“Recordar é viver, eu ontem sonhei com você…”
nov02

“Recordar é viver, eu ontem sonhei com você…”

Ei, vocês de Manaus, lembram que nas décadas de 80 e 90 hoje era dia de Banda do Consciente? E que mais tarde, o Réveillon fervia no Atlético Rio Negro Clube? Era nosso primeiro grito de carnaval! A gente pulava a tarde toda e ainda tinha pique para a noite, era bom demais! Nós, meninas, não tínhamos a paranoia do trio salão – escova – maquiagem, éramos bonitas ao natural. A maioria não bebia nem usava drogas, não precisávamos de muito para ser feliz. Éramos menos consumistas, e apesar de vaidosas, não levávamos o glamour tão a sério como hoje, em que as meninas se produzem tanto, até para um simples Chá de Beleza, que mais parecem modelos na passarela. Depois que o tempo passa, a gente entende que a verdadeira beleza da juventude é simples e natural, pele fresca, sorriso farto, cabelos ao vento, muitos sonhos na cabeça e paixões no coração... Nosso encanto e felicidade vinham de dentro! Tínhamos menos liberdade dada pelos pais, mas nos permitíamos ser mais livres e soltas. Acho que ainda refletíamos um pouco da rebeldia de 1968. Era muita alegria e pique para passar a tarde toda pulando na Avenida Joaquim Nabuco e descer com a Banda do Consciente pelas ruas vizinhas. Chegando em casa, bastava um banho, uma caprichada no visual e sem recorrer a grandes truques de beleza, estávamos novamente prontas e lindas para brilhar no Réveillon Nuit Blanche do Rio Negro. O nosso reinado de meninas passou... Tenho saudades, mas posso dizer que aquele tempo foi muito bem vivido! Nem melhor nem pior que o presente, mas bom o suficiente para deixar grandes recordações. Feliz Ano Novo, sem a Banda do Consciente, sem Réveillon do Rio Negro, mas com um monte de novas oportunidades que se abrem à nossa frente! A vida é isso, um constante...

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Kikão, símbolo da geração de 70
out23

Kikão, símbolo da geração de 70

Quem foi jovem na Manaus da década de 70 lembra-se do maior ponto de encontro da época, o Kikão. Um trailer localizado na praça São Sebastião, que servia um cachorro- quente delicioso, preparado pelo casal de gaúchos Cândida e Alceu. Era o point da moçada. Jovens rapazes de cabelos longos e mocinhas irreverentes. Época da ditadura militar. O lema deles era “é proibido proibir”, em uma sociedade onde quase tudo ainda era proibido. Os mais novos e os mais velhos não deixavam de participar e, principalmente, saborear. Discretamente, dentro do carro, aglomeravam-se para disputar o que era um dos ótimos programas para se fazer na Manaus de antigamente. Dona Cândida, simpática, bonita, cabelos negros e longos, sempre presente no Caixa, administrava tudo. Trabalhava madrugada adentro com determinação e coragem, em parceria com o marido Alceu. Trabalharam duro, mas valeu a pena! Conseguiram recompensa financeira e profissional. Lançaram moda. E, como o que é bom merece ser copiado, os trailers de Kikão invadiram a cidade. Pequenos comerciantes – como se chamava na época - agora seriam empresários - abriram negócios idênticos, com outros nomes. Lembro que havia o Oitentão – com o número 80, bem grande, na placa. Esse era de vanguarda, uma vez que ainda estávamos no final da década de 70. O mais engraçado era o Ratão – ai, que nojo! – e muitos outros. Os trailers, hoje, já não são comuns, mas não é raro encontrar uma daquelas pequenas vans vendendo hot dog, que o amazonense ainda insiste em chamar de Kikão. Essa é uma marca, um vocábulo incorporado ao linguajar baré. Tão importante na nossa cultura, que está inserido no Dicionário de Amazonês, do professor Sérgio Freire. Amazonês E como “Ninguém morre enquanto permanece vivo no coração de alguém”, Dona Cândida Dorneles Neves, que partiu dia 6 de outubro de 2011, permanecerá viva em nossas memórias. Viva, como símbolo de um tempo, de uma geração, de um estilo de vida, e do Kikão mais gostoso que o amazonense já...

