MACONHA: O que você tem curiosidade de saber mas nunca teve coragem de perguntar
abr20

MACONHA: O que você tem curiosidade de saber mas nunca teve coragem de perguntar

Quem tem seda? On Jack Tall Back? Negativo. Em homenagem ao 20/4, aí vai um questionário de perguntas frequentes que os usuários da erva sempre precisam responder (nem sempre com tanta franqueza). Longe de mim fazer algum tipo de apologia ao uso, mas de fato, é que 20 de Abril de 2018, esse assunto precisa ser melhor difundido e quem sabe debatido nas rodas de conversas por aí! Porque consumir maconha? Acredito que esta seja a pergunta mais subjetiva do questionário, ela abre a série de perguntas justamente para evitar a polêmica que foi tão massificada de que a erva era a porta de entrada para outras drogas. Quando na verdade deveria ser uma escolha voluntária como beber refrigerante ou comer carne vermelha. O uso medicinal ou recreativo ainda divergem nas opções de consumo, é por isso que o Estado não deveria interferir nisso. O estimado livre-arbítrio deveria ser fator principal de decisão. Meu corpo, minhas regras. A opção de fumar se tornou mais popular, fazendo com que pessoas que odeiam cigarros, charutos ou tabaco em geral, abrir mão e fazer o uso assim mesmo. Qual o principal efeito?   Maconha é o nome popular de uma planta chamada Cannabis, dentro de tantas variações algumas delas possuem ações diferentes no corpo. Além do formato, ‘Sativa’ ou ‘Indica’ cada uma tem uma concentração especial, por exemplo: a sativa otimiza do humor e desperta uma vontade de encarar a vida com mais tranquilidade. Expressão de sentimentos e até potencializa alguns. Como num dia triste, em que pode sim dar uma experiência mais reflexiva. Já a Indica tem o poder mais relaxativo, (In couch / no sofá), praticamente um presente pro corpo após uma longa jornada de trabalho e até meio analgésico. Quanto tempo fica no corpo? Consumir o THC (TetraHidro Canabinol - principio ativo que dá o barato) pode variar para chegar ou ir embora. Seguindo os padrões tradicionais como fumar um baseado, o efeito dura em média duas horas, tem gente que consegue sentir até 8 horas depois do consumo. Se for fazer um exame toxicológico pode ficar alguns dias. Em caso de ingestão na comida, pode ser até mais rápido.  Capsulas, chás, óleos, foram desenvolvidos para uso medicinal em tratamento de doenças como mal de Parkinson, Alzheimer, anorexia, glaucoma e outras que comprometem o sistema psicomotor no corpo.  Qual o risco de dependência? Moderado. A predisposição em dependência química pode incentivar o cidadão a querer consumir muito, mas geralmente, a dependência é física. Você gosta, você usa. Conheço pessoas que por opção abriram mão por meses e até anos sem nenhum dano físico. A máxima que dizem “paro quando quiser”...

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Bloco na Rua – Ocupações Artísticas
mar31

Bloco na Rua – Ocupações Artísticas

Bloco na Rua #2018 • ocupações artísticas | 31 SAB | 16h20 a 00h | Rua José Clemente, Centro. LIVRE ACESSO 16h20 | Maracatu Pedra Encantada 17h as 18h | Gramophone 18h as 18h20 | DJ Set Madruga Musicas do Mundo | Fabio Madruga Madruga 18h20 as 19h20 | O tronxo 19h20 as 19h40 | DJ Set Madruga Musicas do Mundo | Video-doc Fanzines 19h40 as 20h40 | Pororoca Atômica 20h40 as 21h | DJ Set Madruga Musicas do Mundo | Literatura Marginal 21h | Jam rock (RR) 22h as 22h20| DJ Set Madruga Musicas do Mundo | Performance 22h20 | Casa de Caba Cenário de Palco: Diego Batista Gama e Keila Serruya Video Instalação | Palco | gif DEUS EM PROCESSO Fotos exposição | Palco | fotos MIL MORTOS | Matheus Belem | Farias Video Mapping| paredão | Marcelo Rosa Lambe-lambe | paredão | Damaiia Performance: Uýra Sodoma (Emerson Munduruku) Apresentação : Maria Moraes e Emerson Munduruku Literatura Marginal | Palco | Rojefferson Moraes Exibição Video-doc Fanzines | Jefferson Pinho Espaço Gastronômico | Espaço Infantil | Rua | Realizaçãode : Casa de Caba, Chá de Papoulas e PIRÃO AM. Evento realizado com Apoio da Secretaria Cultura do Amazonas e Viva...

