Curta metragem de Jimmy Christian, ’Desentupidor’ abre a grande fossa humana da invisibilidade social
maio23

Curta metragem de Jimmy Christian, ’Desentupidor’ abre a grande fossa humana da invisibilidade social

Faça você mesmo. A filosofia do punk rock pode também ser aplicada à arte. Talvez este seja um breve resumo do enredo de “O Desentupidor”, novíssimo curta metragem assinado pelo artista visual Jimmy Christian, inspirado no conto da escritora amazonense Márcia Antonelli. Transpor para o cinema um conto é um desafio para qualquer cineasta. E realizar a Sétima Arte num País que hoje tem orgulho de dizer que vira as costas para a cultura é, por si só, um grito de liberdade, um soco no estômago. É película com cara de riff de guitarra, peso de baixo e bateria na grande tela. Jimmy Christian e sua trupe de empreendedores da cultura amazonense venceram a primeira etapa, que é meter a cara e transformar o sonho em obra. Cinema raiz feito por gente da terra, atores descobertos nas comunidades, universidades e bares. O filme de Jimmy Chistian olha o homem por trás do ofício. O não tão cheiroso Raimundo Perfumado, brilhantemente interpretado pelo filósofo e escritor Marcos Ney, traz poesia em suas falas e sua triste história. O curta dá protagonismo a artistas locais, como Max Caracol, que interpreta Zé Arigó e ainda emplaca a trilha sonora original do filme. A atriz Daniele Coimbra interpreta Eunice, irmã do personagem principal. O ator mirim Rhuann Gabriel é o fio condutor da história, vivendo o personagem Mário Augusto. O menino é o olhar da escritora Márcia Antonelli sobre o mundo que o cerca, seus dramas e virtudes. Relevante destacar a direção de fotografia de Jimmy, a maquiagem coordenada por Villy Gouveia, as locações que remetem a uma Manaus dos anos 80 e 90, com infraestrutura e saneamento básico precários. Existe um olhar crítico sobre a segurança pública na taberna gradeada do Defunto, interpretado por Evandro Menezes. Até a cachaça “Chora Rita”, ícone dos bebuns do século passado, foi resgatada pela direção de arte do filme. O curta metragem conta a história de Raimundo Perfumado, um profissional que desentope fossas em troca de cachaça. A obra fala de invisibilidade social, fala de profissões e profissionais que estão na nossa memória afetiva. Afetiva, talvez, porque a sociedade ignora o gari, não enxerga o entregador de água, de pizza, de comida…Olhamos para eles como se não fossem gente, como se fossem merda. A grande fossa humana está aberta. Eis um dos debates propostos pelo excelente...

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O “Desentupidor” estreia neste sábado
maio18

O “Desentupidor” estreia neste sábado

Neste sábado (21) será a Avant première do curta-metragem “Desentupidor” do roteiro, inspirado no conto “O Desentupidor de Fossas” da escritora Márcia Antonelli. Produzido e dirigido por Jimmy Christian (Zico, O Jabuti; Opala Conexão Amazônia). A estreia será a partir das 20h, no Vibrania Espaço de Arte que fica na rua 10 de Julho, 151, Centro. Além da exibição do curta, finalizado em 20 minutos, também terá uma jam music com os responsáveis pela trilha sonora da produção. De acordo com o diretor Jimmy Christian, Desentupidor traz ao público uma Manaus de antigamente. “O Centro Histórico da capital amazonense é um dos cenários adaptados no roteiro. Também tem imagens reais e atuais da situação de muitas famílias que vivem na periferia de Manaus”, acrescenta. A realização e produção é feita pelas produtoras Artecontemporaneapura Films (Fogo no Cerrado, Bodó com Farinha e o talk-show Literatura da Gente) e Picote Produções (Entre O Rio e A Floresta, Raízes Arqueológicas). A comunidade Rio Solimões 2, localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste da cidade foi escolhida para representar a maior parte das locações. A latente realidade enfrentada pela população manauara quanto à necessidade de saneamento básico desde a década de 1980 até os dias atuais.  “Desentupidor” Fétidos esgotos a céu aberto e fossas coletivas ambientam o cenário de uma antiga profissão no ramo do saneamento básico. A trama narra a história de Raimundo Perfumado interpretado por Marcos Ney (Como Explodir Caixas Eletrônicos). Um desentupidor de fossas numa embrionária Manaus, sob o ponto de vista de Mário Augusto (Rhuann Gabriel), um garoto esperto e sensível criado por sua mãe Dona Eunice. Além da falta de sorte na vida, Raimundo encara o expediente de trabalho regado à muita cachaça até que uma tragédia estar por vir. Elenco Marcos Ney – Raimundo Perfumado Daniele Coimbra – Eunice Rhuann Gabriel – Mário Augusto Evandro Menezes – Defunto Max Caracol – Zé Arigó Ficha Técnica Direção – Jimmy Christian e André Cunha Produção Geral – Max Caracol Produção Executiva – Jimmy Christian Assistente de Produção – Izabelly Maria Captação de imagens – Rafael Matsuda Áudio direto – Lucas Carvalho Direção de arte e maquiagem – Villy Gouveia Fotografia/Still – Márcio Barroso Making Of – Kenny Oliveira Locações – Ney Metal Assessoria de Comunicação: Renata...

