Papa Francisco nomeia superintendente da FAS na Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano
maio03

Papa Francisco nomeia superintendente da FAS na Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano

O superintendente geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e engenheiro florestal, Virgilio Viana, foi oficialmente integrado à Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano. A cerimônia aconteceu na última sexta-feira, dia 29 de abril, no Vaticano, localizado na Itália, que é a sede da Igreja Católica e residência oficial do papa. O evento foi realizado na simbólica Sala do Consistório, que fica no terceiro andar do Palácio Apostólico. É uma sala especial, decorada com afrescos e tapeçarias de mestres italianos, onde os papas tomam suas decisões com o colegiado de cardeais. Foi nesta sala que o Papa Bento XVI anunciou a sua renúncia aos cardeais. Virgilio Viana entra para a academia, que é um grupo de especialistas de confiança do papa, para dar conselhos sobre meio ambiente, mudanças climáticas e Amazônia – temas prioritários para o papa Francisco. “Foi um momento muito emocionante, considerando o carinho que o Papa Francisco me recebeu, expressando sua grande preocupação pelo futuro da Amazônia”, afirma Virgilio. “Ao receber a insígnia dada pelo Papa, senti um senso de responsabilidade renovada para contribuir com os grandes desafios da humanidade, num período marcado por guerras, desigualdades sociais crescentes, fake news e mudanças climáticas”. Sobre Virgilio Viana Virgilio Viana é engenheiro florestal e PhD em Biologia pela Universidade de Harvard, foi presidente da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia (SBEE) e, atualmente, é presidente da Associação Paulista de Engenheiros Florestais (APAEF) e membro da Comissão The Lancet COVID-19. Ele atua em defesa do meio ambiente e da Amazônia, já publicou diversos livros e artigos sobre temas relacionados a mudanças climáticas, manejo florestal e agroflorestal, entre outros. À frente da FAS, é responsável por uma série de projetos que transformam a vida de milhares de pessoas, principalmente de ribeirinhos e indígenas que vivem na Amazônia profunda. Sobre a FAS Fundada em 2008 e com sede em Manaus/AM, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil e sem fins lucrativos que dissemina e implementa conhecimentos sobre desenvolvimento sustentável, contribuindo para a conservação da Amazônia. A instituição atua com projetos voltados para educação, empreendedorismo, turismo sustentável, inovação, saúde e outras áreas prioritárias. Por meio da valorização da floresta em pé e de sua sociobiodiversidade, a FAS desenvolve trabalhos que promovem a melhoria da qualidade de vida de comunidades ribeirinhas, indígenas e periféricas da Amazônia. Créditos das imagens: Gabriella...

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Manart lança estampa inspirada na obra de Rakel Caminha
ago13

Manart lança estampa inspirada na obra de Rakel Caminha

Manaus- Nesta sexta (13), a partir das 18h30 (horário de Manaus) através do site www.manartgaleria.com e redes sociais, ocorre o lançamento da mais nova estampa da Manart Galeria “ARTETEATRO”, inspirada na obra “Alterego da Amazônia- ArteTeatro” (2021) da artista visual Rakel Caminha, que faz referência, de uma forma pop, através de recortes e colagens, ao principal símbolo Cultural e Arquitetônico do Estado, o Teatro Amazonas, fundado em 1896, que preserva parte da arquitetura e decoração original, com estilo renascentista e eclético, tombado em 1966, como Patrimônio Histórico Nacional. Vida e Obra da Artista A Artista visual Rakel Caminha Autodidata e apaixonada pelas artes, desde a infância, além de publicitária por formação acadêmica, com passagem pelos cursos de direito e design (UFAM), a artista visual Rakel Caminha é uma das mais promissoras apostas do cenário das artes visuais local. Expressões altruísticas da artista visual Rakel Caminha Para Rakel, “Arte é expressão, é fazer com as mãos – ou com o corpo inteiro – e coração. Por isso, desde sempre, antes mesmo de que eu pudesse raciocinar sobre tal fato, eu gosto de me expressar: através da dança, do desenho, da escrita ou de qualquer outra coisa. Às vezes o processo é orgânico e intuitivo, às vezes é milimetricamente pensado. Mas quando ali está eu percebo que é uma parte de mim para o mundo, é uma forma de passar por ele, marcando-o da mesma forma que ele me marca.“ Em seus trabalhos, a artista costuma combinar linguagens diversas (não só artísticas) com muita liberdade e produz obras de grande expressividade, que de modo geral, unem pintura, colagem e técnicas gráficas, e promovem um diálogo poético entre o real e o surreal através de uma estética semiótica dedicada à arte, ao caos, aos sonhos e ao existencialismo, cujas principais referências estão mais voltadas para a arte contemporânea como cubismo, expressionismo e surrealismo. “Meus temas no geral são surreais, existenciais, brincam com a realidade. Esses últimos tempos, eu senti necessidade de falar mais sobre a natureza, ecologia e me dediquei a isso como uma forma de fazer a diferença para o mundo; já que estamos num ritmo que o planeta não aguenta. Se a arte toca e sensibiliza, ela também pode fazer refletir, impactar, mudar, florescer. “ Declara, Rakel. Uma artista de múltiplas fases Rakel Caminha, a camaleônica, a metamorfose múltipla da artista visual “Eu sou muito sensível. Um camaleão! Sou de Metamorfoses. De fases. Uma estudante da vida – e também apreciadora. Sou de fato muitas; muitas coisas, sentimentos, pensamentos – que se misturam. Sou quase tudo coração. Um pouco de razão. Busco me expressar para me entender melhor por dentro,...

