Conheça o projeto que ‘espalha’ livros por Manaus
set22

Conheça o projeto que ‘espalha’ livros por Manaus

Promover a cultura e incentivar o hábito da leitura é o objetivo do 1° Encontro "Leve este livro para você". O evento, promovido pelo grupo Global Shapers Manaus, será realizado às 19h da terça-feira (23) e promete ser marcado por uma grande distribuição de obras no Largo São Sebastião, um dos principais pontos turísticos do Centro Histórico da capital amazonense. Durante o encontro, serão distribuídos marcadores de texto com a mensagem "leve este livro para você", explicando a ação: cada pessoa que recebe um marcador deve compartilhar seus livros, deixando-o em algum lugar. Assim que a pessoa que levou a obra terminar de ler, deve manter o ciclo, doando o livro também. No verso, os marcadores têm espaço para o nome de cada pessoa que já leu a obra e data da doação. Na primeira ação, realizada pelos integrantes do grupo em um shopping da capital, os livros foram deixados em diversos locais: bancos, mesas e até em banheiros. "Encontrar um livro em locais inesperados, com um convite para ser levado, é uma forma de tornar aquela publicação memorável e atrativa. A brincadeira e o desafio é despertar o interesse pela leitura nas pessoas nos mais diferentes ambientes. Acredito que despertamos esse interesse desde o primeiro encontro do futuro leitor com o livro abandonado", explica o curador do Global Shapers Manaus, Glauber Gomes. Quem topar o desafio pode levar os livros para o Largo, na terça, ou só pegar os marcadores para distribuir em lugares diferentes. "A ideia é que a distribuição seja feita a partir do encontro. Levando os livros você já pode distribuir o livro pelo caminho, mas também pode levar alguns marcadores, desde que esteja comprometido em realizar a ação posteriormente", afirmou Gomes. Para propagar a ideia, o grupo pede ainda que os doadores tirem fotos dos livros "abandonados" e publiquem nas redes sociais com a hashtag #LeveEsteLivro.   *Global Shapers* A Comunidade Global Shapers é uma iniciativa do Fórum Econômico Mundial que visa unir jovens de alta produtividade de várias áreas de atuação das principais cidades do mundo em uma grande rede de contatos com o objetivo de "Pensar global, agir local".   Ao todo, a comunidade tem mais de 350 hubs por todo o mundo, sendo dez somente no Brasil. Manaus foi a primeira cidade do país a receber a iniciativa, e atualmente conta com 15 voluntários do grupo.   *SERVIÇO* O que: Encontro "Leve este livro para você" Quando: Terça-feira (23), às 19h. Onde: Largo São Sebastião, Centro de...

