Ação solidária

por  Giovana Zborowski

Quando me decidi a ajudar pessoas, se baseou no simples fato de que poderia ser eu mesma naquela situação, quando se compartilha o pão, a roupa, os sorrisos, o olhar, as brincadeiras, o amor, tudo automaticamente se multiplica. Hoje sou uma pessoa de alma que busca constantemente evolução, a cada conversa gera em mim um aprendizado.

Trabalhar com idosos só esclarece uma realidade que já acreditamos, mas que não esperamos. A experiência de saber que existem pessoas que precisam da tua presença, não pelo o que tu podes oferecer em materiais, mas tudo aquilo que te encobre a luz, conseguir perceber o quão é bom dividir bons momentos, é sentir a retribuição por aqueles que não acham que vão conseguir pagar o ‘’ bem que fazes a ele’’ .

Por ser natural de Dourados-MS , comecei meu trabalho no Asilo São João Bosco, localizado em Campo Grande, foram 2 anos de aprendizado com pessoas que passaram uma vida inteira em construção de um futuro que nem eles esperavam, percebi que nem todos queriam estar morando naquele lugar, apesar de todos os bem tratos que os funcionaram o serviam, a verdade que todos preferem passar seus últimos dias no acompanhar da família, filhos e netos. Contudo, passei a residir em Manaus-AM, com isso fui em busca de uma nova casa para semear junto, encontrei o Asilo São Vicente de Paulo, onde atualmente posso somar nas alegrias que ele sentem dentro de si.

Meu amor pelo próximo se intensifica a cada dia, Hoje afirmo que o amor é a energia primordial e quando criado em unidade é a força capaz de criar todo um mundo novo.

Partindo do trabalho com idosos, continuei na vertente voluntária, mas em um ramal diferente, me dispus a ir às ruas e me servir de apoio a pessoas com problemas de exclusão social, pessoas que não são enxergadas muito menos respeitadas por muitos, indo do próprio coletor de lixo urbano ao morador de rua. Sabemos que o ser humano só é considerado homem quando se tem vivência social um com outros, e quando há ausência disso independente de qual maneira gera uma frustração interpessoal, naquele que não é reconhecido por suas atividades ou participação social. Uma vez em que você dá uma atenção diferente aquele que está se sentindo deslocado no seu meio, tende primeiro a estado de espanto em seguida gratificação, é o que acontece quando você por ventura se propõe a ajudar um “gari” a terminar o serviço e varrer uma calçada, ou senta ao lado de uma moradora de rua e põe a ouvir suas historias de vida, angustias ou não, a base esta no renascer da esperança da bondade. É cada vez maior o número de pessoas incrédulas na solidariedade humana, um valor que nos deixamos faltar. Há algo dentro de cada ser humano que é a fonte de todo o nosso potencial; é a semente a partir da qual nossa vida se desenvolve. É a origem de cada experiência que já tivemos do amor, da verdade e da beleza.

Se cada uma fizer um pouquinho, nem que seja um olhar mais atencioso que o comum para uma causa, para uma pessoa, para um serviço prestado, conseguiríamos tornar aquilo que no momento não passa de um sonho futuro, hoje somos um risco no futuro num passado que jorra cada vez mais, a mudança parte na simplicidade do ato de reconhecer valores da vida. Só nisso vejo motivo suficiente para que a fraternidade seja pregada a cada um, desde os primórdios da vida de cada um, não esqueçamos que são as raízes que fortalecem e mantém a pé a árvore. valores da vida. Só nisso vejo motivo suficiente para que a fraternidade seja pregada a cada um, desde os primórdios da vida de cada um, não esqueçamos que são as raízes que fortalecem e mantém a pé a árvore.’

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Redação

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