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Doces Lembranças
out15

Doces Lembranças

Dia do Professor “O professor medíocre expõe. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira” William Arthur Ward Parabéns a todos os professores que inspiram! Escrevi este texto em 2006, por ocasião da formatura de Doutora do ABC da Carolina – minha primeira filha. Como estamos na semana da criança e do professor, lembrei dele, e resolvi postar no blog. Lembro bem do meu primeiro dia de aula, em 19 de março de 2001, eu estava com um aninho e sete meses. Tia Dôra fez a minha adaptação, ela e a tia Shirley, foram as minhas primeiras professoras. Em agosto chegou mais uma tia para a minha sala do maternal, a tia Janete, que me acompanharia até os cinco anos, já no 3º período. Lembro com alegria de todos os coleguinhas, das descobertas, das brincadeiras no parque, das Sextas-Culturais e das muitas travessuras. Eu adorava a hora do escovódromo! E como era gostosa a comidinha do refeitório! Na chamadinha eu era o patinho. Ai que saudade da rodinha… Comecei a natação com o tio Madson e a tia Jôse. Depois vieram as tias Patrícia, Kátia e Prazeres. Minha evolução na piscina foi sensacional! Ao longo desses anos já ganhei várias medalhas. No balézinho – como eu chamava carinhosamente o balé – comecei com a tia Pecila – como ela chavama a tia Priscilla – logo depois veio a tia Ângela. Elas me deram as primeiras noções de dança. Hoje sou uma bailarina de sete anos que já acumula dois espetáculos e uma certa experiência. Lembro com carinho do 1º peuríodo – era assim que eu falava período – dos cuidados das tias Márcia e Janete. Eu ficava muito contente quando ganhava Carinha Feliz por bom comportamento. Foi nesse ano que comecei, toda eufórica, a estudar informática com a tia Alana. No 2º período as tias Ayda e Shirley me prepararam muito bem para a escrita e a leitura que viriam logo adiante. Com as tias Miss Martha e Miss Ircley, descobri a maravilha de aprender inglês. Desculpem a redundância de tia e miss, eu as tratava assim mesmo. Na escola aprendi as primeiras letrinhas e números. A primeira palavrinha que eu li foi bola, aos cinco anos, no 3º período, com as tias Jucely e Franciane. Na alfabetização, aos cuidados das tias Ana Rita e Vanessa, simplesmente, como num passe de mágica, aprendi a ler e escrever. Não esqueço a alegria de ter meus primos estudando comigo! Ficava muito contente com a companhia de Maria Fernanda, Marcelo, Franklin Neto, Danniele, Gabriela, Renata, e, finalmente, da minha irmãzinha Luciana. Bons momentos, alegres e inesquecíveis, ficarão guardados...

