Flamanal Basketball: Sua história pertence a todos que a construíram
fev16

Flamanal Basketball: Sua história pertence a todos que a construíram

Quando envelhecemos parece que nos tornamos verdadeiros contadores de histórias, mas poucos são aqueles capazes de contar histórias das quais tiveram a felicidade de se tornarem parte integrante delas, são aqueles marcados pela própria história que construíram, são aqueles capazes de fazerem e refazerem sem interesses pessoais escusos, são aqueles que não são oportunistas e nunca se apoderam do que outros fizeram, porque o fazem pelos outros e não por si mesmo, na maioria das vezes acabam até mesmo passando despercebidos, mas deixam um legado para as gerações futuras que nem mesmo sabem como tudo começou e porque começou. É sob a égide do texto acima que os senhores me permitam descrever uma parte da história do basquetebol do Amazonas na cidade de Manaus e chegar a mais uma triste e dolorosa notícia entre as muitas que nosso estado tem sofrido com a pandemia do coronavírus, chamado pelas autoridade de SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19 que tem devastado as famílias amazonenses. A quadra de Street-Basket do Flamanal Basketball Por volta do ano de 1985 deixei o centro da cidade no bairro de Aparecida para residir no bairro hoje conhecido como Planalto no Conjunto Habitacional Flamanal, ainda poucas casas eram na época ocupadas e dois anos depois já em 1987, erguemos a primeira tabela de basquetebol feita em madeira na Rua Orquídea em frente a casa 12 na Quadra I e começamos a ensinar crianças e adolescentes o esporte basquetebol, com apenas um único objetivo, que pudéssemos juntos jogar basquete na rua, o conhecido jogo na contemporaneidade como “jogo de trincas ou 3X3”, a necessidade e o interesse de todos fizeram com que erguessemos a outra tabela de madeira e fizemos uma pequena quadra e o jogo 3X3 se estendesse pela rua em largura e muitos aprenderam a jogar e se apaixonaram pelo esporte. Mas como o esporte sempre incomoda os que não o praticam porque não sabem de seu verdadeiro valor ético e moral para a sociedade e sua juventude, o basquetebol na rua evidentemente passou a incomodar moradores e foi assim para evitar conflitos desnecessários que em 1990 após recebermos uma doação de duas tabelas de basquetebol de ferro da então Diretora do Colégio Amazonense D. Pedro II, foi que ocupamos a Rua Bergênias e instalamos em definitivo ao que já era desde 1987 a primeira quadra de Street-Basket do Amazonas, onde permanecemos até os dias de hoje dividindo o espaço com a Praça das Flores.Neste local de mais de 30 anos ininterruptos de ocupação livre e despreocupada com o tempo, muitas gerações passaram e foram formadas e ainda nos dias de hoje cerca de oitenta pessoas entre...

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Quando o pássaro se entregou ao homem
set07

Quando o pássaro se entregou ao homem

Ele vivia em uma bela casa com sua esposa, cantava e ria como criança que recebeu o presente desejado. Sua amada vivia triste e estava ficando amarga dia a dia, uma cor cinza a acompanhava e lentamente foi infectando Júlio, que começou a rir menos e deixou de cantar. Os poucos vizinhos sentiram sua falta, eles foram abandonando a casa e seus pertences, seu jardim e sua horta invejada por tantos. O enorme salão que antes foi palco de festas memoráveis agora era povoado pela poeira que o tempo trouxe. Os quartos que antes eram ocupados por seus convidados foram lacrados e nunca mais habitados. A cozinha que era a vitrine de grandes mestres da culinária, agora restava apenas um amontoado de panelas e fogões desempregados. A casa foi perdendo sua luz como os seus donos. Alice faleceu após 7 meses da doença da tristeza, as causas não foram diagnosticadas pelos legistas, ou espíritas, ou ecumênicos de ocasião. Nosso protagonista começou a viajar muito, para tentar esquecer seu drama, como se a distância geográfica pudesse dissipar a sua dor, mas a geografia a ser vencida estava dentro de sua confusa cabeça. Havia um sonho que sempre o acompanhava durante a sua vida. Era o canto de um pássaro que sua amada gostava muito. Ele nunca dera importância a esse fato, mas agora lembrava de detalhes demonstrados durante o seu sono. Certa vez, quando as chuvas cessaram e o calor inundara a vida dos moradores das florestas, ele retornou a sua antiga casa, com muito peso e dor abriu a porta procurando forças para entrar e imaginando cenas alegres que viveu naquele lugar. Subiu a escada e parou na porta do quarto do casal. Abriu lentamente a porta e sentiu o cheiro de sua amada. Ficou perplexo, pois nada havia sido alterado no local, nem o pó do tempo penetrara no ambiente. Permaneceu horas deitado e olhando para o teto do quarto. De repente, ouve o canto do pássaro citado anteriormente. Júlio ficou nervoso e procurou saber onde o animal estava. O pequeno estava do outro lado da janela como aparecia em seus sonhos, do mesmo tamanho, cor e canto. O homem queria muito se aproximar do pássaro e mandou limpar a casa, abrir as janelas e quartos, cozinhar almoços e jantares. Contratou músicos para o salão, arrumou o jardim e sua velha horta. Tudo para agradar o pássaro que fazia lembrar o seu amor perdido. Todas as manhãs ele cantava o seguinte verso “vem passarinho do meu coração, quero ser seu amigo e não o seu vilão”. A pequena criatura cantava no amanhecer e no entardecer, mas não dava...

