Profano Beato
set03

Profano Beato

Tudo em mim acaba sendo hermeticamente confuso. Unilateral e estranhamente intruso. Sou delicadamente bruto, Dentro de uma sensibilidade grotesca, Onde a incompreensão é melhor que uma vida de aparências. Não nasci para ser raso. Nasci para enxergar além da cegueira. Sobriamente embriagado. Sou um profano às vésperas de ser canonizado.

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Escracho
ago31

Escracho

Eu nasci para ser o escracho da vida! O suspiro pujante de uma doçura atrevida. Sou a mão que percorre as sendas internas das calcinhas, O meu 'eu lírico' prevê o futuro. Em uma concha de devaneios, Suores soturnos, lamentos profundos, Do arrependimento de não ter feito mais insanidades. Da forca de conceitos ao chá de normalidades. Eu sou o frio que percorre a tua espinha! E quando o beijo quente escorre em brasa, Eu desço mais uma casa, E me acabo na caverna oculta, Escorrendo uma seiva bruta, Entre tuas pernas de...

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Beije o poeta!
ago28

Beije o poeta!

Tudo que penso ou tremo minhas vísceras em escrever já foi dito, como Mautner que descreve o anjo infernal, o meu pecado é me derreter ao teu sorriso, Como Caetano que sonhou com uma tropicália, o som da sua voz escarnecida bate em minha mente, como um guizo retinente de uma medalha. Eu não tenho muito mais o que dizer, todos os brilhantes heróis de minha cultura já falaram o bastante, como Chico César te comparou a mim como um templo, uma divindade absurdamente reluzente, já não sou eu em mim. Mas que balbúrdia é essa em minha mente? Se tantos poetas inteligentes já falaram tudo o que pode se julgar coerente, venho eu com minha incoerência cafajeste, vomitar essas asneiras em papel limpo e decente, e apesar de não ter mais nada a dizer, cá estou nesses versos incandecentes, comprando a última folha de papel descrente. Talvez não seja brilhante, ou espetacular para mudar uma geração, mas aqui escreve nessas linhas  um fraco poeta, um fracasso como atleta, um bêbado de carteira assinada, uma linha tênue entre a loucura e a sanidade. Talvez esses escritos nem saiam do perímetro da cidade, mas aqui escreve nessas linhas, alguém que respira amores, alguém que grita para o mundo suas dores, e que deságua sua mente, em linhas correntes, que vão do rio ao mar  em uma canoa de loucos desejos de querer sempre acabar no doce dos seus beijos. Beije o...

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