D.Régis sem barreiras do hip-hop ao reggae

Bem ticadinho, dia 23 de maio tem Baré Com Escama mais uma edição da receita que incentiva a música a mistura os ritmos com uma pitada de regionalidade. Dessa vez a festa é na Cervejaria Fellice, no Studio 5, Distrito Industrial. Ingressos R$10 na bilheteria do local. No palco um mix da boa música baré das bandas Alaídenegão, Cabocrioulo, Casa de Caba e o hip-hop do D. Régis + QTZ. Quem tá com novidades é o rapper Régis Braga de Menezes, após quatro anos, ele deixou o grupo Ritmo e Poesia e agora segue solo com várias parcerias. D. Régis, novo apelido que ganhou para dar vida a nova fase. 10172630_1376410396014007_6100672240783049319_n

RP: Como foi o start em ser solo?

Régis: No final de 2014 mesmo na junção de letras antigas e beats do meu amigo DK. Já fiz na música Retrato participação Igor Muniz gravado no LadoBomRec, Coração da Floresta e Estilo Zincardido com produção dos instrumentais de DK e Quatorze, que também é mais uma homenagem a todos os amigos do movimento Hip Hop em Manaus especialmente a equipe Roda de Rima que sempre lutaram pra organizar um evento que reúne todos os elementos em ambiente público

RP: Como tem sido as apresentações?

Já me apresentei no Mapinguari Rock Bar, Tortugas Rockbar no evento da Opção Sonora, tive privilégio de cantar com a Banda Dirigível no Mapinguari nas quintas do Reggae e no próximo dia 23, junto com o grupo Quatroze.

RP: Como tá sendo essa nova fase? É um novo Régis que tá nascendo?

R:Não um novo Regis e sim o D Regis que sempre gostou de música além do Rap batida seca ao Ragga e o Reggae que sempre estarão inseridos na minha vida. Vou continuar cantando Rap, Ragga, Reggae deixando sempre estampado meu jeito caboclo Manauara de viver.

RP: O que vem mais por ai?

R:Vai vir também em breve produção de OLX no Zumbistudio. https://m.soundcloud.com/olxherick

RP: É isso que você tem ouvido?

R: Também, to ouvindo Quatorze, Jonhy Jack Mesclado, Canguru Zurado, Black Alien, Yelow man.

RP: E esse D é de dub?

Não (risos). Apelido mesmo pelos amigos do meu bairro Aleixo.

RP: Tu sente de alguma forma saturado com o rap tradicional? É uma necessidades da essência principal?

De nenhuma forma gosto de vários estilos e linhas diferentes o que é mas importante é ser verdadeiro no rap tendo sempre liberdade diante do que escrever e sempre colocando a realidade de cada um, o cotidiano diário e ralado do pobre. Sem pagar de miséria e tal mas se ficarmos calado no conformismo tentando apenas ser mas um na multidão acaba enfraquecendo a ideia. A essência principal é o que o cotidiano atual de cada cidade ou região faz através do rap. Em todo Brasil hoje existe muita coisa boa, mas muitos são vistos por sua conduta, tipo o cara começou maior humilde depois explodiu ganhou muita grana e suas atitudes acabaram se tornando desrespeito e como a galera diz um rapper modinha.

RP: Mas tem alguma coisa que te incomoda?

Não.

RP: O que ainda te impulsiona a fazer rap?

O olhar da criança pedindo esmola em frente ao supermercado a falta de assistência e saúde com a população tudo voltado descaso ao ser humano essa Babilônia de enganação tanto pela mídia como daqueles que deveriam trabalhar e dar melhor de si para o povo fazem o inverso.

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Renata Paula

Author: Renata Paula

Jornalista profissional, editora de conteúdo do Portal Xibé e repórter nas melhores horas.

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