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O “Tio da merenda” que o aluno aprovou na merenda escolar de Manaus.
mar08

O “Tio da merenda” que o aluno aprovou na merenda escolar de Manaus.

Cardápio apresentado pelo merendeiro escolar Bruno Raphael. Assim que assumi a atividade de merendeiro escolar, me perguntaram o porquê um chef de cozinha, gastrológo, mestre e professor universitário se submeteria a essa função? Com o início dessa nova jornada, algumas pessoas me perguntavam: “Você lava louça? Você lava panela?Você limpa chão? Você limpa freezer?” As receitas elaboradas pelo merendeiro escolar Bruno Raphael. E a minha resposta sempre foi a mesma: “Tenho maior orgulho do que faço, só Deus e minha colega de trabalho @cristinanascimento sabem o que realmente é a nossa função”. Levar alimentação saudável não é a única proposta dos merendeiros, mas também ouvir os alunos e saber do que eles gostam e tentar, de certa forma, mudar seu hábito alimentar e explicar a importância de cada alimento que utilizamos no preparo das refeições. A cartilha foi gerada a partir da aprovação do projeto junto a FAPEAM. E para todos eu digo: SIM, eu amo o que faço, SIM eu lavo louca, panela, chão, coifa, fogão; limpo freezer, organizo estoque e muito mais. Bruno Raphael, chef de cozinha, gastrológo, mestre e professor universitário, e o principal, merendeiro. Sou o merendeiro da Escola Estadual Deputado Josué Cláudio de Souza e por amor à profissão e aos meus queridos sobrinhos, porque assim que eu assumi a função fui batizado carinhosamente de: “TIO DA MERENDA”!...

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O mise en place do chef no Prêmio Dólmã 2021
fev23

O mise en place do chef no Prêmio Dólmã 2021

Atuo há 22 anos no segmento de alimentos e bebida, com passagens em diversas funções, de copeiro a chef de cozinha, em restaurantes renomados como o Chez Geroges, Bar & Café Lè Brasilien e Cassino Americano. Conto também com a experiência e disciplina que obtive como cozinheiro na Marinha do Brasil, chegando até a compor a equipe de preparações de pratos para a alta cúpula militar da Holanda. Possuo 06 anos como docente do Ensino Superior, lecionando em três Universidades de Manaus (FAMETRO, UNINASSAU e CIESA), além de módulos em Pós-graduação da UNIVEL (Cascavel-PR) e na FAMETRO (Manaus-AM). Sou servidor público do Estado do Amazonas contribuindo com a melhoria da merenda escolar. Desde 2012 faço parte de um grupo de pesquisa vinculado ao CNPq, com atuação em projetos de pesquisa e popularização da ciência envolvendo o reaproveitamento e a elaboração de novos produtos alimentares com ênfase nos insumos amazônicos. chef, docente, gestor e gastrólogo Bruno Raphael Leitão, candidato ao Prêmio Dólmã 2021 na categoria estadual Amazonas. Há 05 anos atuo também como empresário do ramo de alimentos e bebidas na empresa Bar e Restaurante Taberna 88, onde participo do gerenciamento e desenvolvimento do cardápio. Desde 2016 participamos do evento nacional Comida di Buteco, conquistando o vice-campeonato nesse mesmo ano. Tenho experiência na área da Gastronomia desenvolvendo linguiças, defumados e queijos artesanais, produtos da panificação e confeitaria, cozinha brasileira de raiz com foco na regional amazônica, ministrando aulas show em eventos gastronômicos (FIGA – Feira Internacional da Gastronomia Amazônica e MANAUARA CHEF) ajudando a difundir a gastronomia Amazônica Brasil a fora; e na Tecnologia de Alimentos realizo trabalhos voltados a análise se alimentos, análise sensorial, desenvolvimento de novos produtos alimentícios, analises microbiológicas e vida de prateleira. Atualmente venho prestando serviços de consultoria para estabelecimentos de A&B da nossa região. Clique aqui para votar no Prêmio Dólmã 2021 Print da página de votação dos internautas do Prêmio Nacional Dólmã – Categoria Estadual...

