Porque hoje se comemora o dia do disco de vinil?
abr20

Porque hoje se comemora o dia do disco de vinil?

Foi em 20 de abril de 1978 que um grupo de aficionados pelo disco de vinil resolveu relembrar a data de dez anos de falecimento do grande Ataulfo Alves (falecido em 20/ 04/ 1968), o compositor que também era um colecionador e apreciador do disco de vinil. A data pegou e desde lá, todo ano, neste dia, os amantes do bom e velho bolachão se reúnem para comemorar o seu amor por esta secular mídia. Jorge Bandeira 20 de abril de 2016 Viva o disco de...

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Alienar a rua
ago17

Alienar a rua

É dia 28 de agosto Alienar a rua É fazer como fazem os filósofos da rua Lima Bacury: Curtir um rock do bom de gratis. China e cambada vão cambalear de novo ao som do bom e nem tão velho assim rock n roll. O evento é gratuito, bebidas, comidas e outros artigos culturais estarão disponíveis para venda no...

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Persona – Face Um (Ou Talvez fosse melhor nem existir)
jun03

Persona – Face Um (Ou Talvez fosse melhor nem existir)

São em média quarenta minutos extasiantes, de uma angústia avassaladora. Algumas pessoas saem com lágrimas nos olhos pelo impacto cruel das cenas. Tudo é planejado com minúcias, menos a reação dos espectadores. No mais, o Ateliê 23 atravessa incólume sua saga de discutir o universo trans sem concessões ou apaziguamento das almas. Quem tiver fôlego que veja, que sinta, que se transborde nas imagens poderosamente projetadas, com o ambiente claustrofóbico criado naquele casarão de pé direito alto, alto como o preconceito que temos ao abordar estes temas tão caros “à moral e aos bons costumes”.  A direção firme de Taciano Soares se imprime do início ao fim, e as três salas dos confinados(as), que aqui criarei o neologismo para tratar destas personagens, com um termo que me brota dos grandes livros de ficção científica, os replisuplicantes, uma mistura de palavras que acredito que podem levar a força necessária para os que são vítimas, ainda hoje, de uma sociedade talhada no patriarcado cristão ocidental. Replisuplicantes que chegam até nós pela fachada do Ateliê 23, na janela onde a rua é a esfera pública, onde replisuplicantes só podem ver por um átimo de tempo o mundo livre. Depois é o claustro do Teatro. E será ali, neste escombro civilizatório que as coisas começam e se tornar insuportáveis. Bandagens que entram e saem de três ambientes, cada qual com um signo poderoso, dilacerante e sem piedade mesmo, um chute nos culhões dos machos alfa espalhados pelo mundo todo. A vida dentro deste átrio atroz é feita de sombras, penumbras, luzes de lanternas projetadas pelo próprio espectador que carrega este farol de atrocidades legitimadas pelos desvãos destes seres que escapam do julgamento apressado de serem do bem ou do mal... Apenas estão ali e vivem e sobrevivem aos escombros que acumulam sobre sim. E isso é um ponto dramatúrgico de intensa vitalidade, pois nos deixam com aquela pulga atrás da orelha, não nos permitem de forma melindrosa termos pena das personagens. Replisuplicantes não precisam de pena, precisam de ação. E aqui temos isso de sobra. Mesmo nas variações um tanto estáticas do espetáculo, tudo se move, interior e ou exteriormente. A música é tão bela como dilacerante, um jazz numa voz etérea, marcante, que nos inserem calmamente nas cenas, em doses seguras para entrarmos feito Dante guiado por Vírgilio nos círculos infernais. Esteja alerta a regra dos três, você só dá aquilo que merece. Hermes Trimegisto. Imagens como as de um filme antigo, com cores technicolor nas maquiagens carregadas, como se a máscara trans se transubstanciasse em sangue sagrado numa liturgia da carne. Passos, gritos, pegadas que conseguimos até sentir que passam sobre...

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