Os Tucumanus e Jamrock no Caldeira
nov01

Os Tucumanus e Jamrock no Caldeira

Um clima de luau em pleno Centro da cidade vai reunir as bandas Os Tucumanus, do Amazonas; e Jamrock, de Roraima; no dia 9 de novembro, no Bar Caldeira (Rua José Clemente, 237, Centro), a partir das 21h, com acesso gratuito. O Luau Briza - Dois palitos e uma chama cultural será o encontro de sonoridades, artes e boas vibrações pelo movimento cultural do norte brasileiro e contará com participações especiais do grupo Pusanga, do Amazonas; e a cantora Leka Denz, de Roraima. O evento vem com a proposta de unir os dois Estados no primeiro passo para criação de um festival que estreitará os 800km que os separam. “É o primeiro passo do projeto que vai unir talentos artísticos do Amazonas e Roraima em um festival chamado BR-174, apelidado de Briza, porque com dois palitos, que representam os Estados; os numerais 7 e 4, viram, respectivamente, Z e A”, explica Denilson Novo, guitarrista dos Tucumanus e idealizador da proposta. “BR-174 é o primeiro título e o apelido Briza é uma consequência de alguns exercícios gráficos com as letras e os números”.   Anfitriã da noite, a banda Os Tucumanus também celebra a boa fase da carreira, que completa 10 anos em 2016. Neste mês, o grupo lançou o novo single, da música ‘Até o Sol Sair’, gravado no estúdio Júpiter, com engenharia de áudio de Armando Mendes e masterização na Espanha, no Mastering Mason Studio. “Esse single veio como a cereja do bolo, em celebração ao momento produtivo que vivemos. Nova fase, nova formação e novo gás para os próximos anos”, comentou Denilson. “O clima está propício para a fluência de novos projetos e essa parceria com os artistas de Roraima é um bom exemplo disso”. Além de Denilson, Os Tucumanus têm Clóvis Rodrigues no vocal, Mário Ruy Carvalho no baixo, Matheus Simões na bateria e Samuca na segunda guitarra, o que rendeu ao grupo um novo formato, com arranjos diferentes. No setlist estão confirmadas ‘Vida de quinta’, ‘Telengotengo’, ‘Carapuça’, ‘Palafitas’, ‘Na rede’ e ‘Tudo em comprimidos’. A Jamrock, com seis anos de estrada, volta a Manaus paraapresentar novidades, como as canções do terceiro disco, que traz no conceito a mistura de modernidade com raiz. Entre as músicas do repertório está ‘Intolerância’, carro-chefe do novo trabalho. “A Jamrock surgiu com a proposta de reggae e rock, que continua na nossa música, mas ganhou influência de ritmos como cumbia e beiradão. A gente já excursionou pela Amazônia algumas vezes e isso acabou modificando o som, que considero um pop amazônico”, definiu Bebeco Pujucan, que comanda no samples e gaita da banda. Conforme Bebeco, o que marca o CD novo,...

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Rio 2016 – O Maior Espetáculo da Terra!
ago27

Rio 2016 – O Maior Espetáculo da Terra!

