Aury Lenno: Banda Kohva
nov15

Aury Lenno: Banda Kohva

Ultimamente tem se falado bastante em Resistência e acabam esquecendo do que está na essência da palavra: Existência. Uma nova leitura sobre a colonização e os primeiros povos habitantes dessa terra é a proposta da banda parintinense Kohva. A Ilha Tupinambarana já é famosa por exportar artistas de diversas áreas e com as mais profundas inspirações. Desta vez, reuniu um quarteto inusitado num projeto de Thrash Metal Crossover Indígena. Quem conta melhor sobre esse foco na valorização étnica originária é o compositor e vocalista Aury Lenno. Além de Aury que também toca flauta, a banda é formada por Ademar Machado (bateria), Luciano Ribeiro (contrabaixo) e João Victor (guitarra). Com dois anos de formação, todos ajudam nas composições. A Kohva já tocou em Parintins, Maués, Nhamundá e Boa Vista dos Ramos. Iniciei o meu texto falando sobre a resistência, é bem a pegada de vocês não é? Vocês produziram o próprio material? Sim. Produzimos no Victor Edition o primeiro álbum: “Balas e Flechas”. Agora, estamos na terceira música do segundo, com muitos rascunhos de músicas e letras! Rifs etc! Somos 100% autoral. Vocês tem a causa indígena como principal tema de atuação. Vocês fazem parte de alguma tribo? Estamos geograficamente ligados aos povos Satere Maué, sabemos um pouco da história de resistência desse povo! Mas defendemos a cultura originária, seus valores, costumes como um todo! Cremos que a palavra não seria exatamente usar e sim, defender! Defendemos nosso chão, nosso meio, a cultura indígena. É a cultura que preza a preservação, pensamos que todos tem que aprender a cultura de preservar para garantir um futuro! E também falamos muito do contexto histórico que culminou o que somos, o processo de colonização, o estupro da matria originária pelo patriarcado europeu que a violou e roubou para apelidar depois de Brasil! Qual a real intenção de relacionar o som à causa indígena? Temos a intenção única de levar um alerta. Mostrar aos descendentes dos povos que temos que dar valor no que é nosso! Para não perdermos mais o que ainda resta! Kohva é um buraco para o que está morto, mas também para pôr uma semente para nascer uma nova vida! E a consciência de quem somos nós temos que manter viva! Esses são indígenas Karitianas do projeto chamado Sonora Brasil! Que valoriza as músicas indígenas e seus valores! Fomos nesse evento prestigiar a atitude deles e trocar ideias sobre o nosso som! Muita gente já conhece os talentos do boi-bumbá mas o que pouca gente conhece como funciona a cena rock e metal em Parintins? Rsrs! Cena aqui! A definição de cena seria algo como um movimento onde haveriam bandas...

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Pacato Plutão: Alimente Sua Cabeça
out20

Pacato Plutão: Alimente Sua Cabeça

Mais ativa do que nunca, a banda Pacato Plutão traz novidades. Com 11 músicas gravadas a banda lançou o videoclipe da primeira intitulada "Alimente Sua Cabeça" nesta semana no canal do YouTube. Para saber mais sobre esse lançamento, conversei com o guitarrista Leonardo Lima para saber tudo sobre os novos passos da banda. "Alimente sua Cabeça" teve seu clipe lançado esta semana no canal do YouTube da banda Pacato Plutão.Eu li que a música foi escrita há mais de 20 anos é isso mesmo? Sim. A letra foi escrita pelo amigo e grande escritor premiado hoje com varios livros lançados Tadeu de Melo Sarmento quando tinhamos uma outra banda de musica autoral em manaus a 20 anos atrás chamada "Charlie Perfume" que inclusive entrou no primeiro disco da banda que tinhamos nessa época. Como foi essa garimpada? Eu sempre achei essa letra muito forte e a uns 4 anos atrás resolvi fazer uma nova musica para a letra de "Alimente sua Cabeça" e hoje mas do que nunca a letra é muito atual em relação a tudo que estamos vivendo. De quem é a direção do clipe?  A produção e direção do clipe foi do Manaus Macaco um grande artista plástico com varios trabalhos nessa área de audio visual. Vocês também estão gravando o disco certo? Como tá esse processo? Sim, o disco foi gravado todo aqui em Florianópolis em formato ao vivo dentro do estúdio e será finalizado em Manaus pelo produtor e músico Bruno Prestes. Como ele vai se chamar? A princípio não temos um nome de imediato para usar como titulo do disco mas com certeza iremos escolher um já que o primeiro disco saiu apenas com o nome da banda. Quem fez parte da gravação? CynaraLima LeonardoLima Thomaz Campos (AJ) Anastácio Júnior A banda tá com quanto tempo em atividade num total? 5 anos E com essa formação? Um ano mais ou menos Do Norte ao sul, do calor para o frio.  Com está sendo a experiência de tocar em Florianópolis? Muito boa apesar de estarmos tocando muito pouco nesse momento, tivemos a oportunidade de conhecer e tocar com muitas outras bandas com trabalhos incriveis e isso nos ajudou a divulgar bastante nosso trabalho em SC. O que mudou de lá pra cá?  Muitas coisas principalmente a sonoridade e diversidade das músicas nesse novo álbum por conta justamente do local que estamos vivendo e todas as influências que chegam até nós. Quais são as próximas cartadas da banda?  Vamos finalizar o disco em Manaus e fazer clipes para todas as músicas do álbum e consequentemente divulgar o máximo possível. Sem mais delongas, segue abaixo o...

