O Gol-Miopismo do Brasileiro
abr19

O Gol-Miopismo do Brasileiro

Te negam educação de qualidade, com escolas e universidades responsáveis em atender aos seus estudantes com ambiente limpo, ornamentado, equipado com biblioteca, centro digital, cinemateca, embelezado por jardim, dispondo de salas climatizadas, quadra de esporte, alimentação regular e saborosa. Te recusam hospitais capazes de oferecer tratamento a todos com dignidade e eficiência, com centros operatórios modernos e prontos para realizar cirurgias delicadas com êxito e maestria, com leitos em número abundante e confortáveis, onde haja médicos de todas as especialidades e atenciosos em suas consultas e ao fazer os diagnósticos, com comida nutritiva e palatável. Te omitem transporte publico em preço acessível, com boas acomodações, onde em que nele trabalha não ignore as pessoas que fazem sinal na parada, nem se dirijam de modo mau humorado e grosseiros os usuários que diariamente a eles recorrem para se deslocarem na cidade. Te impedem de ter ruas amplas e bem estruturadas, sistemas de esgoto ecologicamente correto, rede de água competente em seus serviços, abastecimento de energia com tarifas não exorbitantes, moradia aconchegante, formosa e generosa em sua arquitetura. E mesmo tudo isso se constituído há anos a realidade nacional, apenas nos mobilizamos as ruas e as praças quando o Tema se faz os Temers, As Dilmas, Os Lulas, Os Colors, Os FHCs em seus jogos de poder e suas lutas partidárias para nele permanecer. Vamos sim a rua lutar pela democracia, de modo que ela seja bem mais que um apoio ou desaprovação presidencial mas um ato de combate as todos os abandonos e descasos que nos são impostos do berço da maternidade ao nascermos ao lote quadrado do cemitério ao...

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Aborto – O Direito do Corpo e o Corpo pelo Direito
mar11

Aborto – O Direito do Corpo e o Corpo pelo Direito

Várias sociedades, ao logo da história, tem buscado definir, compreender e normatizar a prática da interrupção de uma gravidez. A grosso modo, a tendência sempre é moralizar a questão. Em certo ponto da discussão, de um lado, é defendido o direito à vida, está última conceituada em sentido espiritual-biológico quando admite a plenitude do estado de ser humano em seu nível ainda embrionário, visto que sua existência conteria essência espiritual em nome de sua protoconsciência inalienável, isto é, de no embrião ou feto habitar a condição de realidade psíquica pelo simples fato de sua constituição básica já está viva através das bases vitais de sua primária formação biológico. Em outras palavras: o ato da concepção, a saber, o fenômeno da fecundação entre os componentes masculinos e femininos, legitimaria o fato de se tratar de um ente humano já está aí presente e crescente em toda a sua potencialidade, mesmo ainda que seja em seu estágio inicial de concretude orgânica. Desse modo e nessa visão, o que tornaria a embrião uma consciência viva estaria identificado em sua própria integridade, incipiente, porém real de organismo em desenvolvimento. Por ele ser um complexo humano, a priore, não lhe pode ser negado a identidade de ser vivo, por consequência. Em sentido oposto, está o argumento de que, como sua estrutura corpórea e psicológica ainda não saiu da esfera de fusão de gametas, ele não poderia receber a categoria nem ser reconhecido da posição de “um alguém”, e assim caberia a quem o está gerando optar por uma descartável e segurar intervenção em sua gestação. É claro que há várias minucias e variáveis (estupro, incesto, degeneração do feto, risco de morte, etc), todavia a pergunta fundamental é: quem vive o drama de estar grávida, mas não tem intenção de concluir essa experiência, deveria lhe ser permitido e está sob aparo do Estado a fim de fazer isso de modo seguro e transparente, em lugar de recorrer a procedimentos e meios perigosos e passiveis de causar sequelas irreversíveis, podendo resulta até mesmo em morte? A moralidade da fé diria que não. A ética da liberdade da razão afirmaria que sim. Todavia, não caindo nem em proibicionismos inúteis e muito menos em liberalismos pragmáticos, talvez se devesse repensar a própria maneira de como se vivência e se orienta as escolhas sexuais, de modo que a decisão de contrair ou não uma gravidez, ainda que sob o tesão mais incontrolável, não se faça um momento atrasado ou tardio, pois se é verdade que o corpo é meu quem manda sou eu, também não está longe de tal mentalidade a livre e deliberada vontade de permitir ou não...

