Exposição Tamurá estreia hoje na Casa das Artes
jul12

Exposição Tamurá estreia hoje na Casa das Artes

Depois de um momento triste, tem sempre aquele que lembra que a vida segue. Quando se trata de quem escolheu  viver reciclando lixo e transformando em percussão os passos dessa caminhada precisam ser seguidos. O luto de um amigo ganhou a força de uma homenagem e a reunião de entes que valorizam e agradecem ao que foi plantado. O artista da percussão Maurizio Torres será tema da exposição intitulada Tamurá Percuteria Maurizio Pessoa Torres Maumao, a partir de hoje, às 19h, na Casa das Artes que fica no Largo São Sebastião. O artista visual e figurinista Adroaldo Pereira comenta sobre a sincronia das pessoas envolvidas em relação a esta exposição. “É a continuação de uma ideia. Já dava pra sentir uma emoção especial quando o Bernardo me contou que a mãe do MauMao estava arrumando algumas coisas que eram dele. Sem saber o quê, já era possível imaginar que se tratava de fragmentos de projetos que foram interrompidos”, explicou. O cantor e compositor Magaiver Santos também participou desse mutirão e junto com o André de Moraes militam sobre o valor das palavras escolhidas por Maumao em relação a sustentabilidade. Antes mesmo do inicio da exposição, os artistas anunciaram em suas redes sociais a arrecadação de chaves e tampas de pet e o resultado é expressivo. Som de cachoeira feito com tampas de garrafa pet? Sim, o vilão do meio ambiente pode ter outro destino e ser ferramenta de transformação social para quem quer viver de música. Isso sem contar com as chaves de portas que já não se abrem, juntas, dão vida a outro produto. A abertura será as 19h com apresentações musicais e demonstração de objetos transformados em percussão. O artista Diego Batista idealizou uma caricatura em stencil. Também fazem parte da exposição projetos iniciados, palavras de homenagem e exibição de vídeos e acervos de amigos editados por Michelle Andrews. Ainda com pano de fundo na percussão, a trilha sonora da noite será com os percussionistas João Paulo Ribeiro e João Carlos Ribeiro. Pai e filho que transcendem unidos por sons e movimentos que lembram os anseios da natureza e o DJ Vini com um set percussivo embalando a noite. A exposição é gratuita e vai ficar em cartaz todos os dias de 15h às 21h até o dia 21 de Agosto. Durante todo o mês, serão resgatadas tampas de garrafa pet e chaves sem uso. Para esta ocasião os ativistas e músicos Marcelo Rosa e Diogo França assumiram a missão de produzir novos instrumentos de percussão. Ainda de acordo com Adroaldo, a exposição será mutável e interativa. "Toda semana, haverá uma apresentação musical com foco na percussão, semana que vem...

Leia Mais
Só mais um dia de carnaval
mar07

Só mais um dia de carnaval

Foi tudo tão terrivelmente familiar. Eu não esperava tanto dessa vez, só que uma porta fosse aberta nesse ciclo vicioso de onde eu não consigo escapar. Pelo menos o choro não é o mesmo. Ainda me encontro tão bem nas letras de Joy Division, tão confortável quanto uma camisa velha de dormir. A bebida é outra, mas o gosto é igual na minha boca, o cheiro da fumaça de cigarro dessa vez entra pela janela, mas me faz sentir em casa. Quase um caso de síndrome de stocolmo com esses sentimentos baixos. As chances de viver qualquer coisa com pureza estão chegando perto do prazo de validade, que só agora eu me dei conta ter. Tô aos tapas comigo mesma tentando uma chance de viver o agora. Sem ficar na expectativa do que poderia ser, soltar da mão que fica me puxando pro passado, estar com cada parte do meu corpo no mesmo lugar. Cansa isso de se guardar, se controlar, eu detesto números, que dirá contar sentimentos. Tô transbordando de tanto esperar pela hora certa de me derramar, me escondendo atrás do receio de mais uma vez fazer a aposta mais alta da mesa e perder tudo, me perder toda. Que castigo terrível é prender um animal selvagem. Um coração selvagem. Depois de mais essa garrafa eu vou dar um tempo, não sei como faz pra anestesiar uma pessoa com tanta alma, não sei como essa alma se alimenta com tão pouco das amostras servidas em bandejas. Só me deixa ser o amor que eu posso ser de melhor. Me deixa tentar, eu não cobro nada não. Mas também não pega se for só pra estragar. Eu sempre chamo a apatia quando sinto dor, aí eu quero nem que seja a dor de volta quando tudo que eu sinto é nada. A felicidade se torna possível até nos domingos, se eu começo as manhãs só deitada contigo na cama por algumas horas. E é assustador se sentir assim tão bem, de um jeito tão simples, mas num lugar tão difícil de chegar. Às vezes eu sorrio bem boba olhando alguma foto tua, sintoma grave de afeto, uma febre tão boa. Fica um pouquinho aqui comigo, vamos ser tão bonitos juntos daquele jeito que revira estômagos alheios. Poderiam durar dois dias as noites que andamos bêbados por aí, eu ainda sentiria falta de ti na manhã seguinte ao acordar e não te ver do meu lado. Eu tento te alcançar, você não deixa. Detesto admitir que um pedacinho de mim se entristece sabendo que a tua vida vai seguir bem logo depois disso, enquanto a minha vai parar por...

Leia Mais
mens-tru-ação
fev15

mens-tru-ação

eu tô morrendo de overdose de sentimento parece que tô menstruado de afeto e não tem OB que dê jeito e o Milton cantando na esquina da minha melancolia falando em pensamento da cor do vestido dela que já não quer mais morar comigo eu que tava gravido de sonho acordo sem ter dormido rumo ao castigo de só chorar no abrigo do...

Leia Mais
poema na boca.
fev12

poema na boca.

  clitóris é a palavra mais poética que conheço infelizmente pouca gente gosta de poesia.

Leia Mais
Toque mágico
maio12

Toque mágico

Regulo a intensidade da luz Regulo a ansiedade do momento Engulo a saliva dos beijos largados Feito uma onça, circulo na jaula de uma lado para o outro Pareço estar tão perto Te vejo do outro lado da tela De repente, surge o sentimento Real, forte e aparente Acaricio seu rosto, cheiro sua cabeça Sinto a sua pele, te abraço. Te abraço em um laço virtual Que meu corpo e mente Creem, são reais. Deixam marcas, saudades. Circulo entre um mundo Que ora parece real ora virtual O que sinto? Nem importa O que sinto é no mínimo saudades. Cidades, estados, países Continentes, mares de saudades O que nos separa não é a indiferença É talvez, quem sabe, a vontade. O que me importa? atravessar uma porta estender as mãos e tocá-la sem telas, sem vídeos,  cem...

Leia Mais
Revendo amigos
set10

Revendo amigos

Se me der na telha eu volto! Pra rever velhos amigos, beijar antigas bocas, com quem já tenho intimidade. Desfazer o tempo e chutar o presente. Volto pra curtir, beber aquela ardente cachaça da saudade. Acender a juventude e fuma-lá em longos tragos! Volto pra brigar, pra arruinar casamentos, pra surpreender a família. Refazer o passado e transar com o futuro. Volto pra amar quem deixei no caminho, E abraçar quem tanto caluniei, e ser abraçado, por quem tanto falou mal de mim. Mas me espera, não digo o dia, pois a cidade é careta. Se eu me perder me acha, Tô pensando aqui... Vai ser tão engraçado, só quero ver a tua cara! ...se me der na telha eu...

Leia Mais