A cidade e os sentidos por Elisa Maia e Anne Jezini

Aproveitando a boa repercursão do show ‘A cidade e os sentidos’ apresentado no início de março, na abertura da programação do Grito Rock Manaus, as cantoras Elisa Maia e Anne Jezini, o representam no dia 20 de abril, segunda-feira, véspera de feriado, no Arte e Fato, Centro de Manaus.

O Arte e Fato fica na Rua 10 de Julho, na altura do Teatro Amazonas, no Centro da Cidade. O evento tem produção geral do Coletivo Difusão. A primeira é a Dona Celeste, a banda inicia seu show às 23h e o couvert artístico custa R$15.21

O show surgiu da proposta das cantoras apresentarem um espetáculo em lembrança ao ‘Dia Internacional da Mulher’, onde fossem destacados os trabalhos autorais das duas, num repertório e roteiro que misturavam músicas que fazem parte do EP ‘Ser da cidade’, da cantora Elisa Maia e as músicas que farão parte do primeiro álbum da cantora Anne Jezini.

Adriana Melo é vocalista da banda Dona Celeste. Crédito: Priscila Vasco

A ideia se ampliou e as duas resolveram convidar mais quatro cantoras, que assim como elas fazem parte de uma nova geração de cantoras amazonenses, que trazem a composição no DNA de seus trabalhos. Foram elas, Olívia de Moraes (da banda Anônimos Alhures), Kely Guimarães, Adriana Melo (banda Dona Celeste) e Cynara Lima (banda pacato Plutão).

Em sua segunda edição, o show ‘A cidade e os sentidos’, convida Camila Nakano, que além de já ter participado de diversos espetáculos musicais independentes (cantando Cartola, Tom Jobim e Vinícius de Morais, por exemplo), também faz parte da Big Band do SESI Amazonas e é vocalista e compositora da banda Sônomo; e Adriana Lima, que novamente participa do show, além de se apresentar no evento com a sua banda, a Dona Celeste.

Não foi difícil juntar as propostas sonoras das duas cantoras. E com produção conduzida por elas, apostaram numa banda única formada por jovens e competentes músicos do cenário amazonense. Na guitarra Neil Armstrong Jr, promissor guitarrista filho do consagrado violonista amazonense Neil Armstrong (Orquestra de Violões do Amazonas), vem conquistando espaço como side-man de diversos artistas da cidade.

Cesar Serafim, pianista e tecladista, que participou de projetos como All That Jazz, Falsa Evidência, Oficial 80 e o grupo de jazz experimental Jazz Verde. Escreveu trilha sonora para teatro e participou como diretor musical de espetáculos nas edições IV, V e VII do Festival de Teatro da Amazônia. Também é coautor de 4 canções do próximo álbum de Anne Jezini.

Já a bateria fica a cargo de Matheus Simões, componente das bandas Cerumano e Pacato Plutão. No contrabaixo Ediel Castro, que tem como seu principal instrumento de estudo e pesquisa o contrabaixo acústico, mas que também exerce trabalhos paralelos com o contrabaixo elétrico, integrar a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica e Orquestra Sinfonica da UEA, é baixista da banda 00:00 e tem estreita relação com o teatro, ganhando inclusive Prêmio de Melhor Trilha Sonora do 10° Festival de Teatro do Amazonas, com o espetáculo ‘A casa de inverno’, da Artrupe Produções; é cooperador também da companhia teatral Ateliê 23.

Elisa e Anne 5 A cantora Elisa Maia, que esse ano completou vivos 15 anos atuando profissionalmente com a música e que há 04 trabalha com produção cultural no Coletivo Difusão, cantará as músicas do seu EP ‘Ser da cidade’, lançado no final de 2013, para download gratuito na internet (www.elisamaia.tnb.art.br). O trabalho, que juntou interessantes parceiros – foi produzido em gravado pelo produtor musical e guitarristas Léo Chermont (da nova geração de promissores músicos paraenses e guitarrista da banda de instrumental Strobo) e mixado e masterizado pelo veterano produtor musical carioca, Alex Moreira (indicado duas vezes ao Grammy, que também faz parte da banda Bossacucanova, que repagina a bossa nova utilizando a música eletrônica) -, tão logo foi lançado a cantora Elisa Maia saiu em turnê apresentando seu “Ser da Cidade”, numa circulação inédita, percorrendo 06 capitais da região norte – Belém/PA, Macapá/AP, Porto Velho/RR, Rio Branco/AC, Boa Vista/RR e Manaus/AM -, numa jornada de 10 dias e quase 15 mil quilômetros percorridos. A cantora em 2015 já inicia os movimentos para o que será o seu próximo trabalho inédito de estúdio.

Anne Jezini, cantora e compositora nascida em Manaus. Estudou vocal performance na London Music School, se apresentando em várias casas de show e pubs durante sua temporada em Londres. Sua música é reflexo de suas influências diversas que refletem suas origens e caminhos por onde percorreu, com composições que passeiam pelo trip hop, rock alternativo e a world music com temperos de bossa nova, e sotaques da música amazônica. Partindo do intuito de agregar a brasilidade múltipla a sua influência cosmopolita, convidou para a produção do seu primeiro disco o produtor musical amazonense Rosivaldo Cordeiro. Cordeiro ficou conhecido por trabalhar com o grupo Carrapicho e por seus diversos trabalhos de música brasileira e amazônica, como o grupo de choro Jacobiando, o grupo de música amazônica experimental Imbaúba e o trabalho de resgate da guiGravação Vídeo Elisa e Anne3tarrada amazonense intitulado Guitarreiro. O álbum de Anne Jezini foi finalizado nos Estudios Davout em Paris, sob o conceito de mixagem e masterização do engenheiro de áudio Jean-Loup Morette, com experiência em álbuns de Cesárea Évora a Talking Heads. O álbum com 10 faixas que fazem parte do repertório da cantora tem previsão de lançamento para junho de 2015. Algumas demos encontram-se disponíveis em www.soundcloud.com/annejezini.

O evento contará com o pré-show da banda Dona Celeste. Novata no cenário musical amazonense, mas que já está dando o que falar. A banda surgiu pelos corredores da UFAM, onde aconteciam os encontros pra fazer um som e se divertir. Dona Celeste busca uma sonoridade mesclada com os diferentes ritmos musicais, buscando conhecimento na rica e diversificada música brasileira. O trabalho da banda pode ser conferido no perfil deles no site Toque no Brasil: http://tnb.art.br/rede/donaceleste.

 

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Author: Redação

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