poema na boca.
fev12

poema na boca.

  clitóris é a palavra mais poética que conheço infelizmente pouca gente gosta de poesia.

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O rei e o bobo
maio30

O rei e o bobo

Rei Narciso era conhecido por sua benevolência. Tinha assumido o trono cedo porque seu pai foi acometido de uma grave doença na qual não resistiu. Cresceu como rei e homem diante dos olhos curiosos e com o auxílio dos conselheiros tonou-se um excelente líder. Foi-lhe arranjado um casamento com uma bela princesa, unindo reinos e selando a paz, visto que antes já haviam batalhado por território. Ao repousar os olhos sobre ela pela primeira vez teve certeza da sorte que havia tido, não apenas seria uma jogada política, mas a mais bela figura que ele poderia ter ao seu lado. A paixão foi fulminante, apressando o casamento. Não queria mais ficar longe dos seus olhos. Seu reino prosperava, lhe auxiliando a justa rainha sempre intercedendo por aqueles que a ela chegavam. Tudo parecia em ordem, mas algo incomodava o rei em seu íntimo: a ausência de herdeiros. Apesar de suas insistentes tentativas sua senhora parecia incapaz de trazer-lhe tal alegria e, com isso, a cada dia seu coração endurecia. Seus súditos que tanto o amavam passaram a lhe temer, ao ponto de ouvir as trombetas que anunciavam a sua chegada e recolher-se em suas casas, com receio de qual seria a atitude descabida que suas mãos realizariam daquela vez. Costumava jogar na masmorra àqueles que ousavam não abaixar a cabeça ante a sua presença. Sua aparência, antes jovial, já não era a mesma, seu cenho estava sempre franzido, revelando a amargura que trazia junto ao peito, os cabelos brancos lhe cobriam a cabeça. Enquanto sua esposa permanecia reluzente, não se deixando abalar por toda a loucura que tomara conta do seu rei, que também passou a beber excessivamente e cultivar em harém de meretrizes, entre elas, sua favorita, Madalena. E somente então a sua desgraça chegou à rainha. Antes conhecida como justa passou a se esconder no castelo. Já não saia do seu quarto, entrando numa profunda depressão. Não suportando as constantes crueldades do seu marido, encontrou conforto nos braços da morte, sua antiga conhecida, a rainha da coroa de espinhos, que várias vezes tirou a vida de dentro do seu ventre, fazendo com que ela perdesse de forma cruel todas suas tão desejadas gravidezes. Foram três antes que desistisse da vida, de Narciso, de tudo. Narciso encontrou o corpo de sua mulher morta, lívida, fria, com olhos vidrados. Sentiu tanta dor ao ponto de cair de joelhos. Como uma criança, deitou ao seu lado vertendo lágrimas nunca antes vistas e implorando que deus devolvesse seu amor, o que não ocorreu. O silêncio do castelo era quebrado pelos seus berros de horror, seus pedidos de desculpas que sua esposa...

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Ficou teu nome escrito em marcas no meu corpo
mar03

Ficou teu nome escrito em marcas no meu corpo

Só mais uma noite mal dormida como tinham sido outras nas últimas semanas, deitar no embalo das reflexões que só um domingo te fazem ter e na manhã seguinte, se arrastar pra fora da cama procurando o ânimo que parece ser repelido pelas segundas-feiras. Ainda na dúvida se valia a pena o trabalho de lavar e secar os cabelo, fiz o meu café com torradas e fui pra frente do computador, li receitas, baixei um disco, arrumei a casa, ignorei a postagem da faculdade sobre a volta às aulas e por fim tomei um banho demorado.  Minha cabeça andava cheia e o peito vago de emoções, no livro, Christiane narrava a primeira vez que foi ao Sound e eu pensei que tinha tempo que não ia a alguma festa, dançar me fazia um bem, vai ver era isso que tava faltando... Tanta coisa tava faltando na verdade, mas eu gosto de priorizar o que alimenta a alma, só mais um dos meus males. Rolei no sofá e deixei o livro de lado um instante pra mexer no celular, mensagem da Dani, uma amiga de São Paulo envidada há horas que eu não tinha visto: “Thaís, tá de férias ainda? Que acha de levar o Raphael pra tomar umas cervejas? Ele tá por aí a trabalho, não conhece ninguém, lembra dele?”. Eu lembrava, lembrava bem, tinha conhecido na casa dela da última vez que fui à cidade, um olhar e um sorriso marcantes demais pra ser esquecido, quase inevitável não observá-lo de longe a noite toda, mas quando finalmente conversamos desviava pra outras direções. Não sei bem o que eu queria esconder, mas achava que poderia ser lido em mim se mantivesse o contato visual por algum tempo. Baixei a foto anexada e fiquei olhando por uns minutos antes de responder, ela disse que passou meu número e ele entraria em contato, não demorou até o celular notificar nova conversa, dei algumas ideias de lugar, mas voltaríamos a nos falar em algumas horas quando ele estivesse livre. Joguei várias opções de roupa em cima da cama, tentei dar um jeito no cabelo, (e na cara), calor demais, antes que eu decidisse a blusa ele ligou: “Por que eu não vou até a tua casa e então decidimos aonde ir?”, coloquei uma música, ele chegaria em pouco tempo e tentei me arrumar o mais rápido possível, tinha acabado de fazer o gatinho no olho quando a mensagem dele avisando que estava no portão vibrou no celular. O mesmo desconcerto da primeira vez eu senti ao vê-lo parado ali diante de mim, sorri, convidei pra entrar, um abraço desajeitado como cumprimento, foi mais...