A Olímpiada no Rio acabou, atletas e turistas levaram na bagagem a palavra SAUDADE e também a deixaram entre nós. Imagens lindas e marcantes não saem da minha cabeça. Posso dizer que minha experiência foi maravilhosamente sensorial. Vou te contar um pouco das recordações que continuam me causando encantamento… O sucesso da Olimpíada no Brasil não foi nenhuma surpresa, eu já esperava que o evento fosse maravilhoso, mas mesmo assim, superou todas as minhas expectativas. É como se olhar no espelho e gostar do que vemos: Somos capazes, somos inteligentes, temos potencial e podemos fazer bem feito tudo que quisermos! Cerimônia de Abertura – O Maior Espetáculo da Terra Já de cara, na cerimônia de abertura, fiquei de olhos vidrados e queixo caído. A emoção aflorava diante de cada detalhe que retratava a cultura, história, raízes, arte e criatividade do povo brasileiro. O impacto de ver Santos Dumont sobrevoar o Rio de Janeiro no 14-Bis ao som do Samba do Avião explodiu meu coração de entusiasmo. Enquanto ele cruzava os principais pontos turísticos e belezas naturais da Cidade Maravilhosa, as lágrimas de deslumbramento escorriam. Ao ouvir Garota de Ipanema e apreciar o desfile da majestosa Gisele Bündchen eu já estava completamente alucinada! Contrastes No Maracanã vimos muito mais do que modernidade, tecnologia, inovação, e profissionalismo. O mais bonito foi a união de raças, a euforia e o calor humano de uma festa alucinante. Apesar de toda exuberância, minha cabeça – sempre em Atividade Pensante – teimou em se perguntar novamente sobre os contrastes ali ostentados. De um lado a riqueza e alegria da festa, do outro, as mazelas do país e as tristezas que o povo padece. Questionei mais uma vez sobre como aquele dinheiro poderia ter sido empregado de maneira mais proveitosa e humana. Imaginei que o Brasil fosse um pai e nós, os cidadãos, seus filhos. Pai é alguém que quer o bem dos filhos. Qual o pai deixaria os filhos a mercê de necessidades básicas para gastar seu dinheiro promovendo uma festa de porte gigantesco? Nenhum bom pai faria isso. Ao pensar em Olimpíada e Copa do Mundo no Brasil eu sempre refleti assim. Fui contra, por não termos condições de nos dar a esse luxo. Mas como eu não poderia mudar o fato, aceitei e passei a torcer a favor. A satisfação e o sucesso da Copa em casa me deixaram como o Cristo Redentor, de braços abertos para receber os atletas e turistas. Medalha de Ouro para a União dos Povos A entrada das delegações celebrou a aliança dos povos com a intensidade que só o esporte consegue promover. Atletas de países ricos e pobres...

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Concurso de Telas do Festival de Parintins 2016 anuncia vencedores
abr29

Concurso de Telas do Festival de Parintins 2016 anuncia vencedores

O Concurso de Telas para Escolha do Cartaz Oficial do Festival de Parintins 2016 teve participação de obra especial produzida no pavilhão de presos provisórios na Unidade Prisional de Parintins. Apesar de não ter ficado entre as cinco classificadas, a tela “Parintins, Terra dos Sonhos”, de Andrei Souza dos Santos, 27 anos, ganhou grande repercussão entre o público durante a exposição no Centro de Atendimento ao Turista (CAT). O artista atua no Boi-Bumbá Caprichoso, na equipe de Juarez Lima. No total, 47 telas foram inscritas no evento realizado pela Associação dos Artistas Plásticos de Parintins (AAPP), em parceria com a Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), com apoio do Governo do Estado. Andrei Souza dos Santos já havia concorrido no Concurso de Telas e recebeu incentivo da esposa, Rosane Andrade da Silva, para pintar a tela. A companheira comprou material e o artista confeccionou a obra em dois dias dentro do presídio.   De acordo com Andrei dos Santos, a pintura retrata uma logomarca estilizada para identificar o Festival de Parintins. “Representa a festa das cores, união de azul, vermelho e branco. Significa o amor e paz”, revela. Mas o artista não se limitou a apenas abordar a festa folclórica e através da obra se manifestou de forma crítica. “Por trás de tudo isso, tem uma coisa a mais guardada. As mãos escondem o rosto e deixam aparecer o olhar. É o olhar que eu quero que a sociedade tenha daqui”, explica. Mesmo preso, o artista quis chamar atenção em relação a discriminação sofrida pelos presos. “Que a sociedade olhe para nós com outros olhos e não dessa forma, como se a gente não tivesse capacidade, valor, de aqui dentro só existe malfeitores. Aqui se produz arte. Tem muitas coisas aqui que podem ser aproveitadas.  Aqui tem marceneiro, pedreiro, artesãos, entre outras pessoas discriminadas. Minha esposa me incentivou a fazer esse trabalho e ajudou até na parte da ideia”, declara. O secretário da Sectur, Zezinho Faria, afirma que Concurso de Telas possibilita a socialização através da arte. “É muito abrangente. Além do presidiário, artistas de outros municípios concorreram. O concurso cresce e a perspectiva é que no aniversário de Parintins seja um grande evento, com eliminatórias e aberto para votação do público pelas redes sociais”, assegura. AAPP e Sectur planejam próximo Concurso de Telas para o aniversário de Parintins, na primeira quinzena do mês de outubro deste ano. Impressão do cartaz Zezinho Faria viajou a Manaus nesta semana para apresentar à Secretaria de Estado de Cultura (SEC) a foto da tela, escolhida através de concurso para ser o cartaz do Festival Folclórico de...