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Flamanal Basketball: Sua história pertence a todos que a construíram
fev16

Flamanal Basketball: Sua história pertence a todos que a construíram

Quando envelhecemos parece que nos tornamos verdadeiros contadores de histórias, mas poucos são aqueles capazes de contar histórias das quais tiveram a felicidade de se tornarem parte integrante delas, são aqueles marcados pela própria história que construíram, são aqueles capazes de fazerem e refazerem sem interesses pessoais escusos, são aqueles que não são oportunistas e nunca se apoderam do que outros fizeram, porque o fazem pelos outros e não por si mesmo, na maioria das vezes acabam até mesmo passando despercebidos, mas deixam um legado para as gerações futuras que nem mesmo sabem como tudo começou e porque começou. É sob a égide do texto acima que os senhores me permitam descrever uma parte da história do basquetebol do Amazonas na cidade de Manaus e chegar a mais uma triste e dolorosa notícia entre as muitas que nosso estado tem sofrido com a pandemia do coronavírus, chamado pelas autoridade de SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19 que tem devastado as famílias amazonenses. A quadra de Street-Basket do Flamanal Basketball Por volta do ano de 1985 deixei o centro da cidade no bairro de Aparecida para residir no bairro hoje conhecido como Planalto no Conjunto Habitacional Flamanal, ainda poucas casas eram na época ocupadas e dois anos depois já em 1987, erguemos a primeira tabela de basquetebol feita em madeira na Rua Orquídea em frente a casa 12 na Quadra I e começamos a ensinar crianças e adolescentes o esporte basquetebol, com apenas um único objetivo, que pudéssemos juntos jogar basquete na rua, o conhecido jogo na contemporaneidade como “jogo de trincas ou 3X3”, a necessidade e o interesse de todos fizeram com que erguessemos a outra tabela de madeira e fizemos uma pequena quadra e o jogo 3X3 se estendesse pela rua em largura e muitos aprenderam a jogar e se apaixonaram pelo esporte. Mas como o esporte sempre incomoda os que não o praticam porque não sabem de seu verdadeiro valor ético e moral para a sociedade e sua juventude, o basquetebol na rua evidentemente passou a incomodar moradores e foi assim para evitar conflitos desnecessários que em 1990 após recebermos uma doação de duas tabelas de basquetebol de ferro da então Diretora do Colégio Amazonense D. Pedro II, foi que ocupamos a Rua Bergênias e instalamos em definitivo ao que já era desde 1987 a primeira quadra de Street-Basket do Amazonas, onde permanecemos até os dias de hoje dividindo o espaço com a Praça das Flores.Neste local de mais de 30 anos ininterruptos de ocupação livre e despreocupada com o tempo, muitas gerações passaram e foram formadas e ainda nos dias de hoje cerca de oitenta pessoas entre...

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Música de Quintal edição de Carnaval com Marinho Saúba
fev15

Música de Quintal edição de Carnaval com Marinho Saúba

A vida do músico amazonense Marinho Saúba é embalada pelas práticas mais comuns da cultura do trabalhador brasileiro. Religião, Futebol, Samba e Carnaval estão presentes nesta trajetória de aprendizagem e atuação comprometida dentro da música manauara. Marinho foi criado no bairro da Praça 14, nos terreiros e batuques de candomblé da Dona Naza, sua tia e vizinha, uma presença constante desde sua infância. Após, este período inicial de formação, aos 15 anos de idade, passou a atuar dentro da escola de samba Vitória Régia mesmo mantendo conexão com outras práticas populares como a fuga do boi. Marinho defende a ideia de que samba é mais do que apenas música. É algo marcado por práticas coletivas através de uma convivência dentro de um grupo ou de uma comunidade. A percepção dessa experiência mostra sua condição de classe já que a luta pela sobrevivência material foi decisiva nos rumos da vida musical de Marinho. Por um momento importante em sua vida cultivou o desejo de torna-se jogador de futebol, prática que lhe deixou boas memórias e o nome artístico que até hoje carrega. Saúba era a formiga símbolo do clube de futebol rodoviária no qual seu tio Raimundinho jogou e que lhe foi de grande inspiração. Porém, a necessidade de manter o emprego na empresa de construção civil Flávio Espírito Santos, o levou a abandonar o sonho do futebol e passar a se dedicar a música profissionalmente, pois esta permitia a conciliação com seu emprego. Era início da década de 80, os operários do polo industrial de Manaus organizavam-se sob o impulso do novo sindicalismo da CUT, na esteira da transição democrática e do movimento de Diretas Já, a cidade vivia o processo de expansão capitalista e urbanização selvagem com enormes impactos sociais, sendo este também o momento em que a música amazonense integra-se na indústria fonográfica nacional com a gravação de vários discos de artistas locais. Foi neste contexto que, em 1985, Marinho foi contratado como músico percussionista pelo Hotel Tropical integrando a equipe de trabalhadores contratados por carteira assinada. Um conhecido espaço de trabalho dos músicos na cidade, o Tropical Hotel, fundado em 1976, foi lugar por onde passaram músicos importantes em Manaus. Entre estes estiveram Reginaldo Patriarca, Lili Andrade, maestro Jerê, Almir Fernandes, Bernardo Lameira, Rinaldo Buzaglo, Cocó, Junior Curubão, Beto Beiçola. Se a forte cultura popular da praça 14 foi sua alfabetização, a experiência com estes grandes músicos foi uma verdadeira faculdade pois enriqueceu significativamente sua musicalidade. Resultado deste intercâmbio foi a incorporação da bateria em seus trabalhos musicais. Os mercados musicais se expandiam e o músico amazonense participou da evolução deste processo. Com os grupos Sucesamba...

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