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Dois Pesos E Uma Medida: A Caretice Moralista Hipócrita
mar10

Dois Pesos E Uma Medida: A Caretice Moralista Hipócrita

Reprime-se e criminaliza-se a "erva do diabo", porém é fetichezada a "loira gelada". É posto que quem "fuma um" é candidato a viciado, mas quem "bebe todas" é apenas um apreciador sedento. Para quem "faz à mente" se denomina de usuário, mas para os que "enchem a cara" colocam o título de consumidor. Enquanto se moraliza de maneira maniqueísta, tendenciosa e marketeira a questão dos que são do fumo, ao passo que se efetua uma glamourização dos que são do álcool, acredita-se que os primeiros causam danos por seu hábito nocivo à vida social, e já os segundos estão na condição de colaboradores da Economia Nacional ao gerarem tributos significativos com seu inofensivo costume. Brasil, teu nome é...

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Licença Teologia
mar07

Licença Teologia

João Capitulo 1: 1-3  Antes que as estruturas e substâncias a formarem a dinâmica viva da realidade material - em todo seu esplendor e magnitude- viessem à tona, encontrava-se Aquele que é a manifestação da Consciência a dá origem e contorno a totalidade do micro e macro cosmos, cuja presença se fazia junto Daquele que sempre esteve, a priore, no surgimento do tempo-espaço e cuja essência é de constitutividade semelhante e equivalente a da incognoscível expressão do Ser que a tudo abarca. Ele residia nas indiscerníveis dimensões em que se revela a fonte do Ser. Sua participação no processo de arquitetação do universo foi absoluta, de modo caso ele não estivesse atuado ainda predominaria a vacuidade da não existência. Dele emanou a âmago do que chamamos de Vida e Ele é o portador da luminosidade a se apresentar a toda aquele que faz parte da raça humana. 1.No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. 2 Ele estava com Deus no princípio. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. 4 Nele estava a vida, e esta era a luz dos...

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A Marca de Caim: A Chaga Originária Das Cidades
fev12

A Marca de Caim: A Chaga Originária Das Cidades

Gênesis 4:8 "Contudo, propôs Caim a seu irmão Abel: “Saiamos, vamos ao campo!” E, quando estavam no campo, aconteceu que Caim se levantou contra Abel, seu irmão, e o matou." Gêneses 4:16b "E o SENHOR colocou em Caim um sinal, para que ninguém que viesse a encontrá-lo o matasse". Gêneses 4:17a "Então Caim coabitou com sua mulher, ela engravidou e deu à luz Enoque. Depois Caim fundou uma cidade" 1 Jo 3:15 "Toda pessoa que odeia seu irmão é homicida", 1 Jo 3: 12a "E não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e assassinou seu irmão". Nesse início de século, a questão que mais se tornou problemática e alvo de estudos e investigações de várias especialidades de conhecimento (sociologia, economia, arquitetura, ecologia, etc), sem dúvida, foi a realidade das grandes cidades, fenômeno que acompanha a nossa história a partir da emergência da Revolução Industrial. Porém ela, a cidade em si, no que tange suas primeiras aparições e propagações, está conosco desde que decidimos por deixar as estruturas tribais adaptadas aos meios com dominante contexto natural (campo, selva, comunidades de patriarcado e matriarcado de composição familiar, feudalismos, etc) e entramos, como nossa nova forma de povoar e ocupar os espaços, para a experiência da urbanidade, tanto no tocante as embrionários aparelhos das Cidades-Estados do mundo antigo quanto, mais modernamente, nos complexos Estados Nacionais. Estes últimos, os Estados Nacionais, geraram as mais petrificadas e caóticas ambiências de vida em sociedade: as megalópoles, essas Maquetes Concentradoras de Humanos. Ao receber, dias atrás, a visita de meu amigo Pedro Cacheado, que chegou com a companhia da despojada e cintilante Brenda, para uma conversa profissional, dentre os assuntos paralelos que tratamos enquanto eu preparava nosso almoço às pressas, falei sobre meu ponto de vista concernente a dinâmica de criação e condução em vivenciar a experiência da cidade, seja ela antiga ou contemporânea, e como argumento, tomando por base o relato bíblico da tragédia envolvendo o assassinato de Abel por seu irmão Caim, apresentei a afirmação de que o ato fundador, a lei primordial e a energia motriz que tende a movimentar a constituição e motivação ao se fazer uma cidade, é o Estigma Homicidiário, ou Marca de Caim, cujo efeito moral (a busca da fuga e da inconsciência do peso da culpa ou de receber o devido juízo) se precipita e se plasma no Espirito de Suicídio Coletivizado ou Pulsão de Morte Socializada que assumirá expressão material nas forças que ergueram os alicerces e alimentarão os sistemas a manterem de pé a arquitetura de uma cidade quando em lugar da fraternidade prevalecer o fratricídio: a morte do espírito fraternal. Isso significa dizer que,...

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