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Encontro de Hip Hop do Norte
fev17

Encontro de Hip Hop do Norte

Nos dias 29 de fevereiro e 01 de março, das 10h00 às 20h00, o Centro Cultural Povos da Amazônia recebe o primeiro Encontro de Hip Hop no Norte (EH2N).O projeto foi contemplado no Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2018 e conta com o apoio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (MANAUSCULT) e Secretaria de estado de Cultura e Economia Criativa. O Acesso ao evento é gratuito! Segundo Fábio Moura, idealizador e diretor geral do evento, “o EH2N tem como principal objetivo proporcionar atividades formativas diferenciadas em um nível nacional, para que no futuro, a cidade de Manaus seja inserida na rota dos principais eventos de cultura urbana, não apenas da região Norte, mas do Brasil como é o caso dos convidados Raquel Cabaneco (MG), BBOY Yude (DF) e Diego Josh (SP).”” No total, serão 30 horas de programação ocupando diferentes ambientes do Povos da Amazônia com Workshops de Dança, Grafite e Lambe-Lambe, Batalhas de Dança, Rodas de Conversas e Shows musicais, tudo dentro do universo da cultura Hip Hop, sendo elas mediadas por artistas locais e nacionais.  O projeto tem como a base de ação, nove workshops de Dança, com as suas mais diferentes vertentes e desdobramentos das danças urbanas, como as Batalhas de Breakdance e Hip Hop Dance. Também faz parte da programação: Oficina de Grafite com a Artista Deborah Erê.Oficina de Lambe-Lambe com Soraya Nurieh (Snurieh), Rodas de Conversa sobre a presença da Mulher no Hip Hop e também sobre o universo LGBT, Feira Criativa, Stands de gastronomia e shows musicais etc. No primeiro dia, sábado, dia 29/02, no palco Encontro das Águas acontecerá o show musical das cantoras Lary Go e Strela e grafite ao vivo com a artista Deborah Erê. E no segundo dia, domingo, dia 01/03,  encerrando a programação geral do EH2N- Primeira Edição, haverá o show do rapper Ian Lecter que acabou de lançar o álbum “Cor da Alma” e o videoclipe “Tipo Madruga” em parceria com a cantora e compositora Karen Francis. O evento é gratuito, e para participar das atividades é necessário apenas chegar no local com antecedência mínima de 1h para realizar o credenciamento e fazer a retirada da pulseira individual de acesso (passaporte). O credenciamento, nos dois dias, iniciará, pontualmente, às 09h00 da manhã e deve prosseguir até o período tarde. Confira na lista abaixo todos os convidados da edição e a programação detalhada: PROGRAMAÇÃO – 29/02 (Dia 1) PALCO ENCONTRO DAS ÁGUAS: 10H – Victor Venâncio 11H30 – Raquel Cabaneco (MG) 14H – Fernando C. Branco 15H30 – Diego Josh (SP) 17H – Filtro Breakdance 17H45 – Filtro Hip Hop Dance 18H30 – 8ª de Finais...

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Bloquinho Rai  Coletiva agita pré- carnaval
fev03