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‘Luau Interdanças’: dedicado à dança de salão
abr20

‘Luau Interdanças’: dedicado à dança de salão

Agora é a vez da dança de salão invadir o píer do flutuante IBIZA River Club, o evento que acontece nesse domingo, 24 de abril,  terá a participação de Rubia Frutuoso, professora e dançarina de Zouk premiada internacionalmente, que vem de São Paulo especialmente para uma rodada de eventos dedicados a dança de salão em Manaus e estará pela primeira vez em um flutuante.  Quem acompanha Rubia, é o renomado professor e dançarino Lucas Oliveira, proprietário da Sertanejo MIX que promove festas e eventos para o público da dança. Lucas é especializado em coreografias para o segmento sertanejo, possuindo versatilidade para outros ritmos de salão. O casal já possui bastante sintonia devido a apresentações realizadas anteriormente em São Paulo. Já Rubia Frutuoso é formada em Educação Física, Ballet Clássico e Jazz Dance, atuando há 12 anos como professora, bailarina e coreógrafa. Desenvolveu estudos em dança latina, também é professora de Zouk no curso de pós graduação em dança de salão da FMU (SP). Foi premiada com o troféu Baila Mundo 2013, viaja pelo Brasil e exterior como professora de Lady Styling e Zouk, participou do Congresso Mundial de Salsa, além de ter sido destaque no “Se Ela Dança Eu Danço” (SBT), chegando à final e conquistando título. Para Rubia a experiência de dançar em uma estrutura flutuante em pleno Rio Negro é reveladora. “Acho que este formato nos proporciona maior liberdade e interação. O contato com a natureza também nos ajuda a provar, além das sensações corporais, uma relação mais intima com o espaço, aguçando assim nossos sentidos que também são trabalhados na Dança a dois”, opina. O professor, Lucas Oliveira, não esconde a ansiedade e diz que algo assim nunca aconteceu em sua carreira. “Este é um formato inovador, dançar ao ar livre, dançar sem fronteiras! Interessante quebrar o paradigma do salão”.  O Interdanças O Interdanças está em sua quarta edição, é um projeto que busca fomentar a difundir a dança da salão no estado do Amazonas, tendo a frente a professora Bacharel em Dança (UEA), Edyna Santos, que atua na cidade de Manaus desde 2003, passou por diversas escolas, e hoje possui o estúdio próprio, ‘Edyna Santos Estúdio de Dança e Cia’. O Interdanças surgiu da necessidade de colocar a capital do Amazonas na rota dos espetáculos de dança de salão, por conta da cidade ser carente deste tipo de evento. “Certa vez um casal de dançarinos brasileiros em turnê pela Europa quis incluir Manaus na turnê do Brasil, e assim comecei a trabalhar nessa ideia. Tenho lutado bastante para que Manaus entre no circuito artístico de dança, para isso busco parceiros que acreditem na ideia”, frisa....

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Filhos da Mãe!
abr14

Filhos da Mãe!

