A gastronomia ancestral Amazônica em São Gabriel da Cachoeira

E a silhueta está de perfil, magnífica imagem da natureza que nos recebe com sua receptividade familiar como as suas comunidades indígenas que assim como o índio Ararigbóia, são ancestrais. Horizonte em que o verde nos apresenta com os seus 50 tons de selva em suas copas robustas de deixar qualquer arranha-céu sentir-se como uma construção do canteiro de obras. A viagem de barco expresso é algo único que todo gastrônomo deveria experimentar tipo os sabores e iguarias que essa terra produz.

À beira do rio cortinas de água envolvem as árvores, praias surgem em meio à selva amazônica. Emerge um boto cinza, um canoeiro atravessa o rio calmamente como se o mesmo fosse o abstrato da paisagem. Ao mesmo tempo que os passageiros com seus mochilões multicoloridos, multifuncionais e proparoxitonais familiares do Norte do Brasil, tem seu destino, seu job ou serviço a ser prestado com excelência, há também vários barcos e embarcações atracados e com seus ribeirinhos a pular, a pescar e a nadar nesse majestoso Rio Negro, ou melhor, Alto Rio Negro, com suas inúmeras e enigmáticas pedras ancestrais assim como a sua Gastronomia Amazônica... E sim! – Havia, sim, pedras em meu caminho!

Ao observar atentamente vejo que são imensas as rochas e os minerais com seus designs majestosos, imensuráveis e intocáveis assim como essa parte da floresta, com seu caminho cortado pelo nosso barco expresso, ficando para trás todo o respeito e zelo pela floresta, e sim nesse momento respiro água e sim os ribeirinhos sabem viver e sim há botos cinza enormes também no Alto Rio Negro, este mesmo rio calmo e silencioso onde apenas ouve-se o barulho do motor do barco expresso, um longo e reluzente tapete negro nos rodeia, e mais rochas ancestrais e mais botos cinza, do lado esquerdo tempo de chuva no horizonte e ao lado direito já não há cortinas de água elas agora dissipam e parece fumaça fazendo a floresta respirar e inspirar novas propostas gastronômicas que este chef Rômulo Moreira, vos relata. Incomparável tal beleza de seus rios, e sim há morros, serras e montanhas no Alto Rio Negro, a cada novo emaranhado de floresta e rio há cocção na cozinha do barco expresso afinal este também é um artigo gastronômico. Cardápio do almoço: carne guisada acém, com arroz branco, feijão completo, macarrão e legumes a vapor (cenoura, brócolis e couve-flor) na cozinha que mais lembra um closet de um loft na Avenida Paulista.

Nós gastrônomos nos adaptamos em quaisquer lugares e situação que nos insere. Afinal estamos aqui para levar a promoção da saúde e a recuperação da mesma também na Gastronomia. E a cada desvio das rochas e minerais ancestrais que nosso barco expresso trilha a equipe do mesmo nunca descansa, sempre verifica se tudo e todos estão confortáveis e em ordem na mais formosa sinergia com a selva amazônica. Voltando a beleza dessa floresta, imensas árvores tombadas à beira do rio formam imagens que qualquer arquiteto ou designer, desejaria ter em seu vernissage, o Sol surge em meio à floresta, só que esta, não se entrega fácil, é densa, é úmida e ácida é apelido, enquanto desbravamos os rios surgem mais praias, botos cinza, ilhas paradisíacas, a majestosa floresta sentia ali o momento em que o sublime aroma da carne cozida emanava da panela em plena cocção na cozinha loft.

 Continua...

Author: Rômulo Moreira

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