Aquela piadinha sem graça…
ago05

Aquela piadinha sem graça…

Há alguns anos comecei a escrever para o Xibé e por alguns motivos que eu mesma não recordo, parei. Mas o que interessa é que depois de alguns emails muito interessantes enviados pela ilustre Renata Paula, VOLTEI. E já aviso, voltei em negrito e capslock. Hoje por exemplo, tenho um tema muito interessante para compartilhar: a famosa piadinha SEM GRAÇA. Já faz mais de um ano que moro em Portugal e sim, existe preconceito com o brasileiro que aqui está. Logicamente que não são todos os portugueses que precisam separar o imigrante do nacional para sentirem-se à vontade, tanto é que fiz grandes amigos aqui nesse pouco tempo. Mas volta e meia sinto aquela velha preguiça social ao escutar comentários que, de longe, dá pra entender como xenofóbicos. Hoje, por exemplo, resolvi retomar minhas práticas de artes marciais. Quando ainda morava no Brasil, praticava Muay Thai e Jiu-jitsu. Realmente sinto falta da sensação de bem estar dentro e fora do tatame. Procurei um lugar no googlemaps, mandei mensagem pro responsável, marquei a aula experimentar e fui conferir a técnica pra ver se era aquilo que eu buscava. Até agora ainda não consegui digerir o mal estar e a vergonha alheia que o professor despertou em mim nos 75 minutos de aula. Sendo objetiva, ele conseguiu dizer, enquanto eu treinava socos no saco: "Nossa! Ela bate forte! É brasileira mas tem sangue português, está explicado! Sabiam que é por isso, que por causa do sangue português que brasileiro tem força? Está cientificamente comprovado! HA -HA-HA-HA-HA!" Caros leitores, façamos 10 minutos de silêncio agora, pois o espírito de 10 mil mestres de artes marciais foram jogados na lama depois dessa piadinha sem graça e xenofóbica. Quem pratica ou conhece um pouco da prática de artes marciais certamente sabe o que significa o tatame. Ele é o solo sagrado do mestre e do praticante, tanto é que não se entra no tatame sem cumprimentá-lo, não se entra com sapatos, não se come nele e em geral não se pratica em absoluto qualquer ato de desrespeito à tradição milenar de qualquer arte marcial. E esse professor conseguiu me convencer de que sim, é possível alguém ter alto conhecimento técnico de uma arte marcial mas não absorver 1% da filosofia e cultura que ela tem. Esse foi um pequeno exemplo, talvez sem grande importância pra muitas pessoas, mas que ilustra muito bem como somos capazes de ferir a inteligência alheia quando nos sentimos à vontade e seguros de nosso lugar social. Como professor esse homem deveria dar o exemplo não somente dos golpes a serem praticados, mas da conduta que aquela arte marcial requer do...

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Do Blues ao Punk: Vultos Vicerais
jul26

Do Blues ao Punk: Vultos Vicerais

Cá estou eu de volta ao notebook para apresentar-lhes um novo som. Não tão novo assim, a banda foi formada em 2016 com a proposta de fazer um rock alternativo regional com a sujeira punk com uma pegada blues. Este final de semana o quarteto se apresenta na programação da Virada Sustentável, às 20h, no Palco do Monte das Oliveiras, localizado na rua Guarapuava, 73, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus. A Vultos Viscerais é  composta atualmente por quatro integrantes, são eles, Tiago Smokers (vocalista), Caio Cinético (Guitarrista), Ed júnior (Baixista) e Jeff Willer (baterista). Formada em 2016, o vocalista da banda, Tiago Smokers, vindo com uma bagagem musical de peso no cenário do rock manauara por conta da sua antiga banda, Dexter Chapado, resolve dar uma nova roupagem musical já em sua nova banda, com influências claras ao Blues, punk, Tango, Stone Rock, Hard Rock anos 70, RockaBilli, MPB, rock Nacional, reggae, soul music, música psicodélica e influências regionais, a banda decide lançar seu primeiro CD: Vultos Viscerais Volume I. Com mais de 2.000 mil cópias vendidas no cenário manauara, a banda vem fazendo shows em todos os espaços undergrounds em Manaus, difundindo cultura através da música autoral, composta em solo amazonense. A banda Vultos Viscerais traz claramente em suas músicas a subversão do ser humano. Em suas letras, os sentimentos são expostos de uma maneira visceral, mostrando ao seu público que todos nós somos feitos de carne, osso e coração. É nesta pegada que rola a identificação com o público que, aliás, vem crescendo a cada dia, pois nós temos a preocupação de ocupar espaços distintos em todas as zonas da cidade, inclusive nos espaços mais periféricos, oportunizando a possibilidade de mais pessoas conhecerem a visceralidade do nosso som. No primeiro disco, composto por seis faixas, que retratam o convívio e cotidiano social e moral das pessoas, inclusive, sexualmente, resumindo assim os dilemas humanos de uma forma existencialista e empírica, não seguindo necessariamente seguindo um contexto conceitual das questões sociais que abarcam o cotidiano. Pra quem ficou curioso em conferir o som da Vultos Vicerais dá uma olhada no videoclipe que tá no canal no...