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Dirigindo por nós
abr02

Dirigindo por nós

Todos os dias tantos nascem, tantos morrem. A vida é uma passagem para todos que vem e todos que vão. E nesta passagem há tantos encontros e desencontros, tantas interações com e sem marcas que não há como caminhar sem sentir. No último dia 28 de março sentimos uma profunda tristeza pois sabemos que mais de 10 se foram de uma vez e isso nos arrancou o fôlego, nos deixou sem ar e sem palavras. Fica um vazio enorme na vida de famílias e círculos de amigos, vazio este que jamais será preenchido; os que ficaram continuarão a passagem sem os que se foram. Acompanhando as mídias sociais tenho visto muitos especialistas em trânsito e em comportamento humano manifestando-se como se seus sentimentos fossem maiores que os de quem sofre do lado de lá, da culpa e da vergonha. Num momento como este ainda temos pessoas que conseguem julgar, punir com palavras, rogar pragas e desejar até o pior "para quem quer que seja o responsável" ! Será mesmo este o momento de pensar em culpa? Será que este foi o único acontecimento que merece reflexão sobre nossa postura no trânsito? Quantas vezes você que me leu já bebeu com os amigos e voltou para casa dirigindo? Quantas vezes você já trocou de faixa ou dobrou uma rua sem dar a seta? Quantas vezes você já saiu sem todos os equipamentos do seu carro em dia e em pleno funcionamento? Você já buzinou para um pedestre que teve que atravessar às carreiras porque você, soberano sobre rodas, precisava navegar livremente pelas ruas destemidamente? Quantos palavrões e gestos obcenos você ja fez nas nossas ruas enquanto cruzava uma batalha mortífera "com o babaca que te tomou a frente" na rua? Quanta imprudência, quanta irresponsabilidade e quanta falta de senso coletivo você também já cometeu? Somos todos reféns dos outros ou somos nós também um pouco iguais a esses "outros" também? Somos espelhos. Aprendemos e ensinamos a partir de nosso comportamento. Somos sim todos responsáveis pelo que um ou outro faz. Geramos raiva, tristeza e ansiedade todos os dias quando colocamos nosso ego em frente ao volante. Transformamos nossos veículos em armas, mas a nossa raiva é compreensível! A nossa reunião, a nossa consulta médica, nosso horário no trabalho! Tudo no mundo pode esperar, menos eu e você. É assim, não é? Pois esta última catástrofe ocorrida em nosso trânsito me fez refletir sobre o papel de cada indivíduo no convívio coletivo em nossas vias. Somos interligados e não fazemos ideia disso. Somos responsáveis pelas vidas uns dos outros e nos sentimos mal porque nos demos conta disso SÓ HOJE. Buzine para cumprimentar um conhecido no trânsito,...

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Emprego ou obra-prima?
dez28

Emprego ou obra-prima?

Para muitos trabalhar é uma forma de ganhar o pão de cada dia, seja ele só seu ou de uma família inteira. Engano pensar assim.  Um amigo uma vez descreveu seu trabalho exatamente desta forma durante uma conversa sobre esse assunto: “Eu me divirto todos os dias fazendo o que eu gosto, e você acredita que ainda me pagam pra isso?”. Um tapa na cara da sociedade que chega mal-humorada na empresa, trata mal os colegas e ainda justifica que é segunda-feira! Estariam essas pessoas satisfeitas com o que fazem? E os que não encontram motivação para realizar uma missão incrível? Resolver um grande problema do seu setor ou apresentar uma sugestão que há tempos vem bolando para melhorar o clima do lugar onde encontram as mesmas pessoas 44 horas por semana? Varrer um chão como se fosse o seu, atender um cliente como se fosse alguém muito querido, dedicar 10 minutos do seu dia para ensinar aquela senhora a mexer no bendito Excel: por que tem gente que simplesmente não consegue? “Não é minha obrigação”, “Não faz parte das atribuições do meu cargo”, “Não é para isso que sou pago”, “Não, não e não”, “Não posso falar agora”, “Não estou aqui para trabalhar com você nem para dar o melhor de mim, estou apenas ganhando o pão de cada dia, por favor feche a porta ao sair”. Profissionais assim temos aos montes e tenho certeza de que você além de já ter sido vítima de um, com certeza tem amigos, parentes e inclusive pode ser um deles. Pois tenho uma triste notícia para o Ganhador de Pão: o mundo precisa que você pare de trabalhar e comece a realizar a sua obra. Sua equipe, seu chefe, sua empresa, seus clientes, sua comunidade, seus amigos e sua família precisam que você faça mais que trabalhar. Seus filhos e netos (talvez futuros) precisam desse exemplo. Realize uma obra, deixe um legado e uma contribuição moral em relação ao seu trabalho. O trabalho dignifica o homem não por dar a ele condições financeiras de estabelecer um lar e uma vida social plena. A dignidade está para além do dinheiro, está ligada ao respeito que as pessoas têm pela sua imagem profissional, imagem essa formada pelo conjunto das metas que você atinge, da qualidade do seu serviço, do seu conhecimento, do seu comportamento e do que você deixa de você para as pessoas com quem trabalha e convive. Profundo demais? Vamos ilustrar! Gosto de citar alguns autores no que escrevo, acredito que o embasamento dá um sabor a mais ao material. Mario Sergio Cortella é um filósofo e escritor que já chegou...

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