A saudade além da liberdade

Hoje quando passava por volta das 7 da manhã pela Praça da Saudade, avistei um ônibus daqueles tipo integração de terminal com várias mulheres e crianças dentro dele e algumas fora, todos ali com ar apreensivo, paciente, carregando um contentamento tímido e um olhar furtivo, um tanto que perdido, como se estivessem a esperar uma longa viagem cheias de sentimentos contraditórios. Tensão e tranquilidade, frieza e calorosidade, nervosismo e pacificação, alegria e tristeza, dor e amor.saudade Logo deduzí que se tratava de familiares que iam visitar seus homens-pais-maridos-filhos que se encontravam presos, cumprindo pena, sob o signo da exclusão e do abandono social. Nesses tempo “onde bandido bom é bandido morto”, segundo a visão de muitos que acreditam que justiça pode se conseguir com chacina e matança. Fiquei me perguntando sobre o quando estamos esquecendo que detentos tem mãe, pai, filhos, esposas, enfim, que mesmo estando sobre culpa e divida para com a sociedade, eles ainda existem, vivem, respiram, são amados e que, com quanto sejam odiados e repugnados pela população, muitas lágrimas e sorrisos de mulheres e crianças são despertados por eles terem entrado pera o universo dos malditos, dos sórdidos, dos abjetos, dos desprezíveis, dos malignos, dos irrecuperáveis, dos condenados ao asco. Piedade não é se sentir livre e liberto das contradições perversas dessa vida, mas sim em se apiedar e ter solidariedade para com os prisioneiros desse mundo, pois do lado de fora, muitos sofrem por verem a quem amam debaixo do julgo do crime e juízo da sociedade. Feliz dias dos pais para aqueles estão entre grades e grilhões. Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes. Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me.

Author: Daniel Fredson

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