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No mundo de hoje é possível erradicar fome?
jul25

No mundo de hoje é possível erradicar fome?

Erradicar a fome e a insegurança alimentar, bem como assegurar a agricultura sustentável e a gestão de recursos naturais, são pilares centrais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e um pré-requisito para a realização de toda a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A FAO desempenha um papel importante na medição do progresso em direção à sua realização. A evidência mais recente disponível para esses alvos, no entanto, apresenta um quadro sombrio. O mundo não está no caminho certo para atingir a esmagadora maioria das metas de ODS relacionadas à agricultura sustentável, segurança alimentar e nutrição. Quatro anos na Agenda 2030, a regressão é a norma para quase todos os indicadores relacionados, com apenas algumas áreas refletindo algum progresso. O número de pessoas subnutridas no mundo tem crescido desde 2015 e está de volta aos níveis observados em 2010-2011. Em outras palavras, mais de 820 milhões de pessoas ainda estão com fome hoje. Os produtores de alimentos em pequena escala enfrentam desafios desproporcionais no acesso a insumos e serviços e, como resultado, tanto sua renda quanto sua produtividade são sistematicamente menores em comparação com os maiores produtores de alimentos. Cerca de 60% das raças de gado locais estão em risco de extinção nos 70 países que tinham informações sobre o estado de risco, enquanto o estatuto de risco permaneceu desconhecido para dois terços do total das raças locais de gado em todo o mundo. Apesar desta situação, menos de um por cento de um total de  7.760 raças locais de gado no mundo têm material suficiente armazenado permitindo que a raça seja reconstituída em caso de extinção. A conservação de material genético vegetal está um pouco melhor; Nos oceanos, estima-se que um terço do peixe seja sobreexplorado, com a fração mundial de peixes marinhos em níveis biologicamente sustentáveis ​​caindo de 90% em 1974 para 66,9% em 2015. No entanto, cerca de 30% dos países ainda têm um registro baixo ou médio de implementação dos principais instrumentos internacionais que combatem a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, enquanto cerca de 20% dos países têm um registro baixo ou médio de implementação dos principais instrumentos para promover o acesso de pescadores de pequena escala a atividades produtivas, recursos, serviços e mercados. Entre 2000 e 2015, o mundo perdeu uma área de floresta do tamanho de Madagascar, embora a taxa de desmatamento pareça estar diminuindo. Durante o período 2016-2017, os altos preços gerais dos alimentos afetaram mais de um terço dos países em desenvolvimento, um em cada quatro países da África e da Ásia Ocidental, e um em cada cinco países da Ásia Central e do Sul. Muitos desses problemas provavelmente...

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Espetáculo ‘Vacas Bravas’ estreia sexta-feira (12)
jul09

Espetáculo ‘Vacas Bravas’ estreia sexta-feira (12)

Construída sobre metáforas numa leitura subjetiva ao espectador sobre alguém que deseja não aceitar o que o outro impõe como afeto para não assumir as rédeas da vida é a proposta do novo espetáculo do Ateliê 23, “Vacas Bravas”, que estreia no dia 12 de julho, às 20h, na sede da companhia (Rua Tapajós, 166, Centro). A produção ficará em cartaz todas as sextas-feiras e sábados até o fim de agosto. Os ingressos ficarão disponíveis na bilheteria da casa por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada para artistas, estudantes, idosos e portadores de necessidades especiais). Todas as sextas-feiras estudantes que apresentarem comprovante estudantil pagam R$ 5 enquanto quem levar dois amigos pagantes, terá ingresso gratuito. Segundo o diretor e ator Taciano Soares, a questão da metáfora começa no nome do espetáculo, que se dá a partir do significado de vaca brava em Portugal. “Dá-se o nome de vaca brava à fêmea do touro enquanto a fêmea do boi chama-se vaca mansa. É a vaca mansa, então, o modelo de vaca leiteira que o homem transformou num mero produto de consumo, como se esse fosse o único motivo pelo qual as vacas existem. A partir disso, o eu-lírico da cena deseja ser vaca brava, alguém que não aceita seu destino de vaca leiteira, que não deseja ser simplesmente uma vaca mansa”, explica Taciano. “O espetáculo acontece em três territórios: o da mãe, do afeto e do artista, que são apontados em cena com desenhos no próprio cenário como, respectivamente, o que é grande e a gente não alcança, o que ocupa muito espaço na gente e o que é difícil ficar. ‘Vacas Bravas’ é o desejo sublime por algo bom, é sobre não aceitar o que é imposto, é tentar e falhar, mas continuar tentando”. Produção O Ateliê 23 produz, todos os anos, uma ou duas novas obras de teatro ou dança. “Vacas Bravas” é a primeira estreia de 2019, o processo de preparação e montagem aconteceu em dois meses, maio e junho. “Foi bastante rápido, mas intenso e suficiente para desenvolvermos esse conceito, quase filosófico, sobre o trabalho. Isso se dá pelo nosso movimento natural de estarmos sempre em processo”, comenta o diretor do espetáculo. “Não dá para negar que a obra acaba por ser autobiográfica em várias camadas, como tem sido a investigação do Ateliê 23 nos últimos anos”. Elenco renovado A peça conta com cinco atores no elenco. Além de Taciano, que também assina o cenário e divide a direção e dramaturgia com Jean Palladino, estão em cena Ítalo Rui, que já trabalhou em duas produções da companhia como “O Arquiteto e o Imperador de...