No plácido cômodo da casa grande a luz atravessa suavemente as cortinas brancas. Quadros com pinturas bizantinas, abstratos, abajur, candelabros, pequenas esculturas e tapetes compõem um ambiente repletos de heranças e valores transmitidos geração após geração. Um ordenamento físico e emocional carregado de apegos e representações emocionais para o jovem Pandolfi. Dessas famílias tradicionais que se empenham nas velhas tradições. Vivendo às margens de problemas sociais e econômicas, os Pandolfi gozavam de prestígio na comunidade. Sendo a terceira geração a desfrutar uma vida confortável numa casa grande no elegante bairro do Ipiranga em São Paulo. Foi neste ambiente durante uma reunião dominical onde o caçula Ricardo Pandolfi informou à todos na mesa durante o café da manhã: - Fui selecionado para um curso de Extensão em Antropologia no Amazonas! Sem despertar maiores ânimos nos presentes, continuou. - Vou passar quarenta dias no meio da floresta! A primeira a indagar foi sua mãe; Como assim meu filho? Onde você vai ficar hospedado? Quem vai com você? Embora tivesse 23 anos, dentro de casa, continuava a ser o filhinho da mamãe. O pai nem sequer fechou o jornalzão de Domingo que lia entre uma torrada e outra. Seu único aviso foi; Tenha cuidado com os mosquitos e serpentes! A irmã mais velha estava em alguma galáxia distante, afundada por completo no smartphone. Era o início de julho de 2010 quando Ricardo Pandolfi deixou o clima subtropical do inverno paulistano para ser defumado no clima equatorial amazônico. Uma diferença média de 20 graus célsius além da enorme distância geográfica. Ricardo sabia que era longe e bem diferente. Achou que podia prever as pequenas intemperes e vicissitudes, porém nada que rachasse sua cabeça como a cena que presenciou naquela noite em um lugar tão distante, tão distante que parecia mais fácil chegar à Lua do que alcançar aquela comunidade no município de Santa Isabel do Rio Negro. Os primeiros dias na capital amazonense foram de horror e espanto. Os resquícios da Belle Époque lhe pareceram insignificantes. Nem mesmo o exuberante Teatro Amazonas lhe chamou à atenção mais do que aquele povo caboclo que circula suado de um lado para o outro. Como um bom aluno de ciências humanas observava as pessoas para além das aparências, buscava refletir sobre as forças que agiam em cada gesto, modo de falar e pensar. O sol escaldante enfraquece Ricardo de tal forma que nas vésperas de embarcar para seu destino no alto Rio Negro ele nem conseguia levantar da cama, desidratado e esgotado fisicamente, disse para seu companheiro de quarto. – Amigo se eu não acordar ou mesmo que esteja morto, me bote no barco em direção...

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Projeto incentiva o empreendedorismo com base na diversidade natural, gastronômica e cultural
abr12

Projeto incentiva o empreendedorismo com base na diversidade natural, gastronômica e cultural

Será lançado neste semestre o #MovimentoProtagonize, que pretende incentivar o empreendedorismo com base na diversidade natural, gastronômica e cultural do Amazonas e promover uma reflexão sobre as potencialidades da região. A iniciativa é da professora e doutoranda em Ciência da Informação e Marketing, Angela Bulbol de Lima, que realizou uma pesquisa intitulada “Análise estratégica do turismo no Amazonas: O ecoturismo e o potencial para a diferenciação”. Angela mostrou, no estudo, o quanto a gastronomia tem papel fundamental para o turismo no Estado. De acordo com ela, o boom dos pratos regionais gourmetizados - que apresenta versões diferentes para produtos tradicionais - ganha cada vez mais adeptos, entretanto, mesmo com a adição de ingredientes sofisticados, é preciso preservar as características tradicionais de pratos da região, como a caldeirada de tambaqui, pirarucu de casaca, sardinha frita e creme de cupuaçu, pois, desta forma, a cultura do Amazonas também estará sendo mantida. A professora ressalta que a manutenção das características gastronômicas é essencial para atrair novos visitantes para o Estado. Angela diz que um dos grandes prazeres de quem viaja é experimentar a culinária local. “O turista que visita o Amazonas vem em busca dos sabores exóticos e únicos, que ele não está acostumado”, disse. Conforme a professora, a partir do momento em que o preparo tradicional dos pratos é esquecido, o Amazonas perde características culturais que são o diferencial para atrair visitantes e, consequentemente, gerar negócios na região. Angela Bulbol destaca que a gastronomia é importante do ponto de vista turístico. “Não há uma forma mais fácil e prazerosa de conhecer a cultura de um povo do que pela gastronomia”, acrescentou. Para ela, o Amazonas precisa inserir a gastronomia nas suas ações estratégicas de promoção turística. “Precisamos investir pesadamente no resgate de nossa memória gustativa e, de maneira urgente, iniciar um processo de descrição e registro de receitas e preparos que garantam a originalidade, essencial para diferenciação, que tanto atrai os visitantes”, destacou....

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