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Só mais um dia de carnaval
mar07

Só mais um dia de carnaval

Foi tudo tão terrivelmente familiar. Eu não esperava tanto dessa vez, só que uma porta fosse aberta nesse ciclo vicioso de onde eu não consigo escapar. Pelo menos o choro não é o mesmo. Ainda me encontro tão bem nas letras de Joy Division, tão confortável quanto uma camisa velha de dormir. A bebida é outra, mas o gosto é igual na minha boca, o cheiro da fumaça de cigarro dessa vez entra pela janela, mas me faz sentir em casa. Quase um caso de síndrome de stocolmo com esses sentimentos baixos. As chances de viver qualquer coisa com pureza estão chegando perto do prazo de validade, que só agora eu me dei conta ter. Tô aos tapas comigo mesma tentando uma chance de viver o agora. Sem ficar na expectativa do que poderia ser, soltar da mão que fica me puxando pro passado, estar com cada parte do meu corpo no mesmo lugar. Cansa isso de se guardar, se controlar, eu detesto números, que dirá contar sentimentos. Tô transbordando de tanto esperar pela hora certa de me derramar, me escondendo atrás do receio de mais uma vez fazer a aposta mais alta da mesa e perder tudo, me perder toda. Que castigo terrível é prender um animal selvagem. Um coração selvagem. Depois de mais essa garrafa eu vou dar um tempo, não sei como faz pra anestesiar uma pessoa com tanta alma, não sei como essa alma se alimenta com tão pouco das amostras servidas em bandejas. Só me deixa ser o amor que eu posso ser de melhor. Me deixa tentar, eu não cobro nada não. Mas também não pega se for só pra estragar. Eu sempre chamo a apatia quando sinto dor, aí eu quero nem que seja a dor de volta quando tudo que eu sinto é nada. A felicidade se torna possível até nos domingos, se eu começo as manhãs só deitada contigo na cama por algumas horas. E é assustador se sentir assim tão bem, de um jeito tão simples, mas num lugar tão difícil de chegar. Às vezes eu sorrio bem boba olhando alguma foto tua, sintoma grave de afeto, uma febre tão boa. Fica um pouquinho aqui comigo, vamos ser tão bonitos juntos daquele jeito que revira estômagos alheios. Poderiam durar dois dias as noites que andamos bêbados por aí, eu ainda sentiria falta de ti na manhã seguinte ao acordar e não te ver do meu lado. Eu tento te alcançar, você não deixa. Detesto admitir que um pedacinho de mim se entristece sabendo que a tua vida vai seguir bem logo depois disso, enquanto a minha vai parar por...

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classe média de média idade.
fev14

classe média de média idade.

todo aniversario é também uma morte o abandono de um tempo onde as costas pesam mais que mochila esvaziada de apego lançada a sorte os cortes na pele deixam de ser igarapés e desaguam em rios amazônicos alagando as rugas as horas vagarosamente acomodam o corpo e os risos de tão sinceros veem e vão em velocidade supersônica dão contorno a graça repetida e repelida que dá forma a máscara social ... sabe: aquele sorriso "amarelo tanga de velho" - do tipo suporte de pochete. enruga o novo o mar do sudeste já não esfria o pudor o rubor calcificado na face maquiada tem cachoeira de produndidade adequada com pedras que dizem mais que drumond o povo pinta a calçada em lata de cola cor de neon a estoria era de tempo mas falar de idade em vespera de assoprar velas pro calendário? permuto o bolso pelo recado que pode vim em fígado ou rins troco a bicileta pelos patins em direção a Rússia pra ver se o frio trata a figura caracterizada e reproduzida desse sorriso de lado de lado parcial tem juízo de valor e acordo silencioso moral olho pro sorriso feito verruga dentro de iris de cor menstrual alface nos dentes da frente de mais um amor matinal o aniversário romano veste saia mundana em tempos de desconstrução de padrões, pinta as unhas pra afugentar os aldeões que soltam rojões pra avisar a montanha que Maomé cobra passagem as velas acendem-se antes dos parabéns e escrevo pra parar de soprar é quente o tempo do maturar e não adianta tentar esfriar com cerveja se o que a carne pede é mais planta nas margens faz mais uma tatuagem pra cravar modernidade a classe média de média idade tá bolada de...

