No duelo entre o Emprego Vs Filhos, quem ganha?
ago14

No duelo entre o Emprego Vs Filhos, quem ganha?

Antes de ser mamãe ouvi alguns relatos de que na maternidade tocar projetos pessoais se torna uma tarefa quase impossível, que a criança durante um bom tempo toma conta de boa parte da sua vida e que no fim do dia você só quer dormir. De fato uma criança não é brincadeira, a criação, a participação a interação e principalmente o apego do seu filho fazem com que você queira estar ao lado dele 24 horas por dia, mas em mim também causou outras mudanças. Como uma pessoa hiperativa e criativa sempre tive várias ideias inovadoras e mirabolantes, sempre tive aquele habito de achar que podia fazer qualquer coisa que quisesse e podia aprender sozinha o que quer que fosse, e de fato era, a maioria das coisas que sei eu aprendi sozinha, mas me faltava algo, algo que me empurrasse pra frente, algo que me fizesse querer tirar os projetos da gaveta e ir a frente. Quando engravidei pensei, poxa ainda sou tão nova, tantas coisas a realizar, tantas coisas que nunca saíram do papel e que provavelmente ficarão lá por muito mais tempo. A verdade é que tudo aconteceu ao contrário, em uma gravidez tão atípica essa situação não poderia passar batido. Eu não saberia explicar ao certo o que foi, mas algo chaviou dentro de mim, um estalo que me fez querer criar, realizar tudo que sempre quis. Luna trouxe vida pra minha vida, trouxe sabor, cor, luz, me fez querer ser tudo, potencializou ao máximo todas as minhas qualidades e habilidades. Pra uma pessoa que sempre foi indecisa com o que fazer da vida, hoje eu sou ainda mais, se antes eu achava que podia querer uma profissão, um hobbie e um sonho, hoje eu quero transformar todos os meus sonhos em profissão. Fotografia, Arquitetura, Design, Escrita... tudo que eu sempre aspirei como arte, como algo que eu faria com amor, mas que eram projetos que ficavam apenas na vontade hoje eu estou trazendo a tona. É difícil? É! As mamães sabem que muitas das vezes temos que dar uma de super heroínas, que cuidar de casa, filhos não é tarefa nada fácil e na maioria das vezes nos colocamos em ultimo lugar, deixamos que nossas realizações pessoais fiquem em segundo plano. Mas também é unanime a ideia de que um filho pode trazer grandes inspirações, grandes sonhos, grandes oportunidades de projetos. Talvez hoje mais que ontem as mulheres estão se propondo a por seus sonhos em prática depois da maternidade, maximizando suas habilidades e as transformando em grandes negócios. Outro dia fomos ao Sebrae e conversamos com a gerente de atendimento e ela nos...

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Ser mãe jovem, numa sociedade ilusória
ago07

Ser mãe jovem, numa sociedade ilusória

A maternidade é um investimento onde apostamos todas as nossas fichas e só iremos saber dos resultados décadas mais tarde. Como mulher de vinte e três anos de idade que foi criada com mãe e avó, tive a oportunidade de ver os conflitos em pelo menos três gerações diferentes. É incrível quando conseguimos nos transportar pra uma outra dimensão e conseguimos analisar as coisas de fora. Vemos como a criação de uma criança não é algo tão simples, você não está educando uma eterna criança, você está moldando um adulto. Vi minha avó que apesar de bem pra frente do seu próprio tempo, foi mulher de se dedicar ao marido e o colocava num pedestal de marfim, sempre no topo e reluzente. Também vi minha mãe que divorciada tinha que trabalhar pra sustentar a casa e teve pouco tempo pra interagir com os filhos. E vejo a minha geração, uma geração que diz PERA LÁ eu não preciso ser submissa a casa, não preciso viver em função dos meus filhos, mas mesmo assim escolhi ficar. Uma geração de mães empreendedoras, que não aceita parar de amamentar o filho aos quatro meses de licença maternidade, que prefere botar a cara no mundo e abrir o próprio negócio. Uma geração que não toma a responsabilidade de criar os filhos pra si, que divide com o marido as despesas da casa. Uma geração mais unida, mais sincera, mais complacente, pois todas nós entramos no mesmo barco, e na fachada dele estava escrito “ o sonho da maternidade “. A geração que passou nos fez acreditar que só seríamos felizes e realizadas quando fossemos mães, mas não nos contou das dificuldades que a missão trazia. Nos fez acreditar que maternidade é um sonho em azul e rosa, e nos escondeu todas as dúvidas, as angustias, as indecisões... Nós mães jovens nos deparamos com o fim da gravidez, numa sociedade onde beleza é sinônimo de magreza e perfeição, e todas aquelas suas formas arredondadas de uma gravidez sadia já não eram mais tão belas assim. A sociedade nos exige sair da maternidade lipoaspiradas, maquiadas e escovadas. Mas ninguém nos disse que a verdade não é essa, ninguém nos disse que depois do parto sentimos um vazio tão grande que mal podemos nos conter, que o amor pelo filho não é instantâneo, que nos sentimos péssimas, nos sentimos feias, não nos reconhecemos diante do espelho. Eu tive muitos problemas quando aconteceu comigo, vi as pessoas se afastando, vi os olhares indiscretos, vi coisas que não queria ver de pessoas que não esperava. E todo dia eu bebia um gole desse veneno ao olhar pra mim...

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Homens! Vamos falar de paternidade?
jul30

Homens! Vamos falar de paternidade?

Espera um pouco, se você é homem e quase passou direto por aqui, volte! Volte porque é com você mesmo que eu quero falar. Recentemente eu me meu namorado nos tornamos papais, e se eu contar pra vocês a doideira que foi pra chegarmos até aqui vocês não iriam acreditar, pois bem. Muito se ouve que a gravidez é uma experiência especial e particular da mulher, que é no corpo dela que as primeiras ligações com o futuro bebê são feitas. Também já ouvi muito falar que a educação dos filhos é responsabilidade exclusiva da mãe, quanto o pai é provedor da casa, mas será que isso é verdade? Na real o pai tem tanta importância na vida dos filhos quanto a mãe, não basta registrar, não basta apenas dispor do mesmo sobrenome tem que meter a mão na massa! Os bebês não nascem sabendo quem é a mãe e quem é o pai deles, é preciso convivência, intimidade, hábitos e rotinas para que a criança consiga criar vínculos afetivos com certa pessoa. Infelizmente no nosso país os papais só podem tirar 5 dias de licença paternidade, seria ótimo se nossas leis fossem iguais a da Suécia onde o papai pode ficar em casa cuidando dos filhos durante 14 meses ininterruptos, mas não é, por isso se você se esconde atrás da desculpa de que trabalha demais e por isso não tem tempo pra cuidar das crianças talvez seja melhor rever seus conceitos, afinal se o pouco tempo que você tem em casa não for aproveitado para se relacionar com seu filho, será como se você nem existisse. Crianças que tem pais ativos são mais felizes e seguras de si, são mais independentes e destemidas, tem maior habilidade em se relacionar com outras pessoas e ao desenvolvimento da empatia. E os benefícios não são só para as crianças, o papai que participa ativamente da vida do filho também sente a diferença na saúde mental, física e financeira, já que uma vez que o homem constrói esse laço afetivo com a própria cria o estresse diminui dando espaço a criatividade e a produtividade. Por tanto, se você é papai e precisa trabalhar durante o dia, não deixe de participar da vida do seu filho nas outras horas. Você verá que os benefícios vem a curto prazo e são para a vida...

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