Conheça o Keloide no DaVárzea das Artes
jan06

Conheça o Keloide no DaVárzea das Artes

  Keloide vem do nome biológico Queloide, uma cicatriz protuberante avermelhada e que geralmente incomoda por ser esteticamente indesejável. O evento de estreia será hoje, a partir das 21h no espaço cultural DaVárzea das Artes, no Parque Dez, em Manaus. O nome Keloide dá vez a um projeto que surge com a ideia de problematizar, trazendo na bandeira o diferencial de oferecer mais conteúdo cobrando menos. Daí surgiu o conceito do Coletivo Keloidal formado por Rômulo Paixão, Amanda Zuany e Matheus Mady. De acordo com Rômulo, incluir minorias é uma das propostas "É uma desconstrução! Uma analogia com a resistência às opressões e ao que é colocado como feio e indesejável diante de uma cidade que ainda encontramos um muro conservador de festas branco-normativas", explicou o organizador que também garante uma nova pegada urbana modernizada.   O som da festa seguirá das vertentes da música eletrônica, onde podemos encontrar o estilo conhecido como techno industrial que prima pela utilização de ruídos, sons inesperados e estruturas antimelódicas (uso de fontes não-musicais, como sintetizadores e guitarras distorcidas, timbres metálicos, ruídos plásticos, sons de sucatas entre outros sons tirados de instrumentos "não-convencionais"). Junto com ele também entram o Dharma o som noise/synth de Moga. Continue lendo para saber mais sobre a programação.  A ligação cultural com essa atividade é exclusivamente underground e vanguardista, sendo valorizados elementos da arte moderna como abstracionismo, dadaísmo e surrealismo, além de uma mentalidade contracultural.   O que rolar na pista ficará por conta de Dj sets e além disso também haverá a divulgação de trabalhos autorais de artistas locais como o projeto ARAM que é um duo eletrônico experimental. Ainda na trilha sonora tem o minimal techno Funkadona, ainda no comando do som MADY , também na pegada industrial/techno TVYRUS performances de MAWÚ E UÝRA SODOMA, um trabalho audiovisual de Ellen Alencar que foi produzido especialmente para o evento, exposições do artista Francisco Ricardo e um Live Painting que em tradução livre significa Pintando ao vivo, pela artista Nadja Kristhina do Coletivo Golden Girls de Manaus.      " É muito importante também o espaço das mulheres no nosso evento, desde a responsável do espaço, até segurança, dj's, artistas... é um espaço sem preconceitos, homofobia, racismo, machismo, etc". (Rômulo Paixão, um dos fundadores do Coletivo Keloidal). O projeto Coletivo Keloidal, sendo novo, despretensioso nesse diferencial de desconstrução iniciou bem tímido. Porém para surpresa de Rômulo, ao apresentarem a proposta ganhou o apoio de alguns artistas que se identificaram com a ideia. Este primeiro momento, a dedicação está focada no ativismo do coletivo Keloide, futuramente não descarta a possibilidade de novos eventos ligados ao mesmo. Esperamos que o público, que já tem se portado...

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Travestis e transexuais sofrem preconceito e constrangimentos por usarem o nome de registro
ago29

Travestis e transexuais sofrem preconceito e constrangimentos por usarem o nome de registro