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Marcos Terra Nova
out14

Marcos Terra Nova

Fãs da banda Espantalho podem relaxar o coração porque tem novidade no ar. Calma! Não é a volta da banda, na verdade é o cantor e compositor Marcos Terra Nova que tirou a teia dos instrumentos e preparou um material novinho e totalmente independente. Pra conhecer mais sobre a ideia os singles "Estado de Direito" e "No Olho do Furacão", troquei algumas perguntas pro músico, segue abaixo: Vi que você tá morando em Floripa, esses novos ares contribuíram pra esse retorno aos estúdios? Contribuíram sim, mas ao seu modo e proporção. Não exatamente influenciando de forma tão determinante, mas talvez trazendo alguma característica mais madura ao trabalho, que está se situando entre uma pegada mais orgânica e ao mesmo tempo mais sintética. Na verdade, quando vim para o sul procurei me desligar de algumas coisas por um tempo e isso também incluía a música. 2016 foi uma espécie ano sabático para então eu começar a arranhar novos acordes. De qualquer forma a ideia de lançar um projeto novo já vinha sendo gestada antes mesmo do fim da Espantalho, e que eu estava apenas prorrogando. Quanto à produção técnica ela acontecem em home-studio mesmo, ou seja, nada de estúdios profissionais, o que exige um trabalho de captação, edição e acabamento bem mais acurado de minha parte, mas que é bem válido! Estou perto da natureza, relativamente afastado da bagunça urbana e isso ajuda bastante! Não há um relógio contando os minutos para iniciar ou terminar uma gravação. O processo ocorre gradativamente a seu próprio tempo! Quero saber a ficha técnica, quem gravou contigo? Parcerias? Novidades?  O trabalho é realmente solo. As ajudas que recebo são feedbacks das faixas em fase de pré-produção, que envio para alguns amigos, sentindo onde estou errando ou acertando! E essas dicas e críticas são realmente providenciais. Os arranjos são todos feitos e gravados por mim mesmo e isso acabou ocorrendo por dois fatores: 1º pela questão logística que dificulta o processo de produção em parceria, ainda que existam os meios digitais para isso, percebi que não conseguiria manter um fluxo de trabalho satisfatório com os potenciais parceiros; 2º Aceitei a situação como um desafio de crescimento na parte de produção, uma oportunidade única de aprimorar as técnicas de gravação e mixagem. Já que se trata de um álbum solo, porque não fazer ele realmente dessa forma? Mas a ideia de produzir músicas com parceiros é latente e certa! Novidades ficam por conta de algumas faixas mais intimistas onde extremos serão fundidos como um violão folk embalado por um som mais sintético, com abertura para a total experimentação de texturas sonoras distintas. Tem até um cover...