Bloquinho Rai Coletiva agita pré- carnaval

Bloquinho Rai Coletiva agita pré-carnaval com programação gratuita no São Raimundo “Amigos da Rua 31 de março” em parceria com o projeto “Esse é o Nosso Norte” realizam, neste sábado, 8/2, bloco com ações para crianças, debates e apresentações musicais. Bloquinho Rai Coletiva O carnaval chegou e como de costume os Amigos da Rua 31 de março, no bairro São Raimundo se reúnem para brincar as festividades. Este ano, em parceria com o projeto Esse é o Nosso Norte, foi lançado o bloquinho Rai Coletiva – vamos pular sem medo de ser feliz na esquerda!, que será realizado neste sábado (8) das 16h às 22h, na Rua 31 de março, São Raimundo, em Manaus. “O Bloco acontece todos os anos e essa atividade também é uma maneira de conscientizar politicamente a comunidade”, afirma a moradora Patrícia Andrade que também integra a equipe de organização. Toda população da capital está convidada a participar da atividade, com entrada gratuita. DJ Naty Veiga A programação inicia a partir das 16h, com o Curumim na Folia, uma ação com brincadeiras e músicas para as crianças. A próxima atividade será às 18h, Microfone Aberto, momento dedicado para falas e experiências de combate ao racismo, LGBTfobia, machismo e preconceito. Também será um marco para reflexões sobre qual futuro a população deseja para a capital amazonense. DJ Pedro Cacheado Para finalizar as festividades, às 19h acontecerá Mas é carnaval, uma sessão dedicada a atrações musicais e intervenções artísticas. Já confirmaram presença DJ Naty Veiga, DJ Pedro Cacheado e a Banda Agenoragostinhoeleo. Todo bloquinho foi construído com o afeto, a política e a alegria que o carnaval proporciona. A produtora cultural e ativista Michelle Andrews, destaca “Ocupar a rua com quem sempre esteve lá é o objetivo do Bloquinho Rai Coletiva. Fazer uma festa onde podemos curtir o melhor do carnaval popular”. Banda Agenoragostinhoeleo Serviço O quê?: Bloquinho Rai Coletiva Quando?: 8 de fevereiro de 2020, sábado. Horário?: 16h até às 22h Onde?: Rua 31 de março, Bairro São Raimundo. Manaus-AM Quanto?: Evento Gratuito Contato: (92) 9 9353-1204 e-mail:...

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Catarina Eduarda
jan23

Catarina Eduarda

Catarina Eduarda O estilo Slam ainda não é maioria mas tem ganhado mais espaço a cada dia. A poesia do rap tem tom de desabafo ou de uma conversa sincera. A rapper amazonense Catarina Eduarda é uma das atuantes nesse estilo em Manaus. Racismo, educação, políticas públicas para a periferia entre outros temas atuais, circulam em rimas e pensamentos reflexivos. Mulher de fibra que não amolece pra marmanjo e com muito conteúdo lança suas músicas com DJ Carapanã. Te transmite uma mensagem empoderada e inspiradora.A primeira vez que eu ouvi o som dela foi com a música Falsos Moralistas. Um esculacho mais do que libertador. Ajude a CatarinaCatarina divulgou ontem em suas redes sociais uma campanha de financiamento coletivo para custear parte do tratamento de saúde em Curitiba. Ela é paciente renal há nove anos e vai fazer o transplante de rim hoje e preciso de ajuda financeira para sucesso da cirurgia....

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Chico Cajú estreia projeto Música de Quintal
nov18

Chico Cajú estreia projeto Música de Quintal

Assim como o quintal de Ciata fertilizou o samba é no quintal de todos os cantos que a música brasileira á cultivada. No próximo dia 23 de novembro, das 16h às 22h, haverá a inauguração do Música de Quintal, com o mestre do saxofone Chico Caju. O Música de Quintal pretende realizar 12 registros audiovisuais de músicos amazonenses contando sua própria história. “A geração de músicos da leva de Teixeira de Manaus, Chico Cajú, Magalhães e Oséias da Guitarra, André do Amazonas, caiu no esquecimento geral o que expressa a desvalorização cultural da cidade de Manaus”, diz o professor do curso de Música Bernardo Mesquita, coordenador do projeto que está localizado na rua Rottary, 44A, Centro. As apresentações são mensais e reúne artistas de diferentes gerações para mostrar sua atual produção para um público de hoje. A iniciativa foi construída coletivamente e pode ser considerado o resultado do trabalho técnico-artístico realizado por oito profissionais de diversas áreas, indo da música, grafitti e gastronomia. O quintal é um ambiente de sonoridades, histórias e memórias compartilhadas. O encontro de enredos de vida e afetos formam em festa o conhecimento daqueles que ali estão reunidos e se permitem viver este acontecimento micro-social. “Essa geração é diferenciada porque expressa a transformação do Brasil rural ao urbano, a expansão capitalista na Amazônia pode ser observada a partir da modernização musical posta em prática por estes músicos amazonenses”, afirma o professor. O Música de Quintal é aberto aos alunos e professores da rede pública do estado e município e faz parte das ações do projeto de produtividade da Universidade do Estado do Amazonas, UEA. Interessados em participar podem entrar em contato pelo telefone...

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