mens-tru-ação
fev15

mens-tru-ação

eu tô morrendo de overdose de sentimento parece que tô menstruado de afeto e não tem OB que dê jeito e o Milton cantando na esquina da minha melancolia falando em pensamento da cor do vestido dela que já não quer mais morar comigo eu que tava gravido de sonho acordo sem ter dormido rumo ao castigo de só chorar no abrigo do...

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classe média de média idade.
fev14

classe média de média idade.

todo aniversario é também uma morte o abandono de um tempo onde as costas pesam mais que mochila esvaziada de apego lançada a sorte os cortes na pele deixam de ser igarapés e desaguam em rios amazônicos alagando as rugas as horas vagarosamente acomodam o corpo e os risos de tão sinceros veem e vão em velocidade supersônica dão contorno a graça repetida e repelida que dá forma a máscara social ... sabe: aquele sorriso "amarelo tanga de velho" - do tipo suporte de pochete. enruga o novo o mar do sudeste já não esfria o pudor o rubor calcificado na face maquiada tem cachoeira de produndidade adequada com pedras que dizem mais que drumond o povo pinta a calçada em lata de cola cor de neon a estoria era de tempo mas falar de idade em vespera de assoprar velas pro calendário? permuto o bolso pelo recado que pode vim em fígado ou rins troco a bicileta pelos patins em direção a Rússia pra ver se o frio trata a figura caracterizada e reproduzida desse sorriso de lado de lado parcial tem juízo de valor e acordo silencioso moral olho pro sorriso feito verruga dentro de iris de cor menstrual alface nos dentes da frente de mais um amor matinal o aniversário romano veste saia mundana em tempos de desconstrução de padrões, pinta as unhas pra afugentar os aldeões que soltam rojões pra avisar a montanha que Maomé cobra passagem as velas acendem-se antes dos parabéns e escrevo pra parar de soprar é quente o tempo do maturar e não adianta tentar esfriar com cerveja se o que a carne pede é mais planta nas margens faz mais uma tatuagem pra cravar modernidade a classe média de média idade tá bolada de...

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poema na boca.
fev12

poema na boca.

  clitóris é a palavra mais poética que conheço infelizmente pouca gente gosta de poesia.

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física tântrica.

de partida pro infinito diante das confirmações de Einstein quero me desfazer de coisas passageiras que me acompanham tenho uma vistosa prateleira com livros sem páginas uma cama frondosa onde só se sonha de pé muitos eletrodomésticos que dispensam energia e evoluíram para selvageria cadeiras que aprenderam a andar e formaram a companhia individual de teatro sentado. um kimono antigo onde mora o espírito do monge que reinventou o jiu-jitsu e rege a segurança da casa uma gata preta que voa e traduz livros queimados um bode latino que cobre toda e qualquer imagem feminina real ou pintada. e um jogo de dominó cantado pelo polegar....

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Conheça o Keloide no DaVárzea das Artes
jan06

Conheça o Keloide no DaVárzea das Artes

  Keloide vem do nome biológico Queloide, uma cicatriz protuberante avermelhada e que geralmente incomoda por ser esteticamente indesejável. O evento de estreia será hoje, a partir das 21h no espaço cultural DaVárzea das Artes, no Parque Dez, em Manaus. O nome Keloide dá vez a um projeto que surge com a ideia de problematizar, trazendo na bandeira o diferencial de oferecer mais conteúdo cobrando menos. Daí surgiu o conceito do Coletivo Keloidal formado por Rômulo Paixão, Amanda Zuany e Matheus Mady. De acordo com Rômulo, incluir minorias é uma das propostas "É uma desconstrução! Uma analogia com a resistência às opressões e ao que é colocado como feio e indesejável diante de uma cidade que ainda encontramos um muro conservador de festas branco-normativas", explicou o organizador que também garante uma nova pegada urbana modernizada.   O som da festa seguirá das vertentes da música eletrônica, onde podemos encontrar o estilo conhecido como techno industrial que prima pela utilização de ruídos, sons inesperados e estruturas antimelódicas (uso de fontes não-musicais, como sintetizadores e guitarras distorcidas, timbres metálicos, ruídos plásticos, sons de sucatas entre outros sons tirados de instrumentos "não-convencionais"). Junto com ele também entram o Dharma o som noise/synth de Moga. Continue lendo para saber mais sobre a programação.  A ligação cultural com essa atividade é exclusivamente underground e vanguardista, sendo valorizados elementos da arte moderna como abstracionismo, dadaísmo e surrealismo, além de uma mentalidade contracultural.   O que rolar na pista ficará por conta de Dj sets e além disso também haverá a divulgação de trabalhos autorais de artistas locais como o projeto ARAM que é um duo eletrônico experimental. Ainda na trilha sonora tem o minimal techno Funkadona, ainda no comando do som MADY , também na pegada industrial/techno TVYRUS performances de MAWÚ E UÝRA SODOMA, um trabalho audiovisual de Ellen Alencar que foi produzido especialmente para o evento, exposições do artista Francisco Ricardo e um Live Painting que em tradução livre significa Pintando ao vivo, pela artista Nadja Kristhina do Coletivo Golden Girls de Manaus.      " É muito importante também o espaço das mulheres no nosso evento, desde a responsável do espaço, até segurança, dj's, artistas... é um espaço sem preconceitos, homofobia, racismo, machismo, etc". (Rômulo Paixão, um dos fundadores do Coletivo Keloidal). O projeto Coletivo Keloidal, sendo novo, despretensioso nesse diferencial de desconstrução iniciou bem tímido. Porém para surpresa de Rômulo, ao apresentarem a proposta ganhou o apoio de alguns artistas que se identificaram com a ideia. Este primeiro momento, a dedicação está focada no ativismo do coletivo Keloide, futuramente não descarta a possibilidade de novos eventos ligados ao mesmo. Esperamos que o público, que já tem se portado...

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Curitiba
out21

Curitiba

 Ruas, praças  e amores Pelas calçadas muitas cores Um bom caminho para todos Passa o cachorro, o neném. A mamãe, o trem. A ciclista colorida pedala distraída Escolha uma praça Curta sua graça O presente é agora Nos dias nublados Chore sem ser incomodado Suba sete degraus na Santos Andrade Sente e deixe as lágrimas rolarem. Aquela escadaria sabe da vida Escutou muitos segredos Acolheu e debulhou Aquilo que restou De um amor que acabou Talvez já estivesse  lá O  tempo prensado nos degraus Na solidão dos caminhos Chorei minhas lutas Confessei meus fracassos Chorava por mim Pelos mendigos da praça E toda sorte de graça Estava bem fundo Longe na minha viagem De súbito escutei; Mariana tu não me ama? Clarice meu amor é assim! Por que não disse antes? Porque antes já passou! Agora quem ti ama Me deixou. Mas Clarice... Não me virei para olhar Era tudo tão íntimo Chorei tanto Quase perdi a hora Resolvi olhar para trás A garota descia as escadas O cabelo chanel  revelava A nuca de um rosto que jamais vi Ficou comigo A única peça, daquele Quebra-cabeça. Enxuguei as lágrimas. Como sempre ninguém viu Desci as escadas Atravessei a praça Continuo on the...

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