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Já conhece o trabalho dos Paikicés do Caprichoso?
jun24

Já conhece o trabalho dos Paikicés do Caprichoso?

A primeira alegoria levada para a concentração do Bumbódromo foi o módulo, com Nossa Senhora do Carmo, do artista Makoy Cardoso. Artistas e paikicés (empurradores de alegorias) do Boi Caprichoso realizaram uma procissão, com a alegoria de Nossa Senhora do Carmo, do galpão até a concentração do Bumbódromo na manhã de hoje(24), dia de São João Batista. No início do translado das estruturas, os artistas Makoy Cardoso e Juarez Lima, tomados de muita emoção, conduziram a alegoria, com orações, toadas, raça e força para pedir proteção divina. “Vamos levar Nossa Senhora do Carmo para que nos proteja neste festival, proteja os artistas do Caprichoso e do contrário e que o Caprichoso seja tricampeão”, clamou Makoy Cardoso. O presidente do Boi Caprichoso, Babá Tupinambá, se emocionou ao ver o primeiro módulo de alegoria deixar o galpão. O módulo, de 25 metros de altura, com a imagem da padroeira, o fez lembrar sua primeira função no boi azul e branco, de empurrador de alegoria. Babá Tupinambá é o primeiro paikicé a se tornar dirigente do touro negro bicampeão de Parintins. Ao ser abordado pelos jornalistas, ele lembrou das dificuldades da temporada. “Empurrador de alegoria, foi assim que minha história começou... Eu sempre quis fazer o melhor por esse boi. Só peço que Deus nos abençoe, nos conduza às três noites, sem acidentes. É isso que queremos, fazer um festival bonito, um festival que nos dê esse tão esperado sonho que é o título de tricampeão. Eu confio muito em Deus, eu confio muito em nossos artistas”, comentou o dirigente, em meio as lágrimas. Juarez Lima, com um terço na mão conduziu os paikicés e artistas como se estivesse em uma procissão. Ao chegar na concentração do Bumbódromo, o artista se ajoelhou diante da arena e, em silêncio, fez orações. De acordo com um dos diretores de arena do Boi Caprichoso, Zandonaide Bastos, 165 empurradores de alegorias fazem o translado de 120 módulos para as três noites de espetáculo. "Estão sendo conduzidos para a concentração as alegorias da primeira e segunda noite do festival",...

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Garantido festeja dia da promessa a São João
jun24

Garantido festeja dia da promessa a São João

O Garantido cumpre a tradição, no Dia da Promessa do Mestre Lindolfo a São João Batista neste dia 24, com ampla programação religiosa e de festa nas ruas. As 18 horas, inicia a Ladainha a São João Batista por membros da família Monteverde e Velha Guarda da Baixa. Em seguida às 20 horas, o Boi Mais Campeão de Parintins sai às ruas brincando ao redor das fogueiras na última saída antes do festival folclórico de Parintins. A data é tradicional e está há décadas fixada no calendário de eventos do Boi do Povão. Além dos cantores oficiais no trio, o Boi da Promessa vai com Batucada, Comando Garantido, Garantido Show pelas ruas Lindolfo Monteverde, Armando Prado, Álvaro Maia, Avenida Amazonas até a Catedral do Carmo. "O Garantido tem tradição, religiosidade e muita alegria para seu povo. A saída deste 24 não deixa de ser um momento de comemoração antecipada pelo grande trabalho que desenvolvemos para o nosso 32º campeonato" , afirmou Fabio Cardoso. Texto: Márcio Costa Fotos: Élcio Farias e Justino...

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