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Educação é privilégio
out05

Educação é privilégio

Esses dias circulou pela internet um post comovente de uma aluna da UFRJ sobre uma conversa ente ela e o pai, ele pedia desculpas por não saber escrever corretamente. A filha fez um desabafo dizendo que saber ler e escrever bem é um privilégio. O post viralizou e também chamou minha atenção. Concordo com Mircarla Lins. Também considero arrogante e desumano pessoas que tiveram a oportunidade de estudar, criticarem e menosprezarem os que não tiveram a mesma sorte. Sorte sim. Uso esta palavra porque os pedantes também gostam de dizer que sorte não existe, afirmam que todo sucesso vem apenas através de estudo e trabalho. Ledo engano, sorte existe e conta muito. Você pode batalhar demais, mas se a sorte não estiver a seu favor, sua luta será muito mais difícil e a vitória talvez se torne inviável. Sorte é ter saúde, o corpo funcionando bem e outros fatores que, mesmo em meio às maiores dificuldades, possibilitam a você ir em frente, estudar e trabalhar com perseverança. Arrogante é quem que teve casa, comida e roupa lavada – família, amor, saúde e segurança – transporte e bons colégios – aula de idiomas e esportes – livros e dinheiro – considerar-se melhor do que alguém que não teve nada disso. Para os afortunados no quesito acesso à educação eu digo: não fizeram mais do que a sua obrigação em estudar, se formar e conseguir um espaço digno no mercado de trabalho. Aos bem favorecidos que tiveram as melhores oportunidades para estudar e não aproveitaram a chance, minhas condolências. Vocês mataram a si próprios e ainda desperdiçaram recursos que poderiam ser empregados em benefício de outro aluno – menos sortudo e talvez mais dedicado aos estudos. Como Micarla sugere em seu depoimento, antes de jogar pedras olhe para a história de vida desse alguém. Faça ainda melhor, olhe para você, compare suas oportunidades com as dificuldades desse outro ser humano. Se você for uma pessoa sensível é bem provável que imediatamente sinta vergonha de si mesmo, do julgamento elitista e preconceituoso que vem fazendo. É claro que não estou pregando o conformismo de se entregar ao destino traçado pela exclusão social. A própria universitária é um exemplo de alguém que conseguiu transpor a barreira da pobreza e conquistar seu lugar na melhor na universidade do país – UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. RUF 2016 Nós que sabemos que Micarla Lins é uma em um milhão. Infelizmente nem todos os excluídos têm a mesma força de vontade, coragem, audácia e determinação dela. Machado de Assis é a personalidade que melhor exemplifica o poder de um autodidata. Todos nós podemos fazer como ele. Mas a capacidade de superação dos...

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6 segredos para seu negócio ter mais clientes
set16

6 segredos para seu negócio ter mais clientes

Na semana do cliente, aí vai um especial com dicas valiosas para uma boa relação com a clientela. Todos nós, consumidores, somos clientes. Até um mendigo que não possua um tostão, é um cliente-eleitor, e um futuro comprador assim que mudar de situação financeira. É cliente todo aquele que deixa seu dinheiro em um estabelecimento, seja na compra de um produto, serviço, consulta médica, cinema, informação, etc. Numa sociedade de consumo o bem mais valorizado é o dinheiro, logo, podemos concluir que o cliente, aquele que traz o dinheiro para você, é no mínimo uma majestade. Mas o que vemos no dia a dia é o oposto. O tratamento dispensado ao consumidor está longe de valorizar sua importância para a vida financeira de qualquer negócio.Por isso escrevi os seis segredos para seu negócio garantir mais clientes: Subordinação Tenha isso como um letreiro luminoso na mente: você não é o dono do seu negócio, o verdadeiro dono é aquele que lhe sustenta, que traz o dinheiro para quitar suas dívidas, pagar seus funcionários e manter seu negócio funcionando e dando lucro. Simpatia É inacreditável como muitos donos de estabelecimentos são orgulhosos, se acham superiores, passam pelos clientes sem nem ao menos cumprimentá-los. Saiba que o cliente é o patrão, e o dono é empregado dele. Quem está com o dinheiro no bolso é que dá as cartas, é quem tem que ser paparicado, conquistado, surpreendido e encantado com o que há de melhor. Planejamento Se não houver cliente, não adianta você trabalhar e se esforçar, tudo será em vão. Por isso, toda vez que ele adentrar em seu estabelecimento lembre-se e agradecer esta enorme preferência, seja gentil e ofereça o melhor atendimento e excelentes opções de produtos e serviços. Se aproveite das redes sociais, muitas delas são ferramentas gratuitas que se bem utilizadas são boas referencias para ter o seu negócio bem na fita. Fidelidade A cada dia a concorrência é mais acirrada, o consumidor tem inúmeras possibilidades de onde deixar seu capital, por isso ele deve ser visto e tratado com todo zelo e boa vontade. Vamos a um exemplo. Uma pessoa almoça regularmente há quase 20 anos em um mesmo restaurante. E ao longo de todo esse tempo é tratada com cortesia sim e com indiferença também. Jamais recebeu um tratamento diferenciado, um muito obrigada personalizado, um mimo, um agrado, um sorriso de parceria. Se somarmos toda a quantia que esta pessoa já pagou neste estabelecimento, percebe-se que ela é uma espécie de sócia do negócio.   Gratidão Por mínima que seja uma compra bem feita pode garantir o retorno do cliente. Não subestime os seus produtos, faça questão de passar o troco corretamente, mantenha...

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