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Escritora Carol Peace lança “A ponte”
ago15

Escritora Carol Peace lança “A ponte”

Reflexões, conspirações e ficção científica, a advogada e escritora Carol Peace vai lançar neste fim de semana o livro intitulado “A Ponte”. Conhecida por contos literários e ilustrações, ela decidiu se envolver ainda mais com a literatura. Confira a baixa a entrevista que fizemos sobre o lançamento: Primeiramente, do que se trata o livro? Se fosse defini-lo em três hashtags, quais seriam? “A Ponte” é um conto que se passa em um futuro (não tão distante) devastado pela guerra e pela ganância das grandes corporações. Theo Moraes é um jovem sem qualquer perspectiva para o hoje (e tampouco para o amanhã) que deseja apenas sobreviver em um mundo dominado por uma ditadura cruel. A história é contada do ponto de vista do Theo, enquanto ele começa a entender toda uma conspiração genética que se desenha ao redor dele. Eu usaria as hashtags #distopia #ficçãocientífica e #Manaus, porque é um conto ambientado aqui em nossa cidade. Lançar algo novo é se reconhecer em outra função? Como está sendo esta experiência? Bem, eu sempre escrevi, por assim dizer. Fato é que no momento em que fui alfabetizada já usava as palavras escritas para me expressar no mundo. Muitas pessoas apenas me viam como ilustradora e colorista, no entanto, já tenho vários trabalhos publicados, tais como: contos e, até mesmo, um roteiro para revista em quadrinhos. A função de autora, todavia, não é nada fácil. Você se expõe e se torna uma pessoa pública, por assim dizer. Você deve passar a ter muito cuidado com as suas opiniões e posicionamentos, algo que somente com a maturidade que tenho hoje consigo gerenciar. Que tipo de materiais e formatos artísticos você já lançou? No quesito literário, além de autopublicar muito material, tive alguns contos publicados por editoras e revistas nacionais. Pela Editora Draco publiquei o conto TK2K em uma coletânea chamada “Samurais X Ninjas”. É uma distopia com ares cyberpunk em que cunhei um herói bastante improvável. Contar mais do que isso estragaria a surpresa, mas para quem tiver interesse, é possível adquirir a história no site da Draco. Na revista Trasgo publiquei a história “Você está morto, Jesse Danvers”, que também é uma distopia cyberpunk, contudo a temática é bem mais adulta, uma vez que escrevi voltado para o público LGBTA+. É possível ler a história pelo site da revista Trasgo. Também publico webnovelas (histórias publicadas online), dentre as quais posso citar a mais conhecida “A Ordem do Amanhã”, em que conto as desventuras de vários personagens com poderes que são tudo, menos heróis. Você pode ler a primeira temporada no site: http://tomorrowsorder.tumblr.com/ (lá você também encontra links para minhas outras webnovelas). Além disso, fiz...

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Conheça o Keloide no DaVárzea das Artes
jan06

Conheça o Keloide no DaVárzea das Artes

Keloide vem do nome biológico Queloide, uma cicatriz protuberante avermelhada e que geralmente incomoda por ser esteticamente indesejável. O evento de estreia será hoje, a partir das 21h no espaço cultural DaVárzea das Artes, no Parque Dez, em Manaus. O nome Keloide dá vez a um projeto que surge com a ideia de problematizar, trazendo na bandeira o diferencial de oferecer mais conteúdo cobrando menos. Daí surgiu o conceito do Coletivo Keloidal formado por Rômulo Paixão, Amanda Zuany e Matheus Mady. De acordo com Rômulo, incluir minorias é uma das propostas "É uma desconstrução! Uma analogia com a resistência às opressões e ao que é colocado como feio e indesejável diante de uma cidade que ainda encontramos um muro conservador de festas branco-normativas", explicou o organizador que também garante uma nova pegada urbana modernizada. O som da festa seguirá das vertentes da música eletrônica, onde podemos encontrar o estilo conhecido como techno industrial que prima pela utilização de ruídos, sons inesperados e estruturas antimelódicas (uso de fontes não-musicais, como sintetizadores e guitarras distorcidas, timbres metálicos, ruídos plásticos, sons de sucatas entre outros sons tirados de instrumentos "não-convencionais"). Junto com ele também entram o Dharma o som noise/synth de Moga. Continue lendo para saber mais sobre a programação.  A ligação cultural com essa atividade é exclusivamente underground e vanguardista, sendo valorizados elementos da arte moderna como abstracionismo, dadaísmo e surrealismo, além de uma mentalidade contracultural. O que rolar na pista ficará por conta de Dj sets e além disso também haverá a divulgação de trabalhos autorais de artistas locais como o projeto ARAM que é um duo eletrônico experimental. Ainda na trilha sonora tem o minimal techno Funkadona, ainda no comando do som MADY , também na pegada industrial/techno TVYRUS performances de MAWÚ E UÝRA SODOMA, um trabalho audiovisual de Ellen Alencar que foi produzido especialmente para o evento, exposições do artista Francisco Ricardo e um Live Painting que em tradução livre significa Pintando ao vivo, pela artista Nadja Kristhina do Coletivo Golden Girls de Manaus.  " É muito importante também o espaço das mulheres no nosso evento, desde a responsável do espaço, até segurança, dj's, artistas... é um espaço sem preconceitos, homofobia, racismo, machismo, etc". (Rômulo Paixão, um dos fundadores do Coletivo Keloidal). O projeto Coletivo Keloidal, sendo novo, despretensioso nesse diferencial de desconstrução iniciou bem tímido. Porém para surpresa de Rômulo, ao apresentarem a proposta ganhou o apoio de alguns artistas que se identificaram com a ideia. Este primeiro momento, a dedicação está focada no ativismo do coletivo Keloide, futuramente não descarta a possibilidade de novos eventos ligados ao mesmo. Esperamos que o público, que já tem se portado bem interessado nas redes sociais...

