrópole da Amazônia, uma região que se encontra no centro das discussões sobre a mudança climática e o desenvolvimento sustentável. A narrativa é entremeada por imagens fotográficas produzidas por André Pessoa e Bruno Kelly, fotojornalista que tem um ensaio fotográfico especial sobre a temática, publicado na obra. Sobre o autor Sérgio Adeodato é jornalista especializado em meio ambiente, sustentabilidade e temas socioambientais e culturais. Com mais de 30 anos de carreira, atuou em veículos de comunicação nacionais, como o Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Globo Ciência, Época e Horizonte Geográfico. É autor de livros como ‘Amazônia, Floresta Assassinada’, ‘Arte da Reciclagem’ e ‘Retratos Culturais do Arco e Flecha no Amazonas’. Vencedor de prêmios como Ethos de Jornalismo, Prêmio Abrelpe de Reportagem e Prêmio Santander de Jornalismo, entre outros. Atualmente, o jornalista é repórter freelancer para o Valor Econômico e Página 22....

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Desmatamento e focos de calor em 2021 na área da BR-319
fev08

Desmatamento e focos de calor em 2021 na área da BR-319

O aumento do desmatamento registrado foi de 41% em relação ao ano anterior. Dados também são os mais altos desde 2010 O ano de 2021 foi um dos mais difíceis para a Amazônia, pois a devastação do bioma, em diversos sentidos, avançou a passos largos. Seguindo esta tendência, a área de influência da BR-319 registrou recordes de desmatamento e focos de calor. As informações fazem parte do relatório “Retrospectiva 2021: desmatamento e focos de calor na área de influência da rodovia BR-319”, produzido pelo Observatório BR-319 (OBR-319) e divulgado nesta segunda-feira (7). O conteúdo apresenta dados e análises que mostram que municípios que nunca tinham registrado números expressivos, como Tapauá (AM), se destacaram no monitoramento. Além disso, chama a atenção o Estado do Amazonas, por onde passa a maior parte da rodovia, que vem se consolidando entre os que mais destroem a floresta na região. Quinze por cento, dos 1.036.550 de hectares (ha) desmatados na Amazônia Legal, foram perdidos na área de influência da rodovia BR-319, que teve um aumento de 41% no desmatamento em relação a 2020, sendo o maior registro de área desmatada desde 2010. Para 11 dos 13 municípios monitorados pelo OBR-319, 2021 foi o período de maior desmatamento nos últimos 11 anos. Os seis municípios que tiveram maiores índices de desmatamento estão ao sul da BR-319: Lábrea, Porto Velho, Humaitá, Manicoré, Canutama e Tapauá. Juntos, representaram 94% do total desmatado nos municípios da BR-319 durante o ano. O município de Lábrea foi o destaque na lista de registros mensais, liderando o ranking nos meses de março, abril, maio, junho, agosto, setembro e outubro. Já Tapauá apresentou o maior aumento em comparação a 2020, com alta de 192%. O aumento de registros de focos de calor também foi preocupante. Os 13 municípios da área de influência da BR-319 somaram mais de 10 mil focos durante 2021, um recorde para os últimos 12 anos e aumento de 9% em relação a 2020. Além disso, Lábrea e Tapauá registraram o maior número de focos de calor da série histórica. O desmatamento e os focos de calor afetaram também as Áreas Protegidas na região da BR-319. A Reserva Extrativista (Resex) Jaci-Paraná e a Terra Indígena (TI) Karipuna, em Rondônia, apresentaram os maiores índices referentes ao desmatamento e focos de calor entre as Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas (TIs), respectivamente. A UC registrou 654 focos de queimadas e perdeu 7.818 ha para o desmatamento. A TI teve 81 focos e 1.091 ha desmatados.Se a alta de desmatamento e de focos de calor já preocupam, a retrospectiva do OBR-319 aponta ainda poucas ações efetivas de combate aos ilícitos ambientais...