O defensor público titular da Defensoria Especializada na Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Roger Moreira, afirmou que o preconceito e o constrangimento são as principais queixas de travestis e transexuais que mantêm em seus registros civis o nome identificado com o gênero masculino. A afirmação foi feita durante audiência pública que discutiu a alteração do registro civil sem necessidade de cirurgia de mudança de sexo, promovida nesta segunda-feira, 29 de agosto, pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Segundo Roger Moreira, em conversas com integrantes do movimento LGBT, travestis e transexuais relatam enfrentar preconceito e discriminação principalmente quando acessam serviços públicos. Com aparência física do gênero feminino, há com frequência situações constrangedoras quando tratados pelo nome que consta no registro civil. “É importante trazermos essa discussão e mostrar que há uma preocupação da Defensoria Pública em fazer valer o direito à cidadania e ao tratamento digno. Travestis e transexuais têm dificuldades inclusive de denunciar qualquer tipo de preconceito, pois quando chegam nas delegacias são, muitas vezes, tratados  com deboche e desrespeito”, destacou Roger Moreira. Para o defensor público, é preciso assegurar a transexuais e travestis o direito de serem reconhecidos com o gênero com o qual se identificam, sem que necessariamente passem pela complexa cirurgia de mudança de sexo. A Defensoria Pública tem recebido demandas de transexuais e travestir para prestar assistência jurídica em ações para alteração no registro civil. Letícia Monteiro Cabete é uma das assistidas da DPE-AM, que aguarda decisão da Justiça sobre ação de alteração de registro civil. Na certidão de nascimento, ela é registrada como Glauber Monteiro Cabete. A ação, elaborada pelo defensor público Marcelo Pinheiro, argumenta que Letícia não se identifica como do gênero masculino e que ela vem, ao longo da sua trajetória de vida, tentando adaptar o seu corpo físico ao seu psicológico. Letícia já usa o nome social amparada pelo Decreto 8227/2016 e agora quer modificar o nome e o gênero no RG e na certidão de nascimento. Fundamentos judiciais – A audiência pública foi realizada pelo TJAM, por meio da 4ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Manaus, com o objetivo de fundamentar futuras decisões do Justiça Estadual relacionadas ao tema. A iniciativa reuniu pesquisadores, militantes do movimento LGBT, religiosos e representantes do Estado e de operadores do Direito. O juiz titular da 4ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Manaus, Luís Cláudio Cabral Chaves, que convocou a audiência pública, decidiu, recentemente, em uma ação de retificação de registro civil, que um transexual pudesse mudar o primeiro nome e a identificação de gênero em sua Certidão de Nascimento podendo, assim, retificar seus documentos. O beneficiado pela...

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Bumbá Mania: As sextas no ritmo do boi
maio20

Bumbá Mania: As sextas no ritmo do boi

Um passeio de triciclo pela Avenida Amazonas, o tacacá perto da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, o pôr do sol na Praça do Comunas... Tudo isso é a cara de Parintins e o Bumbá Mania vem para matar a saudade e já entrar no clima do Festival Folclórico. A festa será nesta sexta-feira (20), a partir das 21 horas na quadra da Mocidade Independente de Aparecida (localizado na Rua. Ramos Ferreira, 180 – Aparecida).  De acordo com o idealizador do projeto, Helen Veras Filho, o objetivo é trazer para o evento um pedacinho da Ilha Tupinabarana. “Quem já foi no Chapão? A pessoa vai se sentir em Parintins, com direito à recepção calorosa do Pai Francisco e Mãe Catirina! Uma verdadeira homenagem aos pontos turísticos no município. Um brinde ao Canta Galo, à Ilha Verde, o Comunas...”, adianta o compositor. Para ele, o Bumbá Mania tem a missão de resgatar a cultura popular, resgatar toadas antológicas e, ao mesmo tempo, abrir espaço para bandas e cantores do gênero musical. “Reunimos grandes nomes da cena local com o objetivo de fortalecer o movimento bovino na capital amazonense, mantendo sua raiz e tradição”, destaca Veras. Entre os artistas confirmados, estão: Arlindo Junior, Leonardo Castelo, Edilson Santana, Canto da Mata, Márcia Siqueira, Renato Freitas, P.A. Chaves, Prince do Boi, Carlinhos do Boi, Klinger Araújo, Carlos Batata, Fabiano Neves, Fabio Casagrande, Cláudio Tribal, Mara Lima, Paulinho Viana, Ricardo Lyra, Vanessa Alfaia, Kamayura, Robson Junior, Ianayra e Felipe Junior. Os movimentos em Manaus (Movimento Marujada e Amigos do Garantido) terão seu espaço reservado na festa, assim como os grupos de dança dos dois bois e coordenadores de galeras. “Queremos valorizar o artista e a todos que se dedicam ao ritmo de boi bumbá. Compositores tanto do boi azul quanto do vermelho estão convidados e as portas estarão sempre abertas”, garante Hellen Veras. A temporada ‘Bumbá Mania’ está confirmada para todas as sextas-feiras, até o fim de julho deste ano. Concursos e Comidinhas Nesta sexta-feira, serão abertas as inscrições para dois concursos que prometem agitar a cena bovina manauara: Garota e ‘Gayrota’ Bumbá Mania. Segundo a organização, as eliminatórias devem acontecer nas próximas edições da festa. Em julho, dois novos concursos entram em cena: Tribos coreografadas e o Festival de Toadas. E se o objetivo é trazer um ‘pedacinho’ de Parintins para a Quadra Soberana, não vai faltar tacacá nem bolinho de piracuí de pirarucu e bodó. “O evento é para toda família e esse resgate gastronômico faz parte do que pensamos para o Bumbá Mania. Que os jovens possam conhecer as rodas de toadas enquanto saboreiam as iguarias”, acrescenta um dos coordenadores gerais,...

