Vida e vacilos da deusa dos pequenos prazeres
jan02

Vida e vacilos da deusa dos pequenos prazeres

Eu tinha 17, usava camisetas largas, já andava nas beiradas instigada pela brasa em mim e naquele ano, entraram apenas quatro alunos novos na classe, minha atenção era constantemente atraída pro garoto de cabelos pretos, do fundo da classe assim como eu. Ele tinha pulseiras de couro grossas, pouco falava e sempre chegava e saía da escola com fones de ouvido. Certa vez cruzei com ele na loja de discos, fumamos um cigarro falando sobre música e duas semanas depois nos beijamos na cozinha durante a festa de aniversário de uma colega. Descobri sensações causadas pelos toques nos lugares certos e numa tarde sozinhos na casa dele, os filmes pornôs que eu tinha visto escondido desde criança, me diziam no que aquilo ia dar se mais peças de roupas fossem tiradas. Já não era muito de romance, achei que tava na hora, tirei a calcinha e o puxei pra cima de mim. Tava tocando metal na minha primeira vez e em outras 3 mais, antes que ele preferisse dividir os cigarros com a roqueira de peitos maiores da outra turma. “Eu gosto de você –ele disse uma vez- É só que... eu prefiro ficar com garotas mais experientes, entende? Que saibam o que fazer na cama. A gente pode continuar amigos, se você quiser.” Alguns anos se passaram os experimentos foram além do meu próprio corpo, tempos em que aquelas palavras ecoaram na minha cabeça, a brasa em mim virou fogo e eu fui ficando fascinada em o ver queimando. Eu só precisava de tempo, e um tanto mais de autoconfiança que só foi aparecer ali pelos 20, alguns amantes e um vibrador que comprei na minha primeira ida a um sex shop.  Ninguém me provocava orgasmos melhor do que eu mesma com aquele brinquedo, mas o que eu gostava mesmo era de provocar prazer, dos gemidos, de tirar o ar e depois fumar um cigarro com a tranquilidade de um predador que acabou de se fartar. Teve o cara que adorava uma boa chupada, ele vinha com tanta sede pra cima de mim que eu só conseguia pensar que aquele pau mal era tocado pela garota dele, parecia um disco furado me perguntando se eu tinha gozado dessa vez, mas não fazia nada pra me agradar. E eu via aquela coleira invisível no pescoço dele, não tinha qualquer tesão por homem domado e já tinha provado tudo que sairia dali, “Quem sabe na próxima.” falei antes de vê-lo sair correndo pela última vez, mais ou menos um mês depois meu celular tocou 29 vezes, fiquei chateada comigo mesma por ter desperdiçado uma calcinha linda de renda, que ele...

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O rei e o bobo
maio30

O rei e o bobo

Rei Narciso era conhecido por sua benevolência. Tinha assumido o trono cedo porque seu pai foi acometido de uma grave doença na qual não resistiu. Cresceu como rei e homem diante dos olhos curiosos e com o auxílio dos conselheiros tonou-se um excelente líder. Foi-lhe arranjado um casamento com uma bela princesa, unindo reinos e selando a paz, visto que antes já haviam batalhado por território. Ao repousar os olhos sobre ela pela primeira vez teve certeza da sorte que havia tido, não apenas seria uma jogada política, mas a mais bela figura que ele poderia ter ao seu lado. A paixão foi fulminante, apressando o casamento. Não queria mais ficar longe dos seus olhos. Seu reino prosperava, lhe auxiliando a justa rainha sempre intercedendo por aqueles que a ela chegavam. Tudo parecia em ordem, mas algo incomodava o rei em seu íntimo: a ausência de herdeiros. Apesar de suas insistentes tentativas sua senhora parecia incapaz de trazer-lhe tal alegria e, com isso, a cada dia seu coração endurecia. Seus súditos que tanto o amavam passaram a lhe temer, ao ponto de ouvir as trombetas que anunciavam a sua chegada e recolher-se em suas casas, com receio de qual seria a atitude descabida que suas mãos realizariam daquela vez. Costumava jogar na masmorra àqueles que ousavam não abaixar a cabeça ante a sua presença. Sua aparência, antes jovial, já não era a mesma, seu cenho estava sempre franzido, revelando a amargura que trazia junto ao peito, os cabelos brancos lhe cobriam a cabeça. Enquanto sua esposa permanecia reluzente, não se deixando abalar por toda a loucura que tomara conta do seu rei, que também passou a beber excessivamente e cultivar em harém de meretrizes, entre elas, sua favorita, Madalena. E somente então a sua desgraça chegou à rainha. Antes conhecida como justa passou a se esconder no castelo. Já não saia do seu quarto, entrando numa profunda depressão. Não suportando as constantes crueldades do seu marido, encontrou conforto nos braços da morte, sua antiga conhecida, a rainha da coroa de espinhos, que várias vezes tirou a vida de dentro do seu ventre, fazendo com que ela perdesse de forma cruel todas suas tão desejadas gravidezes. Foram três antes que desistisse da vida, de Narciso, de tudo. Narciso encontrou o corpo de sua mulher morta, lívida, fria, com olhos vidrados. Sentiu tanta dor ao ponto de cair de joelhos. Como uma criança, deitou ao seu lado vertendo lágrimas nunca antes vistas e implorando que deus devolvesse seu amor, o que não ocorreu. O silêncio do castelo era quebrado pelos seus berros de horror, seus pedidos de desculpas que sua esposa...

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Zine, Música, Pintura, Artesanato (e muito mais) dentro da natureza
jan08

Zine, Música, Pintura, Artesanato (e muito mais) dentro da natureza

Para os amantes de arte e música, hoje (08) vai ter a I Mostra de Arte Amazonense do Tarumã, com os lançamentos do livro O Barulho do Mormaço, da Priscila Lira e álbum Black River do Dj Diego Mazzitelli, além de exposições de artistas visuais locais, vendendo suas obras, sarau literário e estrutura de som com Dj's, nesse lugar lindo que é o Abaré SUP and Food.  Também vai ser a primeira vez que uma certa colaboradora da coluna Transamazônica  vai vender a arte dela na praia, melhor dizendo, no rio. Então levem uns trocados que haverá zines com alguns daqueles contos que vocês já sabem, para serem adquiridos. A programação se inicia 20h, com apresentação de Marcelo Nakamura, seguida do lançamento do livro, sarau e dj’s. Então venham ouvir uma boa música enquanto apreciam exposições artísticas, nessa experiência diferenciada no rio Tarumã, que vai madrugada a dentro. Até lá!   O que é: I Mostra de Arte Amazonense do Tarumã Onde: Abaré Sup and Food às 20h Quanto: Entrada 10,00 (Incluso transfer Praia Dourada) Mais informações sobre a programação podem ser encontradas na página do evento no Facebook. Obs: Há cobrança de estacionamento na Praia Dourada independente do evento, por ser administrada por...

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