O amor mudou e a dona Flor merece pensão!

poliamor

Eu posso estar sendo muito otimista mas eu acredito que as relações amorosas tenham subido de nível. O lance de dizer que casamento é uma instituição falida é intriga de mal amado, alías, pouco amado. A união das pessoas veio com força, não só pela exacerbação do noivado, mas também na pluralização das relações.

Vejo que ainda falta um equilíbrio entre o amor, gente que nasce, cresce, transa, trai, goza dentro, se reproduz e não consegue sentir o gosto do amor. Ao mesmo tempo, propostas de vida a três, quatro na liberdade de um poliamor.

Ué, mas porque esse assunto? Em meio a tanto discurso de ódio, manchetes de jornais cada vez mais absurdas, o direito á exposição a qualquer custo e a prática do amor livre tem sido cada vez mais frequente. E não é uma coisa de circo dos horrores, é prático, usual e comum. Sem se preocupar com a repercussão da velha fuxiqueira da rua.

Quem são eles? Como vivem? O que comem? Ganham especulações das mais diversas e até conceitos negativados a favor da vida de solteiro. Ingenuidade. Eu prefiro acreditar nesse amor ‘libertino’ do que no casamento de fachada, dos interesses por negócios e na busca incansável de uma herança genética ou financeira. Cada um se ilude com o que pode.

Tô muito longe de levar a vida com um discurso feminista, mas está claro que muitas mulheres cansaram de ser saco de pancadas dos homens e optaram em ter uma relação diferente, seja com outra mulher ou com outro casal. Um amor a três ou três amores a um? Quando se trata de escolha, dedicação, liberdade e porque não empoderamento? Rá, essa palavra tá demais!

Talvez o faro seja diferente, mesmo já tendo visto casais homossexuais que se estapeiam pra valer, na aceitação de uma igualdade. Ignoraram o pé da letra o “Vale Tudo” do Tim Maia. Esses amores são como entorpecentes, passam depois de algumas horas e não perdem a oportunidade de extrapolar a consideração.

 

 

Renata Paula

Author: Renata Paula

Jornalista profissional, editora de conteúdo do Portal Xibé e repórter nas melhores horas.

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