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Produção de Mawé seleciona atriz para o papel de protagonista
dez16

Produção de Mawé seleciona atriz para o papel de protagonista

A produção do filme Mawé com direção de Jimmy Christian está selecionando atrizes de 20 a 30 anos para o papel de protagonista do longa-metragem. O teste para o elenco será na próxima terça-feira (28), das 15h às 19h na sede do Sintel que fica na rua Alexandre Amorim, 382, bairro Aparecida. Para Jimmy Christian, diretor do filme, “Mawé” é uma narrativa urbana baseada na atualidade com forte presença indígena na trama. “Este é um longa-metragem denso, que tem a Amazônia como pano de fundo mas aborda assuntos como tráfico de pessoas, violência sexual entre outras temáticas sensíveis do cotidiano”, explica. De acordo com Jimmy, a personagem precisa estar disponível no período de janeiro e fevereiro de 2022. “Queremos encontar a atriz ideal para a personagem ‘Luciana’ uma jovem de classe alta, destemida, ousada, que não abre mão da sua liberdade mas que vai passar por uns perrengues durante a trama”, adianta. As mulheres interessadas poderão agendar uma apresentação presencial e um encaminhar breve currículo histórico com telefone para contato para o e-mail artecontemporaneapurafilms@gmail.com. No elenco, artista visual, tatuador e músico Afrânio Pires interpretando o personagem principal homônimo ao título do filme. A produção foi contemplada pelo Prêmio Feliciano Lana, edital da Lei Aldir Blanc em 2021 e é assinada pelas produtoras Arte Contemporânea Pura Filmes e Picote...

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Pajelança Cabocla: documentário sobre medicina tradicional tem estreia em novembro
nov01

Pajelança Cabocla: documentário sobre medicina tradicional tem estreia em novembro

O documentário Pajelança Cabocla refere-se ao conjunto de saberes populares da Amazônia que são passados de geração em geração e abordará parte dessa Pajelança, agricultores locais das comunidades que utilizam da medicina tradicional como remédios alternativos.“Por motivos pandêmicos (COVID-19) não foi possível ouvir os anciãos da comunidade, mas, depoimentos de agricultores locais que utilizam de plantas amazônicas como remédios alternativos enriqueceram da mesma forma na construção cultural amazonense”, comenta a produtora Isabelly Maria. A ideia do curta-metragem veio do contato dos idealizadores do roteiro, Dr. Ronaldo Silva e Vanessa Cidrônio, com comunidades tradicionais durante pesquisas etnobotânicas, onde foi observado a forte ligação desses povos com as tradições indígenas/caboclas de cura e prevenção de doenças em contraponto com a Medicina Tradicional Chinesa. A produção é realizada pela estreante Picote Produções que trás um olhar lento e contemplativo, sob direção e fotografia de André Cunha, montagem e som Lucas Carvalho. O filme tem data de estreia no dia 05 de novembro sendo exibido de maneira remota pelo canal da produtora. Pajelança Cabocla é um projeto contemplado pelo edital Cultura Criativa / Lei Aldir Blanc – Prêmio Encontro das Artes,2020. Ficha Técnica Direção e Fotografia – André Cunha Montagem e som – Lucas Carvalho Produção – Isabelly Maria Pesquisa – Vanessa Cidrônio Roteiro – Dr Ronaldo Silva Arqueóloga – Suzanne...

