Adeus Scott Weiland
dez04

Adeus Scott Weiland

Acompanho o STONE TEMPLE PILOTS desde quando surgiram em 92, no auge do movimento grunge, quando foram injustamente acusados de plagiar bandas como Pearl Jam e Alice in Chains, mas já sabia do valor artístico deles e como teriam uma brilhante carreira. Até que o vício os pegou pelo pescoço. E observando o comportamento auto-destrutivo de Scott Weiland, sempre achei que mais cedo ou mais tarde receberia uma noticia triste como essa. Perdemos mais um ícone do rock n' roll e um grande artista. Muito triste com a perda. R.I.P....

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KRAFTWERK – Kraftwerk. 1970. Germanofon.
nov30

KRAFTWERK – Kraftwerk. 1970. Germanofon.

O primeiro e renegado álbum dos alemães do Kraftwerk é uma experiência para poucos. Experimental e revolucionário. Robótico e abrasivo. Difícil acreditar que os gurus da música eletrônica, um dia, lá em seus primórdios, formavam uma "banda de rock" tão visceral e orgânica quanto às bandas punks que nasceriam anos depois. E ainda tem gente que vem reproduzindo até hoje a densa atmosfera desse disco. Nesse mês de novembro esse clássico obscuro completa 45...

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20 anos da melancolia existencial e tristeza infinita
out25

20 anos da melancolia existencial e tristeza infinita

A geração grunge do inicio dos anos 90 presenciou um período de lançamentos consistentes, porém recheados de temas sobre duvidas existenciais e extrema melancolia, fazendo um contraponto radical ao clima festivo dos anos 80. Assim podemos citar exemplos clássicos como “Dirt” (92), do Alice In Chains, “Superunknown” (94), do Soundgarden, e “In Utero” (93), derradeiro álbum de estúdio do Nirvana que parecia sintetizar toda a angústia que permeava a musica produzida em Seattle. Em meados de 1995, Billy Corgan capturou todas essas referências para construir aquilo que seria, desde então, sua definitiva e mais ambiciosa obra conceitual sobre a condição sentimental humana na sociedade moderna, lançando sob o sugestivo título de “Mellon Collie and the Infinite Sadness”. O álbum elevaria o Smashing Pumpkins ao patamar de uma das maiores bandas de rock da década, colocaria seu rebento entre os álbuns duplos mais vendidos de todos os tempos, e agora completa 20 anos sem perder nada de sua extravagância. E extravagância é o que se pode chamar a começar pelo seu escopo musical. “Mellon Collie” abrange estilos diversos como metal, folk, eletrônico, progressivo, clássico e o pop, que compreendem uma verdadeira montanha russa de sensações e texturas. A dinâmica de sentimentos atravessa extremos. Passa por paisagens surreais e psicodélicas. Sai de uma calma quase pastoral e aconchegante para entrar em uma tempestade de peso paquidérmico, muitas vezes sufocante, sem deixar ar pro ouvinte respirar. Tudo disposto como se fossem fios emaranhados e sem nexo, mas que compõem algo bem mais complexo e profundo, com uma fluidez impressionante, e numa narrativa obsessiva que persegue caminhos tortuosos ate atingir seu clímax. Não é a toa que Corgan descreveu sua obra como “um The Wall para a Geração X” e percebeu que sua trilha sonora megalomaníaca-depressiva, assim como um alter-ego alternativo meio Roger Waters, chegara ao seu momento apropriado para seus fãs. E feito assim, se aproveitar do sucesso astronômico do álbum anterior, “Siamese Dream”. Com “Mellon Collie”, o Smashing Pumpkins chegou a um nível nunca mais alcançado pela banda novamente devido aos seus problemas internos e a persona autoritária e ególatra de Corgan, que engoliu seu bom senso com o passar dos anos e minou a carreira de um grupo brilhante dissolvendo sua famosa e saudosa formação, que incluía o espetacular baterista Jimmy Chamberlain. Ao mesmo tempo foi esse mesmo ego que permitiu que discos como esse se perpetuassem no consciente coletivo como algo tão marcante e que ainda seja reverenciado como um registro atemporal e único. 20 anos depois ainda continua...

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Hoje é dia de ROCKANIGHT no All Night Pub!
jan23

Hoje é dia de ROCKANIGHT no All Night Pub!

Já conhece o All Night Pub? Hoje tem Rockanight Vacations com entrada a R$ 10 e double de cerveja Budweiser até 22h! Antes disso, o happy hour fica por conta da Funksoul Brothers, a partir das 20h. Em seguida é a vez da Rockaholics com muito rock n'roll.  A partir das 22h,  mulher paga R$20 e homem paga R$40, na bilheteria da casa que fica na avenida Ephigênio Salles, 2085, Aleixo.   Melhor chegar cedo hein! Tudo isso logo mais!!! Bora...

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PEARL JAM – Vitalogy. 1994. Epic/Sony.
dez26

PEARL JAM – Vitalogy. 1994. Epic/Sony.

Nem sempre é fácil lidar com as pressões do sucesso. Tampouco é possível também prever os próximos passos de uma banda responsável por dois fenômenos consecutivos logo no início da carreira ("Ten", 1991 e "Vs.", 1993), em uma época em que tudo parecia virar ouro nas mãos dos reis de Seattle. E assim "Vitalogy" foi lançado em um 06 de dezembro de 1994 para transformar de vez em mito uma banda que logo de cara já começou quebrando recordes. Muita coisa, porém, aconteceu naquele ano de 94. A banda passava por um estranho processo de auto-afirmação em relação à sua visão de mercado e em relação aos seus fãs, e além do mais, outros fatos como uma turnê conturbada por brigas com a poderosa rede Ticketmaster e a morte chocante de Kurt Cobain influenciaram no tom sombrio e melancólico do novo álbum, transformando-o numa espécie de ponto de referência aos álbuns que viriam a seguir. "Vitalogy" é aquele disco experimental pelo qual qualquer banda naturalmente decide passar para provar seus limites artísticos. Citações a respeito do desperdício da vida e imortalidade são adornados por um interessante e caprichado projeto gráfico que imita um pequeno livrinho médico. A espontaneidade do disco anterior ainda pulsa em cada faixa de "Vitalogy" e a letras de Eddie Vedder oscilam entre as relações do ser humano com a solidão, a morte e a perversão. Mesmo esquisito ('Stupid Mop', 'Aye Davanita') e indigesto ('Bugs') em alguns momentos, o disco consegue soar coeso e com uma forte personalidade. Vide incursões pouco comuns como a insinuante e provocante 'Satan's Bed' e na dilacerante 'Spin the Black Circle', uma furiosa e apaixonada ode aos discos de vinil. Formato, aliás, que estabeleceu "Vitalogy" como a bolachona que mais vendeu na sua semana de lançamento, e assim permanecendo imbatível até Jack White tirá-lo da primeira posição exatos 20 anos depois com seu excelente "Lazaretto". Vedder e Cia catalizam em "Vitalogy" uma estética áspera e soturna nunca mais vista novamente em sua discografia. Talvez tenham chegado perto com "No Code", álbum seguinte lançado dois anos depois. Mas todo o código genético do Pearl Jam reside nesses três primeiros álbuns e encerram um ciclo aqui. Algo que muita gente tentou emular sem sucesso, mas que com certeza garantiu uma respeitabilidade que só álbuns corajosos dessa natureza conseguem alcançar....

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