15 Anos de Clube da Luta
out16

15 Anos de Clube da Luta

Como depois de tanto tempo, a obra se tornou ainda mais relevante. Hoje faz 15 anos do lançamento do que para mim, é uma das obras-primas do cinema contemporâneo: Clube da Luta. E na ocasião, é interessante refletir como mais do que nunca, o filme está ainda mais poderoso e faz mais sentido atualmente. Dirigido por David Fincher, adaptado de um livro homônimo de Chuck Palahniuk , o filme, lançado em 1999, mostra o despertar de um indivíduo (Edward Norton) de uma vida entediada pelas rotinas e escravizada pelo consumismo, até conhecer um certo alguém chamado Tyler Durden (Brad Pitt) que vive de forma oposta, desapegado ao que não é essencial e livre para fazer o que quer. A partir daí, a amizade inicia algo maior, prometendo mudar muito mais do que o rumo de suas vidas. A grosso modo, o filme fala sobre ego. O personagem de Norton é alguém comum, sem nome (o que não é percebido pela maioria das pessoas que assistem. Mas no livro, é chamado de Narrador) que se preocupa apenas em trabalhar, pagar contas, mobiliar sua casa e cuidar de sua vida, esperando por algo que o faça ser (ou melhor, se sentir) importante, como se sua vida não fosse "apenas" aquela rotina grotesca ditada pela sociedade, passando desapercebido pela vida de tantos… lembra alguém? Ou melhor: com quem não parece? Será que é o sentimento de uma época? Ou algo que nos acompanha até hoje? Nos dias de hoje, nos vemos presos a redes sociais, celulares caros, roupas de grifes... mas tudo isso é realmente necessário? O clube da luta do filme é um grupo de homens que se juntam para vivenciar experiências únicas, que nesse caso é retratado como lutas clandestinas… mas no momento em que eles compartilham das mesmas “dores” e aprendem a lidar com isso, é que tudo ganha uma conexão mais universal.  Qual seria nosso potencial de se agir assim nas redes sociais, por exemplo? Se nos preocupássemos menos com as diferenças e mais com a dor em comum, seria diferente? Tyler, no final das contas, é o líder de uma revolução interna que a maioria das pessoas buscam… aquele que pode ser o que não temos coragem ou força para ser. Um Jesus Cristo para nossa geração, que nos mostra que podemos ter liberdade se realmente estivermos dispostos a pagar seu preço... "somente quando você perde tudo você está livre para fazer qualquer coisa", diz Tyler. Alguém discorda? Tudo vai servindo de combustível para a cruzada de um homem ao reconquistar as rédeas de sua própria vida... de achar que pela primeira vez, pode fazer a diferença...

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I Festival Cultural do Pirão
fev20

I Festival Cultural do Pirão

Ontem foi uma segunda-feira atípica para o cenário cultural manauara. A galera do Pirão AM realizou o I Festival Cultural do Pirão, que contou com a presença de 10 bandas e artistas locais (Pacato Plutão, Cileno, Jota Zaire, Cabocrioulo, Ed Ondo, Alaidenegão, Os Tucumanus, Anne Jezini, Gil Valente e Salomão Rossy) fazendo shows com músicas autorais (com uma duração de 20-30 minutos) além do dj Portuga e dj Tubarão tocando nos intervalos. Como muitos, cheguei às 17h na praia enquanto rolava o show da Pacato Plutão e já se percebia uma movimentação muito legal de pessoas chegando ao evento, contrariando a expectativa negativa que alguns tinham sobre a escolha peculiar do dia e tempo com ameças de chuva. Eis que um magnifico pôr-do-sol surpreende entre as nuvens de um céu cinza, rolando ao som da próxima atração, o Maracatu Eco da Sapopema, trazendo muita energia e interação com o público, rolando até uma ciranda improvisada. Outro destaque nos shows foi a sequência Cabocrioulo - Alaidenegão - Ed Ondo - Os Tucumanus, que soube agitar e manter a euforia de quem estava lá assistindo. O evento ainda contou com placas personalizadas do Caboquês Ilustrado que descontraíam ainda mais o clima festivo. Pela parte de organização, estava bacana, apresentando apenas duas pequenas falhas: o despreparo do bar ao número de pessoas (deixando faltar cerveja em um momento e não tendo dinheiro trocado em certos momentos) e alguns problemas de som que começaram na apresentação da Ed Ondo e continuaram no show do Os Tucumanus com a Anne Jezini. Mas nada que ofuscasse o sucesso que foi essa primeira edição do festival. Fico muito ansioso para ver o que o Pirão AM planeja para o futuro. Os caras conseguiram o improvável: tornar uma segunda o dia mais divertido da semana, e estão de parabéns pelo...

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