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Dans le pont de suicide – La vie
fev14

Dans le pont de suicide – La vie

Quando Lilouche retornou, trouxe uma mochila repleta de pacotes contendo doces e salgados. Também tinha na mochila dois pares de meia, duas camisas e uma pequena toalha de rosto enrolada numa escova de dente, mais um sabonete com cheiro de lavanda. Nos braços uma jaqueta junto com um cachecol. Ainda com o olhar que pendia ora para o chão ora para o nada, Tarik pegou tudo e agradeceu com um curto "Merci". Voltou pelo mesmo caminho que viera minutos antes e seguiu direto para o Parc des Buttes Chaumont. Naquela noite ele tinha para onde ir. Um pouco de comida. Roupas novas e cheirosas. Além de algum fio de esperança no futuro. Entrou no parque feito uma sombra atravessando pelo meio da vegetação. Enfiou-se dentro de um arbusto e mais uma vez deixou escapar um choro incontido, repleto de memórias que ninguém poderá apagar. Adormeceu enrolado no cachecol que ganhou de Lilouche. Foi o primeiro ato espontâneo de humanidade que Tarik Latiff sentiu em meses. Acordou esfregando o rosto naquela lã macia que envolvia seu pescoço. Abriu a mochila e conferiu o que tinha para comer. Em uma embalagem estava estampado uma imagem com crianças sorrindo. Tarik lembrou da última vez que viu os irmãos na Croácia. Ele não podia controlar essas memórias, nem mesmo a tristeza. Era um buraco muito grande na sua existência. Contudo, abriu o pacote e começou a comer. Lambia os dedos depois de cada doce. O sol da manhã alcançava o seu ponto mais alto naquele dia enquanto Tarik não tinha sequer saído de dentro daquele arbusto. Parecia estar curtindo o lugar como um quarto de hotel. Porém, bem no fundo, aquele rapaz solitário tinha esperança de reencontrar Lilouche. Esperou o sol pender a 60 graus no horizonte para finalmente sair da toca feito um animal.   A primeira vista que teve ao sair do arbusto foi um pequeno grupo de jovens em idade escolar que fumavam maconha. Todos se assustaram com Tarik, e sem alarde, lançaram o baseado no chão e se dispersaram. O rapaz sequer sabia reconhecer o cheiro ou mesmo o aspecto da cannabis. Embora o ato de fumar continue muito comum na Síria. Por desprezo aos costumes que trazia do passado, Tarik pegou aquele cigarro e fumou tudo, até a última ponta. Quando começou a sentir o barato da erva - sorriu. Mas sorriu tanto que gargalhava. Um mix de vertigem somado a amplificação dos diversos sons do parque o fizeram embarcar na sua primeira onda. Talvez por sorte ou destino, a maré de tristeza começava a se recolher para o mar aberto e profundo. Filho de uma clássica família...

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Arrocha Alvorada!
nov23

Arrocha Alvorada!

Fui vender cerveja e batida na frente do Cala Boca e Beija Logo no Sambódromo, uma moça encostou no meu isopor e ficamos batendo papo por um tempo, logo depois ela me convidou pra casa dela que ficava logo alí no Alvorada, não pensei duas vezes, peguei dois litros da batida de maracujá e me taquei no rumo de dentro. Chegando nas biqueiras da Avenida J, nos pegamos no meio da rua e acabamos entrando numa casa em construção que aparentemente estava abandonada, sacos de cola e pontas de cocoroco davam uma decoração especial ao ambiente, subimos para o segundo andar e lá mesmo transamos. Me apaixonei. Aquela menina tinha algo que me fez sentir vontade de ser diferente, senti vontade de fazer um curso no Grupo Sucesso, tomar um rumo na vida, sei lá. Após conversarmos sobre tudo, ela adormeceu em meus braços e eu percebi que seria feliz se aquela noite nunca acabasse. Lá pelas 5:30 ela acordou do meu lado e me pediu desculpas, falou o que ocorreu naquela noite, ela brigou com o namorado, flagrou ele ficando com outra garota voltando do banheiro, decidiu dar o troco da pior forma, aleatoriamente eu fui escolhido para fazer parte dessa história. Acendi meu último Euro e ficamos sentados na ponta da laje, nesse momento, nunca na minha vida tudo ficou tão sincronizado: o coração apertando, meu cigarro queimando, o sol nascendo no horizonte e o namorado dela dobrando a esquina com outros 6 amigos. Ela gritou "corre!", sorri e dei meu último trago. O Alvorada é um bairro perigoso, e isso nada tem a ver com os galerosos de abadá tentando te furar com espeto de churrasco e vigas de obras abandonadas, o perigo está nas mulheres que machucam seu coração. Carlos Castilho, vendedor ambulante, morto no bairro Alvorada após uma briga de galera, segundo o Portal do...

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