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2 ª Mostra de Direitos Humanos de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais
maio12

2 ª Mostra de Direitos Humanos de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais

Tendo como tema: "Cultura de enfrentamento, construindo direitos e reafirmando identidades". A Mostra de Direitos Humanos LGBT terá sua abertura nessa segunda(16) as 19h, no Centro de Convivência do Idoso do bairro Aparecida. A característica da mostra é trazer obras artísticas que trabalhem o cotidiano da pessoa LGBT para o centro do evento, ao mesmo tempo que estimula os artistas locais a serem artistas-ativistas da causa, e a criarem suas obras com a temática LGBT, chamar também os próprios protagonistas da mostra o público LGBT, para discutir e refletir com as obras e suas temáticas. A Mostra de Direitos humanos LGBT, nasceu no ano de 2015, dentro das dependências da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA-ESAT), por meio de militantes e acadêmicos do movimento LGBT do Amazonas dentro da universidade. O evento pretende abordar as vivencias e cotidianos LGBT por meio da Mostra cenica, Mostra de Filmes, Mostra Fotográfica, Mostra acadêmica (com apresentação de trabalhos de pesquisas, TCCs, dissertações de mestrado e doutorado), oficinas, debates e rodas de conversas. Nessa edição a  Mostra DH LGBT vem mais ousada e pretender sair dos muros da universidade, atingindo o Instituto Federal do Amazonas da Zona Leste (IFAM-ZL), bem como os coletivos culturais Akasha e ateliê 23. A Mostra Acontecerá de 16 a 21 de Maio em 5 unidades da UEA da Capital e uma no município de Presidente Figueiredo. A mesma tem como características informa, refletir, problematizar, propor intercâmbios entre artista e publico LGBT, bem como valorizar as obras artísticas locais que abordam a temática,  fortalecer e fomentar à diversidade humana, reconhecendo as diferentes formas de orientação sexual e suas expressões, garantir à dignidade do ser humano, dialogando com as autoridades apresentando demandas, reivindicando implementação de políticas públicas de atendimento à população LGBT....

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Parada do Orgulho LGBT arrecada mais de uma tonelada de alimentos
out06