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O Lixo Transformado Em Arte celebra 18 anos do grupo Curumim na Lata
set29

O Lixo Transformado Em Arte celebra 18 anos do grupo Curumim na Lata

O curta-documentário O Lixo Transformado em Arte. O Lixo Transformado em Arte é um curta-documentário de 15 minutos sobre o grupo de percussão alternativa Curumim na Lata, que celebra 18 anos de existência transformando e educando pais e alunos no Centro de Artes e Educação (CMAE) Anibal Beça, zona Leste de Manaus, com ensino pautado em música e meio ambiente. Grupo de Percussão alternativa Curumim na Lata. No curta somos inseridos no bairro de São José Operário em uma aula de estudo sonoro do professor e idealizador Rámon Carlos Torres Valdez, venezuelano, que conta os anos de história do grupo e o processo de transformação, não só aplicada a reutilização de materiais descartados como instrumentos alternativos, mas, das crianças, jovens e famílias que frequentam o centro de artes do bairro para boas práticas de cidadania. Este material inédito será exibido no Espaço ECAM, Manauara Shopping – Av. Mario Ypiranga, 1300 – no dia 08/10 às 10h30, data que será realizada a exposição “Curumim na Lata: 18 anos de história, música e sustentabilidade” uma realização do CMAE Anibal Beça e Oca do Conhecimento Ambiental (SEMED). O curta foi contemplado pela Lei Aldir Blanc 2020 por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas. Ficha Técnica: Produção: Picote Produções Direção e fotografia: André Cunha Roteiro: André Cunha e Isabelly Maria Montagem e edição: André Cunha Captação e desenho de som: Lucas...

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Curta-metragem Terra Nova é destaque na Turquia e Suécia
ago17

Curta-metragem Terra Nova é destaque na Turquia e Suécia

O curta-metragem Terra Nova, dirigido por Diego Bauer, fez parte da seleção mensal de julho de dois festivais europeus: ganhou prêmio de melhor filme estrangeiro no Istambul Film Awards, na Turquia, e seleção do mês no Lulea Film Festival, na Suécia. As seleções marcam o início da trajetória do filme em festivais internacionais. Realizado pela Artrupe entre novembro e dezembro de 2020, o filme conta a história de Karoline, uma atriz de teatro que, em abril de 2020, vai a uma agência da Caixa solicitar o seu auxílio emergencial. O projeto foi contemplado pela lei Aldir Blanc através do edital de Conexões Culturais da Manauscult e Governo Federal. O diretor do curta, Diego Bauer, comemorou a seleção: “É sempre um motivo de satisfação ser selecionado para festivais pois filmes são feitos para serem vistos, e quanto mais longe eles chegam, mais se cumpriu o objetivo do projeto. Terra Nova é inspirado numa estética europeia de cinema, em filmes que tratam sobre os dramas de pessoas comuns em períodos conturbados social e economicamente, então iniciar a trajetória em festivais europeus é um motivo de empolgação pelo que isso pode representar de visibilidade, mas também um reconhecimento do que nos inspirou para chegarmos ao resultado final”. Com 22 minutos de duração, Terra Nova é composto pela mesma equipe que realizou o filme anterior de Bauer, Enterrado no Quintal, e tem como tema a condição de ser artista em Manaus dentro do contexto de crise econômica e pandemia: “Toda a equipe do filme tem em comum o drama da Karoline, pois todos se viram sem perspectiva de emprego, e descredibilizados por um momento do país em que ele vira as costas a sua cultura, e trata o artista como vilão. Sem dúvida é um filme que tem a fúria como elemento importante, por sabermos que não precisaríamos passar por este momento com tanta sabotagem deliberada. Poder realizar o filme com uma equipe formada por artistas com anos de carreira é um privilégio, e também um posicionamento político”, finaliza Bauer. MELHOR FILME ESTRANGEIRO ISTAMBUL FILM AWARDS https://www.istanbulfilmawards.com/kazananlar/july-2021 FINALISTA LULEA FILM FESTIVAL https://luleafilmfestival.com/Finalists FICHA TÉCNICA Roteiro e Direção: Diego Bauer Elenco: Karol Medeiros, Isabela Catão, Diego Bauer, Ítalo Almeida (vozes de) Ana Carolina Souza; Glória Vieira; Izabela Garcia Produção Executiva: Diego Bauer Produção: Ítalo Almeida Direção de Fotografia: César Nogueira Montagem: Eduardo Resing Preparação de Elenco: Viviane Palandi Trilha Sonora Original: Pablo Araújo Som Direto: Heverson Batista Edição e Mixagem de som: Lucas Coelho Direção de Arte: Francisco Ricardo Figurino e Maquiagem: Paulo Oberdan Correção de Cor: João Gabriel Riveres Assistentes de Direção: Sofia Sahakian; Diego Leo Assistente de Fotografia: Robert Coelho; Naila Fernandes...

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