Eu não escrevo pra eruditos
out22

Eu não escrevo pra eruditos

Eu não escrevo pra eruditos. Eu escrevo pro povo! O mesmo povo que me abraça forte,e me convida pra almoçar. O mesmo povo que chora e se alegra junto comigo. Que tem sentimentos, emoções, um coração pulsante e uma cabeça pensante! Não uso palavras difíceis, porque não quero ser lido por eruditos. Quero ser lido pelo povo, ser entendido por nós. Quero a liberdade das ideias e não as amarras das regras de etiqueta. Não quero ser do "high society"! Meu povo é o "high society"! Não quero agradar os críticos com minhas palavras sofisticadas. Quero agradar você que me lê e se identifica com que digo. Eu não escrevo pra eruditos. Eu escrevo pro...

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O congresso da livre vontade de amar
set16

O congresso da livre vontade de amar

Declaro aberto hoje o congresso da livre vontade de amar. Com o propósito de tornar os homens mais livres e belos com seus longos cabelos ao vento e um sorriso apaixonado. Declaro o direito de amar à todos, e ainda serem recompensados por isso. (Todo amor deve ser correspondido). Declaro aberta a instância de que todas as mães tem o livre direito regido por lei (a lei do amor), de beijar seus filhos em público na porta das escolas e não serem reprimidas por isso. Declaro como lei universal que todo bêbado deve ter como direito (mediante um aviso prévio) um ouvinte para suas inúmeras estórias e piadas e juntos possam trocar risadas e experiências únicas, com essência de cachaça e cigarro em suas roupas. Esse congresso tem como objetivo principal facilitar o entrelace das mãos tímidas dos casais envergonhados, abrindo assim uma prerrogativa para um beijo apaixonado. Declaro o livre uso de qualquer tipo de substância química (ilícita ou não) para a maior interação dos amigos que há muito tempo não conversam espontaneamente. Declaro o livre direito de fazer o que quiser (mediante apenas a uma condição), que se dê prazer ao outro, que se dê alegria, paz e sobretudo e acima de tudo. Declaro livre o direito de amar. Declaro hoje, aberta a primeira edição do congresso da livre vontade de...

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Revendo amigos
set10

Revendo amigos

Se me der na telha eu volto! Pra rever velhos amigos, beijar antigas bocas, com quem já tenho intimidade. Desfazer o tempo e chutar o presente. Volto pra curtir, beber aquela ardente cachaça da saudade. Acender a juventude e fuma-lá em longos tragos! Volto pra brigar, pra arruinar casamentos, pra surpreender a família. Refazer o passado e transar com o futuro. Volto pra amar quem deixei no caminho, E abraçar quem tanto caluniei, e ser abraçado, por quem tanto falou mal de mim. Mas me espera, não digo o dia, pois a cidade é careta. Se eu me perder me acha, Tô pensando aqui... Vai ser tão engraçado, só quero ver a tua cara! ...se me der na telha eu...

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Como faz pra se entreter?
set07

Como faz pra se entreter?

Ai de mim que brindo a vida, Com minha cara suja de batom,e beijo com gosto de cigarro. Um sorriso cínico num rosto pobre de menino do subúrbio. Uma fala mansa e um olhar que tudo desconfia. Ai de mim,que ando bebendo demais e acabo dando vexame. Que passo dias e noites vagando em bares e entre conhecidos,que sinceramente não dou a mínima. Ai de mim, que enquanto escrevo, tenho visto a mulher dos meus sonhos ser roubada pelos jovens de futuro promissor que se encaixam nos padrões da sociedade. Que se dane! Também eu, tenho me despojado com as irmãs, esposas e até mães de cada um deles! Ai de mim! Passos lentos que não se apressam em chegar e uma mão pesada que ajuda tanto na conquista quanto na porrada. Ai de nós! Pobres mortais em busca de euforia. Cada um de nós vai saber o que plantou nos dias que virão! Quer seja numa ressaca, ou numa gravidez indesejada. Enquanto isso... Brindemos! O momento, a estupidez, a líbido. Não nos resta mais nada a não ser comemorar! Aproveitar. Ai de mim que perco tempo na entrada e não me preocupo com a saída. Ai de mim que brindo a vida.E sempre me vejo fazendo a mesma pergunta: Como faz pra se...

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Considerações de um alien ao ouvir Jards Macalé
ago22

Considerações de um alien ao ouvir Jards Macalé

Então chegamos a conclusão de que não sou daqui, estou de passagem,e quem está de passagem, gosta de passear,de aproveitar cada minuto. Então chegamos a conclusão de que vamos viver a vida, sem ficar nos remoendo dentro da capa da chatice e da "sem gracisse" e esse pessimismo "Beckettiano" que assola essa nova geração. Sejamos mais otimistas como Gullar. Vamos viver a vida sem se importar com a razão Portanto segure minha mão ou não, e "Let's play...

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