Parada do Orgulho LGBT arrecada mais de uma tonelada de alimentos

No Amazonas mais de 11 mil pessoas vivem com HIV, sendo que nove mil moram em Manaus. A capital é a 2ª no ranking de dados epidemiológicos, só perde para Porto Alegre (RS) e está em 1º lugar em taxa de óbitos. Essa estatística pode melhor com a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas. Nesta segunda-feira, 05 de outubro, membros da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e a Associação da Parada do Orgulho LGBT (APOLGBT), entregaram  1,1 tonelada de alimentos não perecíveis, ao Fórum Amazonas de Organizações da Sociedade Civil/Aids, que foram arrecadados na XV Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, ocorrida no dia 26 de setembro no Sambódromo de Manaus. Para a coordenadora do Fórum, Valcilene Santos, a doação chega em boa hora, já que várias pessoas que vivem e convivem com a doença passam necessidades, por vários fatores, mas, principalmente, devido à falta de uma colocação no mercado de trabalho, que os impedem de sustentar financeiramente a família. “Essa parceria entre a sociedade civil e o Governo do Estado com a ajuda do público da Parada, vai ajudar várias pessoas que foram diagnosticadas com o vírus e que precisam de uma alimentação saudável para aguentar o tratamento mas que não tem condições de comprar, sequer, alimentos”, explica. A titular da Sejusc, Graça Prola, disse que a alimentação é parte fundamental para o sucesso do tratamento, além do apoio familiar e psicológico. “Brevemente vamos apoiar ou mesmo realizar outros eventos que além de informar as minorias e a população em geral sobre o HIV/Aids, vamos buscar o apoio da sociedade e de vários outros órgãos em relação as pessoas que vivem e convivem com o...

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Mostra de Direitos Humanos LGBT da UEA
out02

Mostra de Direitos Humanos LGBT da UEA

No dia 10 e 11 de outubro, acontecerá a 1ª Mostra de Direitos Humanos LGBT, evento coordenado pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (DCE- UEA), trazendo uma proposta Sócio-político-cultural, com apresentação de espetáculos de artes cênicas, e debate após cada sessão. O evento acontecerá na Escola Superior de Artes e Turismo, na avenida Leonardo Malcher, nº 1728, Praça 14 de janeiro, Zona Sul. Após o reconhecimento do nome social de travestis e transexuais na instituição no dia 11 de dezembro de 2014, pelo conselho universitário, proposta submetida pelo diretório. Hoje as pessoas trans são protagonistas mais uma vez dentro da universidade, com a realização da ª edição da mostra de direitos humanos LGBT.  Trazendo a temática trans com apresentação de duas obras, no sábado(10) as 20h, será encenado o espetáculo “As Trons” de Antônio Soares, e no domingo (11) as 19h, “TransGrite!” de Fran Martins com direção de Kevin Alves. “As Trons” O texto original mostra o final da guerra de Troia sob o olhar das mulheres troianas que foram aprisionadas para serem escravas, expondo assim o que acontece com elas e seus desejos de vingança e sobrevivência. Nesta adaptação foi feito um paralelo com uma guerra que se passa em 2025. o espetáculo mostra trechos do que acontece nessa guerra entre a sociedade extremamente conservadora e preconceituosa que acredita que o homem foi feito para procriar, e as pessoas que são opostas a isso, relacionando assim a situação dos transexuais que estão sendo oprimidos permanente a sociedade. “TransGrite!” é o resultado de um processo de criação em performance, dentro da residência jovens criadores no Amazonas, contemplado com o prêmio FUNARTE Klauss Vianna de dança 2013. A performance tem como foque principal a investigação dentro da experiência de vida do autor frente ao transtorno de identidade de gênero, até a afirmação do gênero. O trabalho vagueia por diferentes dinâmicas comunicacionais, a fim de atender as reflexões dentro dos padrões heteronormativos impostos pela sociedade machista e sexista, para assim realizar uma relação interativa com o corpo e o movimento. "Aos doze anos ao ser perguntada sobre os seus sentimentos, a menina foi clara: “Perguntaram-me se me sinto com uma mulher agora. Mas a verdade é que sempre me senti como uma. Eu simplesmente vim no corpo errado”, disse." Logo ao término das obras será realizado um bate-papo, sobre os processos de criação de cada trabalho, conforme a temática LGBT. Com convidados profissionais (filósofos, psicólogos, antropólogos, ativistas LGBT e artistas cênicos) a se pronunciar sobre o assunto e o espetáculo, instigando o público a um bom...

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