Oficina de Improvisação com Francisco Rider

Improvisação-FOTO João Paulo Machado

Crédito: João Paulo Machado

No terreno das artes cênicas, a improvisação consiste em apresentar algo que não foi escrito, pensado ou elaborado previamente. A literatura será ponto de partida para o exercício desse recurso na oficina “A improvisação como linguagem da arte da performance”, a ser realizada no Lugar Uma de Artes, Centro de Manaus, de 5 a 9 de outubro. A atividade terá mediação de Francisco Rider, e será realizada no horário das 10h ao meio-dia. A oficina faz parte da agenda da Ocupação Lugar Uma, iniciativa contemplada pelo Prêmio Manaus de Ocupação Artística 2015, da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult).Oficina-LugarUma1 Na oficina, Rider vai pedir aos participantes para levar à atividade fragmentos de obras literárias brasileiras de suas escolhas. “A ideia é fazer que os participantes executem uma improvisação a partir, por exemplo, de um fragmento das obras de Graciliano Ramos ou Guimarães Rosa”, adianta. As improvisações serão realizadas a partir de estruturas e procedimentos sugeridos por Rider. As referências literárias, segundo o mediador, deverão funcionar como provocação para os improvisos cênicos de cada participante. “Cada um fará uma síntese daquele fragmento para usar em sua improvisação, como se fosse um estímulo primordial”, explica Rider. A improvisação é uma das questões em foco na trajetória artística de Rider desde o final dos anos 1990. “Trabalho há mais de 15 anos explorando temas como as abordagens somáticas, a oralidade, as artes visuais, a improvisação, entre outras”, diz. Essas investigações se tornaram também o foco do Projeto Cênica Corporal Uma, que Rider desenvolve desde 2007, numa pesquisa sobre as linguagens da Dança Contemporânea e das Artes Visuais. “Meus trabalhos e oficinas são parte dessa busca, um continuum desse projeto”, define. A oficina “A improvisação como linguagem da arte da performance” é voltada a atores, bailarinos, artistas de rua e demais interessados. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no primeiro dia da atividade, no Lugar Uma de Artes, na avenida Joaquim Nabuco, 1.436, Centro.  QUEM É  Nascido em Manaus (AM), Francisco Rider tem apresentado suas obras cênicas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belém. Exibiu suas criações ainda em espaços dedicados às artes contemporâneas em Nova York, como o Judson Memorial Church/Movement Research, Performance Space 122 (PS122), Here Arts Center, The Kitchen, Dixon Place, entre outros. Foi performer em “Low” (2002), de Donna Uchizono, espetáculo premiado com The New York Dance and Performance Awards (The Bessies). Colaborou artisticamente com artistas como Célia Gouvêa (SP), Silvia Bittencourt (SP), Tatiana Cobbet (SP) e Patricia Hoffbauer (NY), entre outros.ENTREVISTA COM ARTISTA INDEPENDENTE, FRANCISCO RIDER Participou do American Dance Festival (Carolina do Norte-EUA, 1995), com bolsa da Fundação Vitae. E estudou na Escola Movement Research (Nova York, 1996-1998), como bolsista da Fundação Capes.  Entre outros, recebeu os prêmios Funarte Klauss Vianna de Circulação (2011 e 2014) e de Montagem (2007, 2008, 2010 e 2014); Rumos Dança 2009/10, do Itaú Cultural; Nascente, de USP-Editora Abril (SP); Movimentos de Dança do Sesc São Paulo (SP, 1993, 1994 e 1995); e Prêmio Manaus de Artes Visuais da Manauscult (AM, 2014). OCUPAÇÃO LUGAR UMA  Iniciada no último dia 21, a Ocupação Lugar Uma tem como objetivo transformar o Lugar Uma de Artes em abrigo para uma série de ações artísticas diárias, ao longo de três meses, com acesso gratuito. Performances, oficinas, exposições de arte, mostras de filmes e lançamento de livro são algumas das atividades no calendário da tomada artística, empreendida por iniciativa de Francisco Rider. A ação segue até 21 de dezembro.a Fundação Capes.  Entre outros, recebeu os prêmios Funarte Klauss Vianna de Circulação (2011 e 2014) e de Montagem (2007, 2008, 2010 e 2014); Rumos Dança 2009/10, do Itaú Cultural; Nascente, de USP-Editora Abril (SP); Movimentos de Dança do Sesc São Paulo (SP, 1993, 1994 e 1995); e Prêmio Manaus de Artes Visuais da Manauscult (AM, 2014).
 
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