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Casa de Caba lança 1º CD no Largo São Sebastião
jul23

Casa de Caba lança 1º CD no Largo São Sebastião

Depois de dois anos em processo de gravação, a banda Casa de Caba lançará seu primeiro álbum que levará como titulo o nome da banda. Composto por 5 faixas autorais produzidas pelo produtor musical Bruno Prestes, e uma faixa bonus extra produzida por Magaiver Santos e Isaac Guerreiro, o disco será lançado na próxima quarta­feira, 27 de julho, no largo São Sebastião, no tradicional Tacacá na Bossa. Formada em 2012, a banda é composta por sete músicos, Magaiver Santos (Voz e Violão); Jeorgio Claudino (Voz e Guitarra); Samir Torres (Voz e Baixo); Alfredo Jatobá (Flauta); Paulo Pereira (Percussão); Erika Tahiane (Percussão); Josias Moraes (Bateria) e Anália Nogueira na produção executiva, e já teve também em sua formação participação de Moises Costa na guitarra. Definido pela própria banda como afro­roque, o som é forte, marcante e tem influência no mangue beat, movimento cultural originado na década de 90. A mistura de ritmos é o diferencial proposto,  que norteia a música da banda. Desde seu principio é a experimentação, com base na liberdade de criação de cada um dos sete integrantes com suas bagagens sonoras próprias de cada um, proporcionam um circuito entres diferentes ritmos, maracatu, afoxé, baião, indo do forró xoteado ao rock’n roll, sem estacionar em nenhum. Os hits “Janaina”, “O Cacto”, “Ogum”, farão parte desse registro que a partir do dia 23 de Agosto será disponibilizado a download nas plataformas digitais. Produzido por Bruno Prestes, produtor musical desde 2011, importante fortalecedor da cena musical de Manaus, já gravou e produziu CD da banda Tucumanos, Johnny Jack Mesclado e Anônimos Alhures. Para a realização desse registro independente a banda Casa de Caba teve como apoio a cena musical autoral da cidade com evento de ocupação de rua, BLOCO NA RUA, em fevereiro desse ano, com fins de fortalecer o custeio do projeto. O lançamento do CD físico será celebrado no centro da cidade, Largo São Sebastião, no tradicional encontro musical Tacacá na Bossa, na próxima quarta-­feira, as 19h. Casa de Caba apresentará 13 musicas novas do repertório do espetáculo “T r a v e s s i a“, que está em circulação pela Amazônia no projeto Sesc Amazônia das Artes. A noite terá participação do Maracatu Pedra Encantada e banda Transcendência. O evento será documentado pelas lentes do fotografo Robert Coelho, e rapper Jander Manauara, captado por Shakal Mam, e lançado no formato de DVD no canal da banda no Youtube e redes sociais. O evento será gratuito e o álbum da Casa estará disponível a venda. O figurino do lançamento vai ficar por conta de Adroaldo Pereira, com o reaproveitamento do tecido de sombrinhas e guardas-chuvas sem uso....

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