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Pesquisa revela que temperatura no oceano atlântico influencia chuvas na Amazônia
nov06

Pesquisa revela que temperatura no oceano atlântico influencia chuvas na Amazônia

Estudo estabelece as áreas que têm maiores correlações que funcionarão como auxílio na previsão climática. O responsável pela pesquisa é Luan Carvalho é graduando em meteorologia da UEA, em parceria com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) identificou que a variação na temperatura do oceano Atlântico Sul interfere no regime de chuvas na Amazônia, podendo causar chuva em excesso ou a escassez de chuvas na Amazônia. De acordo com Luan, o aquecimento do Atlântico Tropical Sul influencia no posicionamento da zona convergência intertropical, que é uma banda de nebulosidade (cobertura do céu por nuvens) que envolve o globo formado pelos ventos alísios oriundos de sudeste do Hemisfério Sul e de Nordeste do Hemisfério Norte. Esses ventos ao convergirem em baixos níveis trazem umidade que causam elevação para níveis mais altos da atmosfera devido ao aquecimento da superfície da terra, gerando assim nebulosidade e posteriormente as chuvas. “Nós fizemos esse estudo para uma escala decadal, ou seja, uma variabilidade de baixa frequência. Então, baseado no resultado encontrado no trabalho, podemos observar chuva significativa em regiões mais setorizadas como o Centro-Oeste, Nordeste e Sul do Amazonas”, disse o pesquisador.  Aplicabilidade Doutora em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Rita Andreoli, enfatiza que os resultados da pesquisa demonstram uma aplicabilidade prática para atividades de monitoramento e previsão climática, principalmente na geração de informações que podem ser aplicados em  planejamento e tomada de decisões. “Nas mais diversas atividades econômicas, em particular no setor de agricultura, agropecuária e geração de energia hidroelétrica, que são imprescindíveis para o desenvolvimento das cidades urbanas e rurais situadas na Amazônia”. Para o meteorologista do Sipam, Renato Senna, o estudo estabelece as áreas que têm maiores correlações que funcionarão como auxílio na previsão climática. As condições do oceano vão definir uma alteração no padrão de chuvas que vai ocorrer nos meses seguintes. “Com essa pesquisa a gente consegue auxiliar o prognóstico climático que vai auxiliar em todas outras atividades diárias das pessoas, por exemplo, se vai chover mais ou menos, pois isso altera também as condições do ambiente de trabalho, transporte como fluvial e aéreo. Isso tem um impacto muito grande na vida da população”, finalizou.  Simpósio Internacional O estudo foi apresentado no VI Simpósio de Climatologia (SIC), realizado no período de 13 e 16 de outubro deste ano, com apoio do governo do Estado via Fapeam por meio do Programa de Apoio à Programa de Apoio à Participação em Eventos Científicos e Tecnológicos (Pape). No evento, Luan Carvalho também foi coautor do trabalho ‘Efeito da Temperatura Superficial do Oceano Atlântico Tropical Norte na Variabilidade da Precipitação Sobre Amazônia’, apresentado pela estudante em meteorologia da UEA, Itamara Souza, premiado como...

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Futuro provável
set21

Futuro provável

Quando o universo surgiu Era apenas um, um átomo Pronto para se expandir Um átomo não completa A camada k da química Dois átomos gera vida   Desde os primórdios Um lutava contra o outro Querendo ser o melhor Ou até para sobreviver O que nem sempre Era o que resultava   Tempos modernos Deturparam toda a visão O homem mudou Não pra melhor Até hoje ele ainda não sabe O que é compaixão   Choro toda vez que vejo Um pobre pedindo atenção Me corrói o coração Não ter como estender a mão A ajuda que todos querem É apenas dinheiro   Se o homem soubesse O valor da vida O mais simples ato Seria a forma mais bela De dizer que uma lágrima É a água que regará Toda a esperança De um lar onde todos São iguais e não...

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Medir…
ago19

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Trabalhamos com empenho e desejo de colhermos os melhores resultados, mas nenhuma hora extra compensará ou piso salarial valerá mais que as ociosidades e amenidades cheias de gracejo nas quais vivemos inesquecíveis momentos ao lado de quem amamos. Economizamos e poupamos o que ganhamos sem de fato nos atentarmos para as alegrias que nos visitam quando compartilharmos ou doamos algo nossa em prol de aliviar a dor material do próximo. Queremos experiências sexuais intensas e variadas mas quase nada sabemos sobre sentir prazer no afeto e afeição no prazer, o binômio de onde surge o amor amigo e amante. Nós condoemos com a morte de alguém íntimo e querido, mas somos muitas vezes tardios em perceber a singularidade e valor daqueles que ainda se acham com vida ao nosso...

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