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Cântaro de Emoções
mar04

Cântaro de Emoções

Minha amiga prostituta sempre me escuta Rebate cada verso Descostura meias verdades e me diz sem piedade; Está raro a honestidade! Reclamo de paixões malogradas Ela fala de relações engessadas Revelo atos de estupidez Sem dar bola me revela amores brutos Diz que pareço um cubano dos anos cinquenta Nem perguntei – fiquei sem saber Um cafetão de bordeis ou um revolucionário ? Recorda dos sapatos que comprei Número 35/36 Passo meses sumido de repente reapareço Conta das minhas e ela das suas Quanta compostura! Há mais honra na prostituta que nas mulheres pudicas Nenhuma vergonha de se saber mulher Paga quem pode procura quem quer mas só fica quem ela quiser Não trato de prostituição mas de uma certa mulher que sabe quem...

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Bakba News: Travesti mata cobra e mostra o pau.

Era para ser apenas mais uma noite de trabalho, sexo e essência de mictório. Vestindo uma minissaia, top coladinho e uma minibolsanda Luis Vuitton, a  jovem profissional do sexo, Tabittha Pink, 22, foi atacada por uma sucuri que saia de um esgoto localizado do outro lado da rua onde estava, no Centro da cidade. Apavorada e com medo, Tabittha se armou com um pedaço de pau encostado na parede de uma padaria e acertou a cobra até matá-la. Abalada, o travesti foi para casa e foi substituído por seu padrinho, Jonas Cordeiro, 67, conhecido nas ruas como Jessica Yashmin Rabbit. É muito perigoso aqui as ruas da cidade o risco que os profissionais da noite passam, eles sofrem preconceitos e violências se não é por marginal é por animal. Jéssica ficou conhecida a partir de sua participação de uma suruba interracial  numa mansão do Tarumã em 86, conhecida pelos travestis na época como: Recanto do Alargamento Anal. Antes de ser levada, Tabittha mostrou para seu pai, a arma com qual matou a cobra, e antes da reportagem ser finalizada Jonas não mostrou o ingrediente usado para a equipe do Bakba...

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O Estagiário
abr03

O Estagiário

Por Babi Cereja Todos os dias cada um de nós precisa estar em uma rotina de trabalho, saímos de casa e logo chegamos no ambiente que passaremos a maioria das horas do dia resolvendo pepinos e trabalhando sem parar. Com isso em nossa função o contato com vários tipos pessoas é inevitável. E hoje gostaria de partilhar uma história muito envolvente que aconteceu no meu local de trabalho. Sempre que chego no escritório tenho um monte de papéis para despachar e ler, e um certo dia cheguei em minha sala, olhei aqueles papeis e decidi que precisaria de ajuda para acabar com todos aqueles processos. No mesmo dia mandei um e-mail para o meu chefe pedindo para que me mandassem um estagiário ou outro advogado para me ajudar. Na manhã seguinte chego atrasada no escritório e quando adentro minha sala me deparo com um “ser” de uma estatura com mais ou menos 1,8 de altura, moreno de olhos acastanhados, cabelos bem cortados ,de paletó e gravata, onde os melhores qualidades do rapaz poderiam ser vistas. Entrei na sala ele logo se levantou e se apresentou como o estagiário que a empresa tinha contratado e logo me coloquei no papel de superior a ele e mostrei o serviço. Passamos muitas horas juntos naquele escritório, mas sempre cada um em sua posição. Até que um dia meu chefe pediu para que os processos fossem agilizados pois haveria uma fiscalização na outra semana e que deveríamos ficar durante a noite. Prontamente o estagiário se propôs a estender o horário que fosse para agilizar o serviço. Ele não era de falar muito, mas sempre o via olhando por cima do óculos para o meu corpo, sentia muitas vezes aqueles olhares, sentia o olhando para o meu pescoço e descendo o olhar em direção ao meu colo. Sempre percebia, mas nunca o repreendia pois gostava daqueles jogos de olhares, até por que eu também me perdia em olhar os detalhes nele, imaginando cada pedaço daquele corpo moreno e sem dúvida muitas vezes imaginando aquele corpo sobre o meu. As noites que chegava em casa não conseguia parar de pensar em Arthur ( Ah! O nome dele era Arthur, esqueci de apresentá-lo), não me controlava e sempre o homenageava antes de dormir. Até que uma das noites que estávamos no escritório, fui com má intenção, passei a mão sobre o seu ombro enquanto ele estava concentrado lendo um dos processos, coloquei uma lingerie preta que destacava minha pele branca e macia, por baixo de um vestido liso e comportado, mas que escondia uma mulher enlouquecida de prazer. Ele ficou assustado com a mão no ombro...

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